Os três pilares do domínio da Mercedes

Mercedes GP F1  Launch

A Fórmula 1 já assistiu a diversos períodos de domínio. A Ferrari venceu cinco campeonatos seguidos entre 1999 e 2004; McLaren, na década de 1980, Williams, na seguinte, e Red Bull, na última, foram os melhores em quatro anos consecutivos. Mas o domínio que a Mercedes estabeleceu nos últimos três anos não fica devendo em nada aos demais. E tem grandes chances de se tornar o maior da história da Fórmula 1.

De certa forma, não é coincidência que os grandes domínios, daqueles que se estendem por várias temporadas, tenham se tornado mais frequentes à medida que a tecnologia passou a tomar conta do esporte. Afinal, o avanço de procedimentos e equipamentos vai tirando a ‘força’ do acaso e premiando as melhores estruturas. Nesse contexto, é bem provável que a equipe mais ‘perfeita’ da F-1 ainda esteja por vir, não importa quais sejam as regras técnicas.

Isso porque não é uma ideia revolucionária ou uma circunstância que explica o sucesso de um time que conseguiu perder apenas oito provas nos últimos três anos. E também é por isso que o nível de excelência da Mercedes é difícil de ser ameaçado.

Estrutura: Quando a Mercedes comprou a Brawn no final de 2009, apesar de ser um time campeão, era uma sombra em termos de estrutura do que havia sido nos tempos de Honda. Não, os japoneses não tiveram resultados expressivos, muito em função do tipo de administração, e não de equipamentos. Naquele momento, a continuidade de Brawn, agora com um belo orçamento, foi fundamental, assim como a contribuição de Michael Schumacher.

Carro e motor: Tecnicamente, ali foram criados os pilares do que vemos hoje e cujos frutos já começaram a ser colhidos mesmo em 2012 e 2013, quando a equipe veio crescendo paulatinamente.

Paralelamente a isso, a Mercedes acertou ao seguir desenvolvendo o KERS e conceitos do tipo mesmo depois que a Fórmula 1 deixou de dar tanta importância ao sistema, ainda durante sua temporada de estreia, em 2009. A ideia era aplicar o conhecimento construído pela fábrica de Brixworth nos carros de sua, mas é claro que a marca alemã também pressionou a FIA para levar esse tipo de tecnologia mais a sério na Fórmula 1.

Compreendendo um conceito-chave para a economia termal, que seria a grande fonte de performance da unidade de potência adotada a partir de 2014, e usufruindo como ninguém da proximidade das fábricas de motores e chassi, a Mercedes saiu na frente quando o regulamento mudou. Para isso, dois pontos foram chave: no motor, a separação do turbocompressor e da turbina, e o sistema de suspensão integrada.

O primeiro matou logo de cara uma série de charadas do novo regulamento: com a separação, o peso da unidade de potência (por conta do menor uso de tubos) caiu e sua distribuição melhorou, assim como a necessidade de refrigeração; sua eficiência aerodinâmica aumentou e, mais importante, isso gerou a diminuição do turbo lag, que em teoria seria totalmente eliminado pelo ERS, desviando-o para gerar potência. A suspensão, por sua vez, gerou um carro mais equilibrado e com menos desgaste de pneus.

Regulamento: Acertar logo a mão de cara nunca foi tão importante quanto no regulamento que nasceu em 2014 e o nível de domínio da Mercedes tem muito a ver com isso. Afinal, as regras primeiro impediam a atualização da unidade de potência, que se tornara central em termos de performance, e depois limitaram consideravelmente seu desenvolvimento. Já no último ano, em que as fornecedoras de motores estavam mais liberadas, houve um desvio rápido de recursos para a próxima temporada e isso foi fundamental para que o domínio da Mercedes fosse, em termos de números absolutos, o maior destes três anos.

Manutenção: Dentro de tantos aspectos técnicos, é importante ressaltar o fator humano do domínio da Mercedes. É claro que deixar os dois pilotos disputarem – e por algumas vezes até baterem – tem um ingrediente midiático, pois faz o domínio parecer menos ‘doloroso’. Imaginem três anos com uma equipe dominando e tendo um claro primeiro piloto? Mas, para a questão da motivação, não apenas dos pilotos, como de toda a equipe em si, era importante manter todos alerta e sempre procurando vencer. Nem que o inimigo vestisse as mesmas cores.

34 comentários sobre “Os três pilares do domínio da Mercedes

  1. Ou seja…. a Mercedes fez o regulamento da F1 para ela. Ameaçou sair caso isso não acontecesse. E vai colher os frutos, de ter iniciado os trabalhos 2 ou 3 anos antes, durante muito tempo.

    Acho que a incompetência da Ferrari também ajuda muito nisso. Sempre eles criam um carro ruim, tentam desenvolver o máximo durante o ano e iniciam o trabalho no carro seguinte bem tarde. Nunca vão chegar a lugar nenhum assim

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    1. “Sempre eles criam um carro ruim, tentam desenvolver o máximo durante o ano e iniciam o trabalho no carro seguinte bem tarde.”

      Onde eu assino?

