Más notícias para Alonso

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Em 11 anos, Max Verstappen começou a disputar campeonatos de kart e foi contratado pela Red Bull. Em 11 anos, Niki Lauda deixou a categoria, voltou, foi campeão, e se aposentou. Em 11 anos, Fernando Alonso foi de grande candidato a novo Schumacher ao meio do pelotão, no que pode ser um fim de carreira melancólico.

Há 11 anos, o espanhol conquistava seu primeiro título mundial e se tornava o mais jovem da história a fazê-lo – recorde que já foi quebrado, por Lewis Hamilton e por Sebastian Vettel, duas vezes desde então. Na época, o piloto demonstrava uma agressividade alta dentro e fora das pistas – naquele GP do Brasil de 2005, após soltar o equivalente a um ‘chupa!’ ao sair do carro como campeão, disse na primeira entrevista que só tinha três ou quatro pessoas a agradecer – mas ao mesmo tempo parecia correr com o campeonato debaixo do braço. Quando tinha de ser segundo, não fazia besteiras para tentar vencer. Quando tinha o melhor carro, ninguém segurava.

Como um piloto com essas características mesmo aos 25 anos poderia não colecionar uma série de títulos e herdar o posto do heptacampeão? Pois bem. Alonso conseguiu. Primeiro, pela inabilidade em fazer política com Ron Dennis na McLaren – o que, convenhamos, não é tarefa fácil. Depois, pela teimosia em crer que a Ferrari seria o caminho, cegando-se a todas as possibilidades que lhe eram apresentadas. Entre 2008 e 2009, o espanhol focou em Maranello olhando o passado, enquanto a Fórmula 1 evoluía em direção a um futuro para o qual o time italiano não estava preparado.

Acabou saindo no lucro, em 2010 muito em função de sua regularidade e dos erros da Red Bull, e em 2012, por méritos próprios, que fizeram a diferença em um campeonato bastante disputado em termos de equipamento. Foi por pouco que o terceiro título não veio, mas esse ‘por pouco’ não deve eliminar a frustração de alguém tão competitivo, especialmente ao ver os mais jovens somando mais e mais vitórias.

E tudo caminha para que o tal tricampeonato da redenção não venha. Muitos no paddock acreditam no crescimento significativo da McLaren ano que vem. Porém, a diferença em relação à Mercedes, que está muito bem organizada e não dá sinais de queda, ainda é considerável para pensar em lutar pelo título.

E Alonso já vem avisando há meses: se não gostar dos carros do ano que vem, não renova. É claro que o espanhol já disse várias coisas: que encerraria a carreira na McLaren, depois na Ferrari, etc. Mas sua frustração muito mais em não vencer do que com o equipamento em si é clara há tempos.

A má notícia para Alonso é que os pontos os quais critica no regulamento, ligados à conservação de pneus e combustível, não devem acabar. Por mais que as regras de 2017 signifiquem uma aerodinâmica mais arrojada e exista a promessa de pneus mais duráveis, a própria ausência de reabastecimento já limita o ritmo durante as corridas. Assim, mesmo que os carros sejam, de fato, 5s por volta mais rápidos, só veremos isso em classificação. Na corrida, ainda que o ritmo deva ser mais rápido no geral, a necessidade de poupar equipamento permanece.

Isso, mesmo se a Pirelli conseguir a meta de fazer um composto mais durável mesmo testando-o com carros atuais e sem as estimativas claras das cargas aerodinâmicas as quais a borracha terá de enfrentar. Nesse quadro, é bem provável que os italianos optem por uma linha mais conservadora, o que não seria uma boa notícia para Alonso.

Dentro desse quadro, podemos sim estar vendo as últimas 20 e poucas corridas de um piloto que a maioria de nós vai dizer para seus netos que merecia mais do que dois títulos mundiais.

21 comentários sobre “Más notícias para Alonso

  1. O ano 2017 me parece para ele como 2014 ano de introdução das tecnologias híbridas ou 2009 ano de outra grande mudança de regulamento. A equipe que “pular” na frente se mantém, vide Mercedes 2014 a 2016 e Red Bull 2010 a 2013 e só não ganhou 2009 devido ao difusor duplo da Brawn. Se a diferença da Mclaren pra equipe dominante em 2017 for grande,ele realmente deve se aposentar, talvez por isso Button ainda esta sob contrato.

