As façanhas de Hamilton e Ricciardo em Mônaco – e outras estatísticas

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Michael Schumacher era ‘apenas’ tricampeão do mundo quando venceu pela última vez em Mônaco, naquela que também foi a última vez em que a Ferrari triunfou no Principado, em 2001. “Logo vamos deixar todas estas estatísticas ruins para trás”, disse Sebastian Vettel ainda na quarta-feira antes do GP. Mas ainda não foi desta vez.

A corrida deste ano ficou com Lewis Hamilton, em uma rara ocasião em que o terceiro colocado no grid venceu em Mônaco. A última vez que isso tinha acontecido foi justamente em outra corrida com chuva, em 2008, quando o mesmo Hamilton largou em terceiro e triunfou, naquela que havia sido sua primeira conquista no Principado. Nunca um piloto havia demorado oito anos para voltar a vencer uma mesma etapa. Além disso, foi a vitória de número 44 para o dono do carro 44.

O inglês também igualou-se a Alain Prost como o dono do maior número de anos consecutivos vencendo pelo menos uma corrida na F-1: o francês conseguiu o mesmo entre 1981 e 1990. Mas vai precisar ganhar em mais cinco temporadas para atingir o líder nesta estatística, Michael Schumacher, vencedor de pelo menos uma prova entre 1992 e 2006.

Apenas o terceiro piloto nos últimos 10 anos a ser pole position e não vencer em Mônaco, Daniel Ricciardo sofreu, a exemplo de Hamilton ano passado, com um erro de sua própria equipe. O australiano teve um final de semana irretocável, marcando a pole pela primeira vez na carreira, tornando-se o 97º piloto diferente a começar uma corrida da ponta – o primeiro diferente desde Pastor Maldonado no GP da Espanha de 2012.

Falando em Maldonado, que marcou presença em Mônaco estreando como comentarista da Fox da América Latina – como vocês poderão conferir no post das transmissões ao longo da semana – não deixa de ser curiosa a comparação com Max Verstappen: quando o venezuelano veio de uma vitória surpreendente no GP da Espanha, teve um de seus piores finais de semana na F-1 em Mônaco.

O pódio de Sergio Perez deve ter sido particularmente doloroso para Nico Hulkenberg, que se classificou na frente, mas esteve entre os pilotos que erraram ao trocar os pneus de chuva cedo demais, ficando presos atrás de Felipe Massa. Mais uma oportunidade perdida significa que o piloto se tornou o quarto na história a chegar a 100 largadas sem um pódio sequer, juntando-se ao recordista Adrian Sutil, com 128, Pierluigi Martini e Philippe Alliot.

Porém, para piorar a estatística para Hulkenberg, seus companheiros já foram ao pódio três vezes, enquanto os de Sutil tiveram um e os dos outros dois, nenhum.

Outro recorde negativo ficou com Pascal Werhlein, que sofreu quatro punições durante o final de semana.

À Williams, cabem dois prêmios de consolação: pela quinta vez no ano, o time marcou o melhor pit stop do grid e, com o ponto conquistado em Mônaco, Felipe Massa se isolou como o único piloto a pontuar em todas as etapas. O time completou 91,7% das voltas disputadas até aqui, mais do que qualquer outro.

Já a McLaren está em sua melhor sequência desde que voltou a firmar parceria com a Honda: o time marcou pontos em três provas consecutivas e, com o quinto lugar em Mônaco, Fernando Alonso igualou o melhor resultado da McLaren-Honda de dos últimos um ano e meio. O outro quinto posto fora conquistado por ele mesmo, na Hungria.

3 comentários sobre “As façanhas de Hamilton e Ricciardo em Mônaco – e outras estatísticas

  1. Arriscaria dizer que a carroça de Nico Hulkemberg virou abóbora, assim como a de Valteri Bottas, ambas as cotações estão em baixa, bem baixas.
    Julianne,
    Uma pergunta para que só está bem perto consegue responder, o que parece faltar a Williams para darem um salto de qualidade e disputar de igual para igual com RedBull e Ferrari? Apenas o fator dinheiro? Ou tem algo a mais aí? 2014 e 2015 a Williams fez dois grandes campeonatos em comparação as duas equipes, mesmo com bem menos dinheiro, mas esse ano “perderam o gás.”
    Um bjo pras meninas e um abraço pros meninos!

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    1. A diferença é basicamente que a vantagem do motor Mercedes é menor. Em 2014 a Williams tinha um carro com pouco drag e um grande motor e isso lhe dava vantagem tanto em relação a quem tinha motores piores, quanto aos demais clientes. Em 2016, isso não mudou, mas os outros não ficaram parados. Inclusive a Mercedes, que foi desenvolvendo seu carro em um ritmo superior ao do time inglês.

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  2. “Outro recorde negativo ficou com Pascal Werhlein, que sofreu quatro punições durante o final de semana.”

    E ainda assim ele terminou a prova, não duas posições, mas duas VOLTAS à frente do Haryanto!

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