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    1. Marcelo, não sou a julianne, nem posso prever o futuro, mas se tivesse que apostar, eu apostaria na própria mercedes além da red bull, que possui o melhor time de aerodinâmica da f1 comandado pelo mestre newey

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      1. Arriscando um palpite ousado aqui, a par das equipes que se beneficiarão, acredito que o Vettel é um piloto que tenderá a se dar bem.
        Os carros de 2017 terão espaço para difusores maiores, o que vai aumentar muito o downforce na parte traseira. Isso pode acabar deixando o carro do jeitinho que o alemão gosta (se a Ferrari não marcar bobeira… de novo). Mas, claro, este é um palpite [i]ceteris paribus[/i], teria que se levar em consideração todo o conjunto das alterações.
        Só que não custa nada sonhar! Imagina só termos Hamilton, Ricciardo, Verstappen e Vettel brigando acirradamente por cada vitória, e pelo título até a última corrida! Hamilton e Verstappen com seu ímpeto visceral, Ricciardo com as belas, ousadas e decididas manobras e Vettel com a precisão de um relógio suíço. Só é uma tragédia o grupo (provavelmente) ficar desfalcado do Alonso…

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  2. Julianne você saberia dizer qual será o orçamento das equipes para gastar no projeto dos carros de 2017, qual orçamento da Mclaren, espere que eles surpreendam em 2017, dinheiro e piloto eles tem so falta um carro competitivo à autura de Alonso.

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    1. Marcelo, equipes de F1 não são CIAs abertas, que divulgam seus dados financeiros para o público, e contratos com patrocinadores raramente tem seu valor revelado (e ainda assim, quando sai alguma coisa, frequentemente é de forma não oficial). Isso sem falar que o orçamento pode ser, e frequentemente é, incrementado ao longo da temporada, e o único componente dele que dá para saber com certeza é a premiação da FOM.
      O máximo que se pode obter são as estimativas da Business Book GP, que faz uma compilação de tudo o que é divulgado pela mídia mundial. O documento costuma ser publicado + ou – no meio de cada temporada, e não é gratuito.

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      1. Perfeito, Armínio. O que dá para fazer é um raciocínio lógico: a McLaren segue sem um title sponsor e tinha quando projetou o carro os recursos da FOM de 2015, ou seja, bastante abaixo do que vai receber em 2017 pelo resultado de 2016. E com Prodromou – e de certa forma a Honda – sob pressão porque é basicamente sua última chance de mostrar a que veio/vieram.

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      2. Até onde eu sei, Ferrari, Mclaren, Williams são empresas que negociam suas ações no mercado de valores e o budget pra f1 está geralmente em: Research and development.

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  3. Ferrari, Mercedes, Williams, Red Bull, Renault sao empresas com capital social aberto em bolsa de valores. Basta ler os informes que saem todo quarter … estao todos la.

    Now you know.

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    1. Sua convicção no que afirma dá a entender que verificou pessoalmente estes dados… Mas não, porque eles não existem. Se vc for atrás dos demonstrativos financeiros das empresas “mãe”, verá que não existe discriminação alguma com relação à F1 – com exceção da Ferrari, mas, ainda assim, sem acusar cifras exatas quanto a esta ou qualquer outra divisão específica da empresa (nem mesmo no que diz respeito à receita com venda de motores).

      Quanto a Williams, ela é a única cuja divisão da F1 constitui um empresa isolada, mas eu ficaria surpreso se vc deduzisse dos relatórios qual é o orçamento dela (ou de qualquer outra empresa, aliás…). O quanto ela gasta ao longo de uma temporada – assim como o quanto qualquer empresa investe no decorrer do ano – só ficamos sabendo no início do ano seguinte.

      A empresa dos energéticos, embora tenha se tornado essencialmente uma patrocinadora esportiva, não disponibiliza sequer uma pista do quanto investe na Red Bull Racing. A propósito, poderia nos informar em que bolsa a Red Bull tem ações negociadas?

      P.S. 1: A Mercedes não tem ações negociadas em bolsa. Ela é uma empresa do grupo Daimler, e é este conglomerado que tem o capital aberto;
      P.S. 2: Se existissem informações relacionadas ao orçamento das equipes, elas estariam no relatório anual (muito mais detalhado, por sinal), não nos demonstrativos trimestrais, dado que o orçamento das equipes é anual.

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  4. Tito, gostei da sua comparação da precisão do Vettel com a de um relógio. De fato, quando o canal oficial da F1 no Youtube publicou o “Circuit Guide” de Interlagos este ano, com uma volta onboard dele, lembro que o comentário com maior número de positivações era este: “That was a textbook lap!” Até o locutor admirou a obra.
    Mas eu caracterizaria o Verstappen como tendo a “agressividade de uma fera indomável” 😉

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  5. Só eu acho que a Mercedes tem muito a perder com a saída de Rosberg no desenvolvimento do carro? Não considero Rosberg mais veloz que Hamilton, mas não há dúvidas de que o alemão contribuía muito mais na evolução do que o inglês.

    Se a Mercedes é o que é hoje, é porque, lá atrás, ele e Schumacher acreditaram no projeto que, com uma mudança de regulamento, tornou-a dominante. Hamilton chegou em 2013, com tudo praticamente bem encaminhado. Tanto que, revendo minhas corridas da Sky Sports, ele mesmo afirma, em 2012, após fechar contrato com a equipe, que esperava muito de 2014, com o novo regulamento.

    Minha aposta para 2017 é a Red Bull. Só temo que, pelo que li por aí, a Renault planeja uma nova mudança no motor, e não o desenvolvimento do atual. Aí eles podem perder a mão. Ao menos, os dirigentes foram mais inteligentes e permitiram seu desenvolvimento durante a temporada.

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  6. Recentemente fiz uma pesquisa profunda sobre os gastos das equipes na fórmula 1, saber o gasto com motores era essencial, e descobri que nenhuma equipe divulga os seus gastos na categoria, nem mesmo a FIA sabe o quanto as equipes gastam no esporte e esse foi um dos fatores essenciais para que Max Mosley não conseguisse implantar o teto de gastos na categoria.
    Cheguei até mesmo a mandar um email para a equipe Mecerdes perguntando sobre isso e eles gentilmente me responderam dizendo que não poderiam divulgar a informação, mas que estavam disponíveis para qualquer outra dúvida que eu tivesse.
    Resumindo:
    Ninguém além das próprias equipes sabem o quanto elas gastam.
    Abraços pros meninos e bjs pras meninas.