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  2. Se realmente como alguns já disseram que com o novo regulamento, o carro de 2017 será bem dificil de guiar, e o talento de Alonso faça a diferença a seu favor, pode ser que ele se anime e decida continuar.
    Mas eu estou achando q não vai ser isso tudo e continuaremos a ver o dominio da Mercedes.
    Outro ponto negativo é a deficiência da Honda em conseguir potencia nos seus motores. Ao que parece vão deixar pra fazer isso em 2017 qdo poderá alterar o motor qdo quiser. Só q isso pra mim vai ser mais um ano perdido até q achem um boa configuração para fazer uso do aumento de potencia.
    Mclarem só deve retornar ao auge da forma em 2018/2019. Não acho q Alonso terá paciência para esperar tanto tempo.

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  3. Mesmo com a mudança no regulamento não acredito que a McLaren consiga um salto tão grande de qualidade. Sendo assim, acho que ele não terá condições de lutar pelo título novamente. Acho que ele é um excelente piloto, um dos melhores. Eu como torcedora da Ferrari cheguei a torcer muito por ele, mas depois de um tempo passei a torcer pra que ele fosse embora pois só sabia reclamar o tempo todo e criticar publicamente a equipe. Se ganhava era mérito exclusivamente dele e se perdia criticava publicamente a equipe. E ele continua o mesmo, fazendo o mesmo na Mclaren. Fora as outras situações digamos assim nebulosas em que esteve envolvido. Por todos esses motivos eu deixei de torcer por ele há muito tempo. O que não me impede de reconhecer seu talento.

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  4. Acho que a única equipe que possa alcançar a Mercedes em 2017, é a Red Bull.
    Primeiro por causa das mudanças aerodinâmicas, se tem um cara que vai fazer bom uso delas é o Adrian Newey.
    Segundo porque a Renault, que já está no nível do motor Ferrari, deve dar um salto mto grande podendo mexer na sua PU como quiser em 2017.

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  5. Falei em 2010 que o Alonso sofreria uma espécie de maldição, uma reprimenda dos céus, por causa de Cingapura 2008. Sentei no sofá pra assistir ele ver o Vettel ser tetra, Hamilton bi e fico muito satisfeito em saber que deu certo. Cada chilique que ele deu me fez ter muito prazer.

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  6. Como disse Niki Lauda, “Fernando hoje paga pelo seu máu caráter”. Olhando de fora, me parece que as dificuldades dos últimos anos amansaram Alonso, Qdo olhamos fotos de 2005-2006, ele mostrava um cenho totalmente arrogante. Qual sua impressão, Ju, considerando que você tem um contato mais direto com ele?

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  7. Discordo quanto a “merecia mais do que dois títulos mundiais”. Cada piloto é responsável por suas escolhas e deve arcar com sua responsabilidade.

    Alonso brilhou em uma Renault 2005-2006 comandada por Flavio Briatore (um dos sujeitos mais honestos que já estiveram na F1…) e tendo a Michelin trabalhando quase exclusivamente para ele. Contribuiu para o mal ambiente da Mclaren em 2007 e, ao deixar a equipe, recusou uma proposta excelente da Red Bull (e aí, talvez fosse ele a ganhar os títulos de 2010-2013, e não Vettel) para voltar aos braços de… Briatore somente para protagonizar um dos maiores vexames de todos os tempos, ainda que sua participação efetiva nunca tenha sido comprovada.

    (Aqui um parênteses: minha admiração por Alonso se esvaiu exatamente no episódio de Singapura/2008. Supondo que ele não soubesse da armação, ainda que a FIA tenha se recusado anular o resultado da prova, Alonso deveria ter tomado a iniciativa e ter rompido com todos aqueles responsáveis por ela. Ao contrário: ele se recusou a “abdicar da vitória” e sempre defendeu Briatore, banido da Fórmula-1).

    Quanto à Ferrari, o pecado de Alonso foi se comprometer com o time por um prazo tão longo: ele havia assinado por 3 anos (até o fim de 2012), mas em Barcelona/2011 renovou até o fim de 2016, ainda que não houvesse certeza quanto ao futuro do time. Resultado: talvez tenha ele perdido a chance de negociar com a Mercedes no fim 2012, quando fez um grande ano e quase foi campeão.

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    1. Concordo plenamente, acredito que sem dúvidas o talento de Alonso o credencie para muito mais que os 2 títulos que ele possui (o que convenhamos não é pouca coisa) mas sua situação atual é fruto de suas escolhas principalmente fora da pista, pois como sabemos dentro dela, ele é um dos melhores que a categoria já viu.

