Fazendo a mala para Spa

Calma. A foto é de 2014, quando a temperatura não passava de uns 12ºC em Spa
Calma. A foto é de 2014, quando a temperatura não passava de uns 12ºC em um GP da Bélgica “autêntico”. Depois de suar subindo e descendo as escadas intermináveis entre o paddock e a sala de imprensa, dá até arrepio só de olhar pra esse casaco!

A introdução do terceiro composto nas corridas e a maior liberdade na escolha dos pneus ajudou várias corridas no início do ano a ganharem emoção, muito em função da falta de experiência das equipes que, nas primeiras quatro provas da temporada, tiveram de escolher seus compostos antes mesmo da etapa inicial.

Nas últimas provas, contudo, estávamos vendo opções mais uniformes, apenas com as variações de sempre: a Force India tende a gostar mais dos médios, a Haas tende a arriscar optando sempre pelos mais macios, e assim por diante. E a tal regra da escolha livre perdeu importância.

Até chegarmos a Spa-Francorchamps sob um calor de 30 graus. Confesso que, quando vi a previsão, com todos os dias limpos e a temperatura alta, não acreditei. E vim equipada com casacos, bota, capa de chuva. O kit Spa.

Várias equipes pensaram o mesmo quando fizeram sua “bagagem” de pneus. A Sauber chegou ao extremo de optar por apenas um pneu médio, o que pode não ser tão prejudicial para o time porque o macio pareceu ser, pelo menos no primeiro dia de treinos livres, antes do completo emborrachamento da pista, o composto mais consistente.

O problema é que o time de Nasr, assim como Haas, Toro Rosso, Renault, Williams e Ferrari, além de Sergio Perez, têm sete jogos de supermacios. Certamente tal opção foi feita com a expectativa de temperaturas mais amenas, e quem sabe até de chuva pois, quando a pista está secando, o histórico recente mostra que é sempre melhor apostar pelo composto mais rápido pela velocidade de aquecimento.

Mas esse não será um problema neste final de semana.

No momento, quem parece ter acertado foram as equipes que priorizaram os macios. Lewis Hamilton é o único que tem seis jogos, o que pode ser fundamental para sua recuperação. Rosberg, as Ferrari, as Sauber e Gutierrez têm cinco cada e quem parece ter se dado mal são Williams, Red Bull e Renault, com apenas três jogos.

O cenário pode virar especialmente para Verstappen e Ricciardo caso a evolução da pista favoreça o uso do pneu médio, pois eles têm quatro jogos do composto cada. Porém, é o mesmo número escolhido por Rosberg, que tem a corrida nas mãos neste final de semana.

Muito da ameaça que a Red Bull pode representar ao alemão vem da capacidade de fazer a segunda parte da classificação com o pneu macio. Nesta sexta-feira, Rosberg deixou claro por que a Mercedes escolheu carregar sua “bagagem” com os pneus amarelos: não pretende largar com eles. Caso ele seja o único a fazer isso, será difícil alguém ameaçá-lo. Nada como saber fazer uma boa mala.

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