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    1. Gostei do “pesquisa profunda”!. Baita inveja de quem tem tempo ou faz isso sem remuneracao para motivar…

      Que em 2017 NADA se REnove porque 2016 sucked balls.

      PS: Ja cravaram o Massa na williams. Para mim contrato assinado na F-1 nunca valeu muito.
      PS2: De quebra tiraram toda confianca do alemaozinho jr.

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      1. A motivação era a monografia da pós-graduação.
        Rs
        Mas é sério, ninguém sabe quanto que uma equipe de F1 gasta realmente todos os valores são guardados a sete chaves, venda de motor, investimento na aerodinâmica, motores, etc…
        Será que a Mercedes vai continuar com o programa de pilotos depois dessa? Ou será que o programa de pilotos da Mercedes tem filosofia diferente do da RedBull?
        Tem essa resposta sobre os programas de pilotos para nós Julianne?
        Abraços pros meninos e bjs pras meninas.

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      1. Pois he…acordo e nao certeza. todo mundo saiu igual doido (page clicks talvez?) para ventilar essa que pode nao ser. imagino que o Toto ganhe um $$ legal em cima do Bottas e agora teria que jogar tudo para cima para coloca-lo na mercedes. Money matters…

        E ainda por cima fritaram a confianca do Pascal. Que bom saber que nao he nem a 3 opcao…

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  7. Francisco, my dear…
    A sua imaginação não corresponde aos fatos:
    * http://corporate.ferrari.com/sites/ferrari15ipo/files/ferrari_nv_-_2015_annual_report_feb_25_final.pdf
    * https://group.renault.com/wp-content/uploads/2016/04/renaut-ra2015-en_04.pdf
    * http://www.williamsf1.com/pages/corporate/investors/financial-report
    * http://www.daimler.com/documents/investors/berichte/geschaeftsberichte/daimler/daimler-ir-annual-report-2015.pdf

    A McLaren, ao contrário do que vc diz, não é empresa de capital aberto, então sequer existe a divulgação de relatórios ou documentos que pudessem conter estas informações que vc acha que existem.

    Mas agora me diga: como poderia o orçamento de uma equipe de F1 estar em “Research and Development” se o desenvolvimento de diversos componentes cruciais – como o motor (no caso de Williams e McLaren), combustível, óleo, lubrificantes, freios, partes eletrônicas, etc. – é realizado por outra empresa?
    Como poderia o orçamento estar em “Research and Development” se o montante de capital empenhado nesta categoria de investimento só é revelado ao término do ano fiscal, de forma retroativa?

    P.S.: Vc está falando com um economista. Então, não se preocupe, I know what I’m doing.

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    1. Imaginação? Ingenuidade a sua achar que uma operação como a f1 não é discriminada no balanço anual de corporações como mclaren, williams e Ferrari, e não só em relação a prestação de contas com os investidores… você como economista, me explique como se faz essa mágica de gastar milhões de euros ou libras em uma equipe de f1 sem ter que contabilizar a operação para fins fiscais, trabalhistas e financeiros? Simplesmente se omite essa informação? Ah, faça-me o favor…
      E outra, nem toda operação na f1 gera despesas. A Williams aluga seu túnel de vento, a ferrari fornece motores, a mclaren fornece componentes eletrônicos, etc.
      Enfim..

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      1. Xico, é o seguinte:

        1) Os tais “balanços anuais” de que vc fala foram esfregados na sua cara, acima. Por que não faz uma consultinha lá antes de regurgitar asneiras baseadas apenas no seu achismo?

        2) Como já foi ensinado a vc, a McLaren não – repito: NÃO – tem ações em bolsa, portanto não tem a menor obrigação de divulgar informações referentes a suas operações.

        3) “me explique como se faz essa mágica de gastar milhões de euros ou libras em uma equipe de f1 sem ter que contabilizar a operação para fins fiscais, trabalhistas e financeiros? Simplesmente se omite essa informação?”
        Chegou a ocorrer a vc a ideia de que a F1 não é a única modalidade esportiva em que estas empresas investem? Tal como elas divulgam em seus balanços, não há nenhuma discriminação quanto a modalidades específicas. De novo, basta dar uma olhada lá!
        Por mais que vc ache que sua opinião esteja correta, vc simplesmente está errado se ela não tiver o respaldo dos fatos!
        Aliás, primeiramente vc blefa afirmando (sem nenhum sentido ou resquício de veracidade) que o “budget pra f1 está geralmente em: Research and development”, e agora diz que os gastos com a F1 devem estar discriminados no balanço anual… Vc sabe diferenciar as duas coisas, “gastos” e “orçamento”? Uma dica (que, aliás, já lhe foi dada pelo Armínio): uma ocorre antes, a outra, depois da despesa consumada. E o que está nos demonstrativos de exercício é somente uma “fotografia” de fluxos pretéritos. Sem “orçamentos”, portanto…
        NENHUMA empresa – nem mesmo Blue Chips que fazem parte do nível máximo de Governança Corporativa – tem a obrigação de revelar seu orçamento, aquilo o que pretende gastar ao longo do ano. Até porque não existe um montante fixo, predeterminado, já que muito disso é dependente de capital de terceiros (como novas dívidas e captações por meio de lançamento de títulos, que ocorrem ao longo do ano inteiro). Por isso, sequer faria sentido as agências regulamentadoras exigirem que as empresas divulgassem seu orçamento: seria (como de fato é) um valor em constante mudança, sem qualquer validade prospectiva. Consequentemente, também não existe nenhum cantinho especial lá nos demonstrativos dizendo: “se liga galera, a gente vai investir ‘tanto’ especificamente na F1 este ano”. Sobretudo, porque o orçamento de uma equipe esportiva também é sujeito a frequentes alterações no decorrer do exercício, com novos contratos de patrocínio, parceria e publicidade acontecendo até quase o final de uma temporada. Enfim, não existem, no Balanço, números referentes ao futuro, somente ao passado!