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  8. Na epoca em que a Red Bull procurou Alonso, a equipe não era essa maravilha de hoje.
    Era uma equipe só com promessas. Os resultados conseguidos até aquele momento eram pequenos e sempre atras da equipe Renault.
    É normal para um piloto em ascensão como era o Alonso na epoca, escolher times fortes.
    E ele decidiu retornar ao time em que conseguiu o Bicampeonato e aguardar o momento pra ir para a Ferrari.
    Ninguem tem bola de cristal pra adivinhar que a Red Bull seria o bicho papão de 2010 a 2013.
    Se Alonso paga por alguma coisa é simplesmente pelas escolhas erradas e que na maioria das vezes essa escolhas eram indicadas pelo Flavio Briatore.
    E falando em mau carater, então o que dizer do Schumacher?

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  9. Não sou fã do Alonso, mas tenho que reconhecer que é um grande piloto. Não diria o melhor do grid, que é algo muito difícil de se apontar, mas sempre figurou entre os melhores. É um mestre em leitura de corrida e em aproveitar as mínimas chances. Mesmo não sendo sendo um piloto que tenha a velocidade pura, como Hamilton e Vettel. Para mim, seu grande pecado foi sair da McLaren. Ficou sem oportunidade, ou não as viu, nas equipes em crescimento e acabou preso na Ferrari numa fase decadente da equipe. Um excelente piloto dentro do carro e não bom fora dele.

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  10. Dificilmente veremos tão gigantesco talento na F1 novamente, completo como poucos, capaz de dirigir, ver um safety car na pista e pedir a equipe pelo rádio uma punição à Vettel por fazer algo que não poderia por causa do Safety car.
    Pena que sua impaciência e falta de visão de futuro na categoria, sempre o levaram a caminhos errados, nesse momento ele deveria ser no mínimo Hexacampeão, se tivesse visão para perceber o nome de Adryan Newey e os “recursos infinitos” na RedBull.
    Abraços pros meninos, bjs pras meninas e um bjo pra vc Ju!

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  11. Olha, não são poucas as bocas que se abrem para dizer que Alonso é o mais completo piloto do grid. Jornalistas, torcedores, muitos insiders do Paddock e até mesmo alguns de seus pares. Então esse curioso fato merece crédito, porque são pessoas que opinam com propriedade e conhecimento de causa.

    E é claro, existe o parâmetro pessoal, a perspectiva única que cada um concebe a partir de conceitos e/ou pré conceitos, formando opiniões justas e relevantes como também as mais absurdas e infundadas.

    O mais interessante nesse assunto é que de fato Alonso não aparece sequer no top 10 de muitos recordes da Fórmula 1 – pole position(13°), volta mais rápida(12°), hat-trick(12°), grand chelem(24°), títulos (14°(!)) – ao ponto de Lewis Hamilton e Sebastian Vettel estarem muito adiante em todos esses quesitos listados e não desfrutarem da mesma amplitude de fama. Interessante.

    Para ser justo na distribuição de indulgências e chicotadas, é preciso lembrar que Alonso figura em outros quesitos do top 10 da Fórmula 1: vitórias(6°), pontos(3°), vice(5°), pódio(4°), GPs disputados(4°). Entretanto, em pontos, pódios e vitórias está atrás de Lewis Hamilton e atrás de Sebastian Vettel em pontos e vitórias. De novo, muito interessante.

    Se considerarmos os recodes prós e contras, teremos uma média-baixa para Alonso, em relação a dois competidores atuais e outros competidores do passado, que de forma compulsória já ultrapassaram e muito os feitos do piloto espanhol sem resguardar o mesmo aparente prestígio. Em 2010, Alonso já desfrutava desta fama de completo, mais completo, e desde então o que se viu foi um alemão ser tetra e um britânico caminhando para um tetra, enquanto o próprio Alonso pouco entregou, comparando diretamente. E depois de seis anos, e seis títulos em mãos adversárias ainda resiste o ‘mais completo..’

    Fenômeno digno de iniciação científica em carreira acadêmica, trabalhando para elucidar tal fenômeno. Realmente interessante.

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    1. Elton, não é necessário nenhum raciocínio alienigena para averiguar o que Alonso já fez em pista, quando teve carro dominante tal qual Vettel e Hamilton, venceu, excetuando-se 2007, onde ele e Lewis tiveram o melhor carro e ambos perderam para Haikkonen, Alonso não teve de 2008 para cá carros dominantes como RBR e Mercedes, esse é o diferencial…o que Alonso fez em 2012, Vettel e Hamilton até nesse dia presente, não chegaram perto de fazer, reitero, sem ter o melhor carro e lutar até a última corrida pelo titulo. A temporada 2012 de Alonso foi uma das temporadas mais perfeitas que vi nessa F-1 moderna, no meu entendimento, o espanhol foi o campeão moral daquele ano.

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      1. É exatamente a isso que me refiro Wagner. Repare em suas próprias palavras: “Alonso já fez em pista”, “onde ele e Lewis tiveram o melhor carro”, “A temporada 2012 de Alonso foi…” …”fez, tiveram, foi”…. ….sempre no passado, um passado que está distante e amortecido e desconsidera os últimos sete anos.