        4) “nem toda operação na f1 gera despesas. A Williams aluga seu túnel de vento, a ferrari fornece motores, a mclaren fornece componentes eletrônicos, etc.”
        Sim, e daí?! Estas “entradas” que vc menciona certamente fazem parte das receitas que constam no Balanço, sem discriminação de origem específica, e com certeza não estão em “Research and development”…

        5) Antes de proporcionar a mim um novo exemplo de petulância (e dislexia), faça a si mesmo o favor de verificar os documentos que lhe foram apresentados. Estão linkados no início do último comentário do Armínio (são aquelas “frases” em azul, tá?).

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      2. 1) Nao há balancete em nenhum link, só uma amostra do consolidado e com notas explicativas.
        2) Não questionei se a mclaren é limitada aberta ou fechada ou anônima aberta ou fechada, mas sim que o IPO irá acontecer em breve e que por isso sim, o relatório anual está disponível pra download. E desde 2008 se encontra no Google essas informações.
        3) não vou encontrar essas informações nos documentos dos links, por se tratar de notas explicativas do consolidado, mas repito, ingenuidade achar que não é contabilizado ou simplesmente omitido do balencete, Europa não é bolivia.
        4) você que está se contradizendo, eu nao disse isso. O que eu disse é exatamente o que você usa pra se defender no seu comentário, que o orçamento pra f1 é GENÉRICO, ou seja, em Research and development, e que obviamente não pode ser discriminado como research and development o que recebe exatamente por ser receita (entrada? e vc é economista?, putz) e não despesas.
        Enfim, não vou discutir, quem deve ter dislexia é sua mãe. Não te xinguei, não sabe argumentar, não comente!

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  8. Da mesma forma que é impossível provar que algo não existe, não há absolutamente nada que te fará acreditar na não existência destas supostas informações. O fato de que isto não pode ser encontrado em parte alguma, e de que mesmo vc é incapaz de encontrá-las, não é o bastante para te convencer do insistente engano que comete por acreditar em algo apenas porque faz sentido acreditar. Realmente, é impossível discutir com alguém assim. A não ser que se tome muuuito suco de maracujá…

    Camarada, vc é a ÚNICA pessoa no mundo que julga ser possível conhecer o orçamento de uma equipe de F1 pelas informações divulgadas pelas empresas proprietárias. Avise aos analistas da F1 do mundo inteiro que não precisam mais comprar as estimativas do Business Book GP para conhecer o orçamento de Mercedes, Ferrari, McLaren, Renault e Williams (faltou alguma?).

    Este foi o aspecto deprimente dos seus comentários. Agora, vamos às partes engraçadas (maioria).

    Francisco
    dezembro 26, 2016 às 21:08:

    “Ferrari, Mclaren, Williams são empresas que negociam suas ações no mercado de valores [sic]”

    Francisco
    dezembro 30, 2016 às 12:22:

    “Não questionei se a mclaren é (‘blá, blá, blá’), mas sim que o IPO irá acontecer em breve”

    Afinal, a McLaren tem ou não tem ações em bolsa?
    O fato é que, para não dar o braço a torcer, vc foi pescar uma notícia esparsa de 2011 (a única até hoje) dando conta de que a McLaren pretendia abrir o capital, e assim poderia continuar sustentando a fantasia de que, em algum lugar, devem existir as tais informações. Mas elas NÃO existem! Consulte vc mesmo!
    E quanto à antiga intenção da McLaren de abrir o capital… virou pó. Nunca passou de ideia do agora demitido Ron Dennis. Tanto que ninguém se lembra, e menos ainda comenta sobre isso.
    Existem “relatórios anuais” da McLaren datando desde 2008? A internet no quadrante do Universo em que eu e as outras pessoas vivemos deve ser uma porcaria quando comparada `a sua…

    Mas ainda que existisse algum relatório anual da McLaren, eu adoraria mostrá-lo aqui para ver vc alegar que nele “não há balancete, só uma amostra do consolidado e com notas explicativas” (vc foi além da página 10?). Aqui eu fui incapaz de compreender vc: não percebeu que os documentos dos links são EXATAMENTE os relatórios do último ano de Ferrari, Renault, Williams e Daimler (apresentando o balanço com todos os detalhes!), ou não sabe que “annual report” significa “relatório anual”? – que é justamente onde vc afirmou que estariam as tais informações que vc alega existirem…

    Essa ideia de que tudo o que há são “notas explicativas” vc tirou do nada, ou resolveu ignorar deliberadamente o fato de que notas explicativas se referem, com mais detalhes, justamente aos dados apresentados no Balanço e outros demonstrativos – que vc diz não estarem lá? Agora, tenho de admitir: um relatório com quase 300 páginas, como o da Daimler, contendo apenas notas explicativas foi uma ótima piada!

    Vc acha que pode haver algo ainda mais detalhado que estes relatórios? Te convido, pois, a visitar o “investor relations” das empresas proprietárias das referidas equipes (aproveite para observar que “o consolidado” é divulgado separadamente dos relatórios anuais linkados acima):
    http://corporate.ferrari.com/en/investors/results/reports
    http://www.williamsf1.com/pages/corporate/investors
    https://group.renault.com/en/finance-2/financial-information/documents-and-presentations
    https://www.daimler.com/investors/
    A McLaren, obviamente, não tem uma…

    Quanto ao que vc escreveu no seu tópico “4)”, desculpe, mas não fui capaz de compreender absolutamente nada.

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    1. Céus, kkkkkkkkkkkk! Tá certo, não vou discutir com “economista de internet”. Beleza, a operação financeira na f1 é exatamente do jeito que você falou, kkkkkk, abraço e feliz ano novo!

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      1. Oh, xiquinho… mas vc não consegue dar uma dentro?! Nem quando quer se retirar de fininho? Eu não expliquei como é uma “operação financeira na F1” (nem poderia entrar neste nível de detalhe, já que conheço pouco), apenas disse onde o orçamento de uma equipe NÃO está.

        P.S.: Não estou apenas falando como economista, estou praticando um dos meus hobbies prediletos: desmantelar (pseudo)argumentos de quem alimenta a minha estupofobia. É melhor que jogar xadrez. Valeu pela diversão!

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      2. Cara chato, pqp! É o famoso manjador de internet, só fala besteira e acha que tá arrasando, kkkkk! Você não sabe como explicar a operação financeira das empresas na f1 porque pra você ela simplesmente não existe, omitem a informação e pronto.
        Qualquer pessoa minimamente inteligente saberia encontrar as informações que eu coloquei como podendo ser custos da operação de Ferrari, mclaren e Williams, ou seja, research and development. Pelo visto você não encontrou, mas não te culpo, exige um pouco mais de inteligência e conhecimento de uma segunda língua. Como eu disse, é um dado técnico que apenas um economista saberia analisar (não, pera…).
        E ao contrário de você, eu não fico na internet querendo impor falsas verdades, é inimaginável achar que as equipes não prestam conta de suas despesas, mas isso você não irá encontrar em relatórios anuais porque nesses relatórios está o grosso, o consolidado, você tem que analisar o balancete de uma coligada pra achar um dado específico. Não prestar conta é impossível, além disso, seria porta de entrada para lavagem de dinheiro, evasão fiscal, caixa 2, etc. Ao contrário do que você afirma, veja abaixo um link onde demonstra exatamente o que falei (8 minutos de pesquisa em frente a piscina, com certeza que você gastou bem mais e não achou… paciência.)
        http://amigobulls.com/stocks/RACE/income-statement/annual?f=pg
        Research & Development Expense 623.58M /Ano.

        EXATAMENTE o que eu disse, sr. Armínio. Aconselho você a ficar no xadrez.
        Só pra finalizar, já que você não concorda com meus argumentos, onde estão está discriminado os gastos da ferrari com sua equipe de f1? Não vou conseguir dormir hoje sem saber, hahaha!

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  9. Cara, agora vc me fez até sentir mal por ter pegado pesado com vc… Mas é que vc demonstrou ter tanta convicção no que dizia que eu achei que tivesse muito melhor domínio sobre o objeto da discussão. No entanto, acabei parecendo um covarde. Para me redimir, vou tentar explicar tudo direitinho, certo? Muito do que será dito tenho certeza de que já é de seu conhecimento, mas que fique aqui como um esclarecimento a quem mais possa estar com dúvidas sobre este assunto.

    Vamos tentar desfazer esta confusão danada que vc faz entre “prestar contas” e publicar o balanço, e entre orçamento e investimentos em P&D. Vc também poderá constatar a verdade constrangedora sobre este número que encontrou. Vamos lá, ponto a ponto.

    Comecemos pela tal “prestação de contas”.
    Prestar contas a quem? Aos acionistas ou às autoridades governamentais?
    Note que as empresas de capital aberto têm a OBRIGAÇÃO de publicarem (no sentido literal de tornar acessível a todo o público) seu Balanço contábil, porque o Zé Pé-de-Chinelo que compra 1 singela ação na Bolsa a partir de sua casa tem tanto direito de conhecer, detalhadamente, a empresa onde está investindo quanto os grandes sócios que estão tocando diretamente os negócios na sede da empresa, bem como seus credores. E é somente por isso que as companhias de sociedade anônima divulgam seus Balanços: do seu capital social (capital dos sócios) fazem parte também membros do público em geral.

    Empresas de sociedade limitada, por outro lado, não possuem este dever legal: seu capital social é limitado a subscritores privados. Embora o público geral, alheio às atividades administrativas e gerenciais da empresa, possa demonstrar interesse em conhecer suas contas (como vc, em relação às equipes de F1), a empresa não tem a obrigação – nem o interesse – de abrir seus Livros. Quem conhece a origem e destino dos recursos que são apresentados no Balanço é somente quem trabalha com a contabilidade desta empresa ou é dela um dos cotistas privados – além de, eventualmente, auditores e credores e, obviamente, a Receita Federal. Nem mesmo a FIA ou a FOM têm acesso aos números das equipes, e é por isso que o estabelecimento de um teto de gastos na F1 é tão problemático, como apontado pelo Nato Velloso acima. E é por isso também que as suas habilidades em farejar estas contas são ilusórias. Você pode esmiuçar o quanto quiser os demonstrativos contábeis da Daimler, por exemplo, mas não pode sequer ter um vislumbre dos balanços da Mercedes-Benz e, muito menos, dos da equipe Mercedes de F1. Vc só pode conhecer o Balanço de uma coligada se ela também tiver seu capital aberto – como é o caso da Ferrari, que pertence majoritariamente à Fiat Chrysler, a responsável pelo Balanço Consolidado de todo o conglomerado.