        Um conceito que é criado e alimentado atravessando os anos pode (como foi de fato) ser cristalizado no imaginário coletivo, mesmo que não se sustente baseado apenas no que serve de cômputo real: resultados. Por isso, mesmo que em 2012 Alonso teve um companheiro de equipe que trabalhava bovinamente em seu favor, uma Ferrari Panzer que não quebrava nem com bomba e Webber que em nada atrapalhava nem ele e nem Vettel, ainda assim, ele conseguiu deixar o tri escapar no Brasil, talvez a melhor corrida da vida de Sebastian Vettel.

        Em 2010, título muito, muito próximo, praticamente vencido, que não veio por se barrar atrás do Rasputin da Renault. Quarenta e tantas voltas sem ultrapassar Petrov. Vitaly Petrov. Eu imaginava que um piloto completo pudesse ultrapassar uma carro inferior e um piloto iniciante sem o menor problema, mas, e se esse piloto não for tudo o que dizem…?

        Alonso é um dos grandes sim, aliás, foi.

        Continuo seguindo com interesse esse aspecto (superestimado) da fama do espanhol.

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  12. Elton, o passado não apaga o feito, fato. Sobre a melhor corrida de Vettel, com o carro que possuia, o melhor disparado do grid, não seria tão dificil chegar em “quinto”, fora a facilitada de Shumacher no miolo de Interlagos…Felipe foi escudeiro por incompetência técnica, mas Webber também não atrapalhava Vettel e os problemas mecânicos só ocorriam no carro australiano…Ultrapassar ou não Petrov em Abu Dhabi requer um pouco de explicação, vamos lá: RBR e Ferrari, por estarem disputando o título e saberem da difuculdade de ultrapassagem, focaram na classificação, com uma relação de marchas mais curta e mais asa, não privilegiando a velocidade em reta, somando-se a isso os pneus Bridgestone muito resistentes, Comparando com o presente, não existiam pneus Farelli e DRS, ahhh, mas Kobayashi ultrapassou Button… uma pergunta: onde estão Petrov e Kobayashi hoje? Você não gostar de Alonso entendo, mas subestimar a opinião de chefes de equipe e jornalistas que conhecem e veem ao vivo o dia-a-dia e taxar suas opiniões de falsas, beira o escárnio. Acho melhor uma tese de mestrado sobre a corrupção endêmica no Brasil, essa sim, digna de um estudo aprofundado!

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    1. Perfeito seu comentario Wagner!!
      Vou voltar só um pouco no tempo , e lembrar essa corrida em Abu Dhabi em 2010, e dizer também que Lewis Hamilton de McLaren ( De quem eu sou um super fã e torço como nunca ) não conseguiu ultrapassar uma Renault guiada pelo excelente Kubica , somente o ultrapassando quando Kubica parou nos pits faltando 15 voltas para o fim da corrida.
      Alias como duravam aqueles pneus da Bridgeston, nessa mesma corrida em Abu Dhabi em 2010 Alonso ate então em 4º na corrida parou na volta 13 , Webber que vinha em 5º parou na volta 11 , Hamilton em 2º só fez sua parada na volta 24 ,Vettel lider na volta 25 e o mais impressionante foi Button parando na volta 39.

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  13. Wagner,
    O que o Elton esreveu tem os seus fundamentos, é realmente estranho o tido piloto mais completo, ter menos títulos que Lewis, o melhor tecnicamente disparado do trio de ouro, e Vettel o mais cerebral dos três, porém facilmente explicável:
    Ele é que possui o pior caráter e o temperamento mais impulsivo dos três isso sem contar um péssimo senso de futuro na categoria.
    Devemos lembrar que após o segundo título Vettel teve convite da Ferrari, que ele negou, e quando viu que as regras mudariam, “pulou fora” da RedBull. Sorte? Com certeza não, visão de futuro, ele sabia que os motores Ferrari seriam melhores que os Renault e que nem mesmo Newey daria jeito nisso.
    Abraços pros meninos e bjs pras meninas.

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    1. Nato, números puros e simples são questionáveis, vejamos: quem foi melhor? Jacques Villeneuve ou Gilles Villeneuve? Não que os números não signifiquem nada, não que seja uma relativização, mas dizer que Alonso simplesmente foi incompetente por não ter ultrapassado Petrov, sem levar em consideração o erro estratégico (Ferrari) em uma pista de difícil ultrapassagem, marcando o quarto colocado, além da configuração do carro voltada para o poleday me parece temerário e parcial.

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