    Agora, às autoridades governamentais, naturalmente, todas as empresas estão sujeitas a declarar suas contas, sejam elas pequenos botecos de sociedade limitada ou grandes petrolíferas de capital social aberto. Mas isto não altera em absolutamente nada a confidencialidade das informações prestadas pelas empresas de sociedade limitada: da mesma forma que eu não posso conhecer a sua declaração de renda (supondo que faça uma), vc também não tem acesso ao balanço de uma equipe de F1 – com exceção da Williams Grand Prix, que é a única equipe que se identifica como uma empresa de capital aberto. Como um parênteses, observe, a título de curiosidade, como as ações dela estão reagindo ante a perspectiva de que a empresa conquiste uma excelente vantagem barganhando o Bottas com a Mercedes: https://www.bloomberg.com/quote/WGF1:GR (timeframe de 1 ano). Não que tenha muita relevância para o que é abordado neste “textículo”, mas as ações de Ferrari, Renault e Daimler jamais reagiriam desta forma a uma circunstância análoga, porque a premiação distribuída às equipes pela FOM corresponde a uma parcela pequena das receitas destas companhias (muitas vezes ficando aquém dos gastos na categoria), ao contrário do que acontece com a Williams, para a qual este dinheiro representa parte significativa (senão principal) dos ganhos anuais. Portanto, se ela reverter a esperada vantagem financeira em melhoramentos técnicos, a fatia da premiação conquistada ao final da temporada poderá ser, como o mercado já está antecipado, bem maior.

    Mas perceba que, mesmo no caso da Williams, existem duas subdivisões: a Formula One Team e a Advanced Engineering, ambas ligadas à F1 e ambas investindo em P&D. No caso da McLaren, existem ainda muito mais subdivisões, todas com participação na F1 e todas sediadas no mesmo endereço, em Woking: a Grand Prix, a Electronic Systems, a Applien Technologies, a McLaren Racing, a Team McLaren, etc, cada qual prestando contas separadamente. No caso da Red Bull: RB Racing e RB Technology, ambas localizadas em Milton Keynes, na fábrica da RB. Force India: FI Formula One, FI Formula One Team e FI Brand (trademarks também são enquadradas em P&D). E presumo que ocorra o mesmo com todas as outras equipes. Ou seja, uma equipe de F1 parece-se mais com uma Holding do que com uma simples sociedade limitada, de modo que mesmo o balanço das próprias equipes seria um balanço consolidado.

    Posto isto, vejamos agora o caso da Ferrari.
    Camarada, aqui foi onde vc mais pisou feio na bola. Digo feio meeeeesmo… Teria sido um erro inocente, não tivesse vc dito que é preciso ser “minimamente inteligente para encontrar” o que vc achou, que se trata de um “dado técnico que apenas um economista saberia analisar” (na verdade, isto faz parte do escopo de um contador) e que foram precisos “8 minutos de pesquisa” (oito!), quando esta mesma informação estava o tempo todo bem debaixo do seu nariz…

    O que é negociado sob o código RACE na NYSE não é a equipe da Ferrari na F1 (como vc, aparentemente, foi levado a acreditar), mas 10% de TODA a companhia Ferrari, que inclui – mas não se limita – a equipe de F1. O símbolo “Race” pode parecer sugestivo, mas foi escolhido apenas porque, para a Ferrari, “remind us of our origins”. O restante da empresa pertence à Fiat Chrysler (80%) e ao Piero Ferrari (10%). Isto está na página 28 do relatório anual que eu deixei linkado aqui, onde também se lê: “Ferrari is much more than an automotive company and a Formula 1 team, it is the very definition of a luxury brand.” Para ficar bem claro: este documento que linkei no dia 27, o relatório anual da Ferrari, onde estão os excertos, refere-se exatamente à empresa que é listada na NYSE sob o ticker symbol RACE. Este, aliás, é o motivo de o relatório ter sido publicado! A Ferrari, como dito, deve satisfações a todos os acionistas, inclusive àqueles que jamais puseram os pés em Maranello. Mas aos documentos que tanto a companhia como a equipe apresentam às devidas autoridades italianas vc não tem acesso. Capiche?

    Com efeito, os números que vc encontrou naquele site estão TODOS, sem exceção, no relatório anual que deixei linkado aqui (afinal, é dele que foram tirados!). A diferença é que, no relatório, estão denominados, evidentemente, em Euros, não em Dólares (perceba: 623,58/561,582 = 1,1104, que foi o câmbio EUR/USD aproximado no período de publicação do relatório (fevereiro passado)). O relatório anual de uma empresa é a única fonte original das informações contábeis, e, depois de ser enviado à SEC, passa a ser replicado em todos os inúmeros sites sobre mercado financeiro – incluindo este amigobulls.com. Na verdade, se vc detiver-se por alguns instantes sobre o relatório, poderá ver que os números são até mesmo “dissecados” ao longo de várias páginas, e no lugar do que vc espera ver como um Balanço todo bonitinho, como o apresentado nestas fontes secundárias, há páginas de detalhamento de cada linha do Balanço. Sobre Research and Development, por exemplo, dê uma olhada nas páginas 55 a 59. Perceba também que a única menção feita à equipe de F1 com relação aos gastos em P&D de 2015 ocorre na pág 69, onde é dito que o aumento do montante despendido em relação a 2014 (de €32M) teve como destino principal o time da F1 e carros esportivos e GTs. Isto porque o que se investe em P&D na Ferrari implica toda a empresa, e não somente a equipe de F1. Envolve carros esportivos de rua, GTs e protótipos. Ou seja, este número mágico que vc “encontrou” representa o que é gasto com design, performance, tecnologias para redução de ruído e peso, potência, conforto, segurança, resistência, eficiência e confiabilidade de TODOS os carros que levam a marca Ferrari, e não apenas aqueles dois pilotados por Vettel e Raikkonen. Alguns destes investimentos em P&D, na verdade, sequer são voltados à F1.

    Ter dado um simples CTRL+F no documento oficial da própria Ferrari que eu mostrei aqui, em vez de recorrer a uma fonte secundária genérica, teria te poupado aqueles preciosos 8 minutos 😉 (Sério, oito?)

    Por fim, o osso que vc não está conseguindo roer…
    Certamente, investimentos em P&D fazem parte do orçamento de uma equipe de F1, mas o que se emprega em P&D na F1 não é todo o orçamento da equipe. É apenas uma parcela dele. Outra parte significativa do orçamento é também dirigida (“dirigida”, gostou do joguinho de palavra?) aos salários de todo o staff da equipe, dos “figurões” e dos pilotos – que, aliás, também não são conhecidos, dependendo de estimativas para se chegar a um valor aproximado. Além disso, também tem a compra de motor, jogos de freios, componentes eletrônicos, aluguel do túnel de vento, fabricação e reposição de peças desgastadas e danificadas (a outrora denominada Lotus que o diga…) e acredito que também compra de pneus e de combustível, além dos desembolsos com estadias, alimentação e logística (este último item acho que apenas para quem não alcançou pontuação na temporada anterior). E estou certo de que estou deixando de lado muitos dos principais aspectos do orçamento, de modo que P&D não deve corresponder à maioria dos gastos de uma equipe de F1 (exceto, talvez, no caso das equipes de fábrica).

    Ademais, muito do que é gasto em P&D na F1 não é desembolsado pelas próprias equipes, mas por suas parceiras de desenvolvimento. É o caso, para ficar apenas nos exemplos mais óbvios, de Mercedes e Petronas, Ferrari e Shell e McLaren e Honda.

    Então, em suma: este montante de $623,58M que vc “encontrou” NUNCA, JAMAIS, em hipótese alguma deve ser identificado como o orçamento da equipe Ferrai de F1! E se vc encontrasse o balanço separado da equipe de F1, o que vc veria como dispêndios de P&D não seria o orçamento inteiro dela. Não seria nem mesmo tudo o que é emprenhado no desenvolvimento e evolução do carro, dado que, em boa parte dos casos, as equipes recorrem a acordos de parceria tecnológica com outras empresas.

    É por essas e outras que, como eu disse em meu primeiro comentário nesta página (no longínquo dia 21…), a melhor maneira de se conhecer o orçamento de uma equipe de F1 é consultando as estimativas da Business Book GP, cuja metodologia consiste, principalmente, em compilar, analisar e comparar informações provenientes de diversas fontes.

    Vejamos, agora, seus comentários.
    1) “Você não sabe como explicar a operação financeira das empresas na f1 porque pra você ela simplesmente não existe, omitem a informação e pronto.”
    Quando eu dizia que as informações a que vc se referia “não existem” (ou “não podem ser encontradas”, como fiz questão de destacar) em lugar algum, eu contava com a sua dedução automática de que elas não existem para consulta pública, pelos motivos óbvios que expus acima. Não me ocorreu em nenhum momento que vc fosse interpretar ao pé da letra, e concluir que não existissem em absoluto. Seria sandice acreditar nisso, já que até mesmo padarias mantém um registro de todas as suas atividades financeiras e operacionais. Até mesmo o barzinho da esquina eventualmente fica “fechado para balanço”.

    2) “você tem que analisar o balancete de uma coligada pra achar um dado específico”
    Isto foi o que eu passei o tempo todo dizendo ser impossível fazer! O Balanço é somente de conhecimento interno das equipes! Aquele suposto “balancete de uma coligada” que vc achou é precisamente a esquematização de tudo o que está no relatório anual de 2015 da Ferrari.

    3) “Não prestar conta é impossível”
    Exatamente. A diferença está em tornar público ou não aquilo sobre o que se presta contas.

    4) “onde estão está discriminado os gastos da ferrari com sua equipe de f1? Não vou conseguir dormir hoje sem saber, hahaha!”
    Não entendi… Era pra ser uma provocação?
    O que eu disse várias vezes foi exatamente o contrário: não existe discriminação específica com relação a gastos da F1 no Balanço das empresas proprietárias. Mas parece que vc está se referindo a um fragmento do meu comentário aqui do dia 22. O comentário, no entanto, segue, constando ainda da mesma frase este trecho: “(…) mas, ainda assim, sem acusar cifras exatas quanto a esta ou qualquer outra divisão específica da empresa (nem mesmo no que diz respeito à receita com venda de motores)”, significando que, no relatório, há alusões bastante claras à equipe de F1, mas não são apresentados quaisquer valores referentes somente à Scuderia. Exemplos?
    * Na última tabela da página 63 é dito que a receita de €219M obtida com a venda de motores compreende as vendas feitas para a Maserati e para outras equipes de F1. Mas o quanto foi logrado de cada um destes clientes não é explicitado, não é indicado com precisão;
    * Na linha abaixo, as receitas com patrocínio, acordos comerciais e direitos de marca, totalizando €441M, são discriminadas com relação às fontes, sendo elas sua participação na F1 e ganhos obtidos com merchandising, royalties e licenciamento da marca Ferrari. Mas, de novo, sem apontar a cifra exata referente especificamente à F1.

    Sintetizando, os únicos Balanços a que temos acesso são os das empresas de capital aberto proprietárias de alguma equipe, e que “emprestam” seu nome a ela. Mas nestes Balanços não vemos, em caso algum, uma discriminação específica com respeito às equipes de F1 ou de qualquer outra modalidade esportiva da qual faça parte a empresa “mãe”. É como se todos os números dos Balanços das equipes de cuja categoria esportiva uma empresa como a Ferrari, Renault ou Mercedes participa (F1, WEC, Formula Renault, DTM, etc.) fossem incorporados de maneira indistinta no Balanço principal desta empresa.

    Tens aí, portanto, as “falsas verdades” que estou “impondo na internet”, embora óbvias e cristalinas. Se pareci, como vc disse, “chato” e demonstrei irritação foi porque as suas teimosas “admoestações” estavam tomando do meu tempo mais do que o assunto em pauta requeria para um devido entendimento.

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    1. Nem li, nem lerei. Você está errado desde o inicio, tanto é que a autosport divulgou o orçamento das equipes em 2016. É o manjador, da Internet, varios perfis, tenta impor uma verdade e é agressivo, não sabe argumentar… Depois dessa, nem vou mais ler nada que você escreve, já que uma hora as análises anuais são as mais detalhadas, outra hora os dados estavam na minha cara, mas você mesmo não viu…, depois minha informação que postei, achada no celular, em frente a piscina, não é importante porque se trata de um dado voltado para investidores, kkkk, e tem mais, não vou analisar nada que um manjador de internet linka, tenho mais o que fazer, tenho outras fontes, já pesquisei sobre o assunto, é sim possível analisar as despesas das equipes da f1, como é possível também averiguar horas de túnel de vento e terabyte de CFD.
      Em 8 minutos achei a informação que você disse não existir, e como eu afirmei, o orçamento é genérico e precisa de outros elementos para verificação, cruzamento de dados, como informa a revista.
      E é cada pérola que não acaba mais, sério, quem perdeu a paciência fui eu:
      “muito do que é gasto em P&D na F1 não é desembolsado pelas próprias equipes, mas por suas parceiras de desenvolvimento (e estão discriminados no balanço da contratante???? Pqp! Que idiota). É o caso, para ficar apenas nos exemplos mais óbvios (sic), de Mercedes e Petronas, Ferrari e Shell e McLaren e Honda.
      Meu, a Mercedes PAGA pelo fornecimento de combustível e lubrificantes, a FERRARI não tem despesa de pesquisa e desenvolvimento no fornecimento de fluidos para f1, isso ela terceiriza, mesmo com Mercedes e Petronas e o mesmo com a Mclaren e Mobil. Quanto aos motores, a equipe inglesa paga pelo desenvolvimento do motor Honda?
      Cara, na boa. Tá virando uma merda, que quando mais você mexe mais fede pro seu lado.

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      1. Eu disse que o Business Book GP é a melhor fonte, não que ele seja a única fonte… Se vc verificar a opinião de analistas da F1 (pergunte lá para o Adauto, p.ex.) verá que não estou em má companhia… Mas, se vc é assinante da Autosport e leu a parte metodológica da matéria, diz aí: qual a diferença entre a metodologia das estimativas da revista e as do BB GP? (Spoiler) NENHUMA! O BB GP é apenas mais preciso quando o assunto é dinheiro na F1. Afinal, é a sua especialidade!

        Quanto ao que vc comentou a respeito do que escrevi (parece que, de fato, não leu), paciência… Eu achei que a escassez de domínio fosse apenas com relação ao assunto, mas claro está que é também com relação à interpretação textual…

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      2. Francisco,
        Não sei se estou errado, mas até aonde sei, a McLaren não paga pelo desenvolvimento dos motores, a Honda fornece de graça em troca de ter o nome associado e divulgado pela equipe na Fórmula 1. Mais do que isso:
        Enquanto a McLaren NÃO TIVER um patrocinador master, a Honda por força de contrato é OBRIGADA a investir cerca (coloco cerca pq é impossível saber os valores de contratos na F1) de 130 milhões de euros na equipe. Esse inclusive teria sido um dos motivos da saída de Ron Dennis na equipe. Várias empresas quiseram ser patrocinadoras master da McLaren, mas pagando menos dos 130 milhões de euros que a Honda paga e caso aceitasse a proposta a Honda estaria LIVRE da obrigação contratual.
        Então a alta cúpula da Honda junto de alguns acionistas insatisfeitos com as decisões de Dennis, fizeram pressão para que ele saísse da equipe. Isso foi o que li em diversos sites, não sei se corresponde à realidade do que ocorreu, mas recentemente alguém que trabalhou na McLaren (não lembro o nome) disse:
        “A situação política dentro da McLaren é o que impede o avanço da equipe, espero que eles possam ter dias melhores em breve.”
        Se alguém puder confirmar, negar ou complementar essas informações que li ficaria agradecido.
        Não sei o que há em nenhum dos links, nem seus, nem os do Armínio, mas posso afirmar:
        Duvido que sejam os balanços das equipes, pois saber o quanto as equipes gastavam e lucravam com os motores era essencial em minha monografia, fiz contato com o Ico, Livio Orichio, Reginaldo Leme, as próprias Mercedes, Ferrari e Renault (sendo que apenas a Mercedes fez a gentileza de responder) procurei no site da FIA os balanços das equipes e nenhum, repito NENHUM deles sabiam o quanto as equipes gastam para disputar o campeonato.
        Enfim, não sei o que você achou, mas fiquei um ano procurando por isso e não encontrei nada.
        Abraços pros meninos e beijos pras meninas.

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