O que esperar da F-1 em 2017: Renault

Com metade dos testes da pré-temporada ainda pela frente, nem parece que os primeiros treinos livres para o GP da Austrália estão a menos de 20 dias de começar. É hora de aquecer os motores e de entender os desafios de cada equipe em um campeonato com carros não só com um visual diferente, como também prometendo corridas com outra cara.

Nas próximas duas semanas, dedicarei um post a cada uma das 10 equipes, começando pela Renault e seu grande desafio de ser um time top novamente.

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Renault

O que fez em 2016: teve ano de reconstrução com carro pouco adaptado ao motor, e pilotos erráticos.

O que muda para 2017: time perdeu o competente Vasseur, mas ganhou Nico Hulkenberg.

Meta: 5º lugar entre os construtores

“It’s a long way to the top if you want to rock’n’roll”, já dizia a música. A Renault vive de certa forma o que a Mercedes viveu após a compra da Brawn: encontrou um time esvaziado depois de uma temporada em que não havia muito dinheiro a ser investido. Quando retomou o controle da equipe com a qual foi bicampeã 10 anos antes, a Renault encontrou cerca de 300 funcionários – quase a metade do que havia antes – e equipamentos defasados.

Por enquanto, a reestruturação caminha a passos lentos – e tortos. A equipe contratou Pete Machin, da Red Bull, que começa a trabalhar só em julho, e o chefe dos engenheiros da McLaren Ciaron Pilbean, ou seja, nenhum nome de chacoalhar o mercado. Quer dizer, a Renault tinha atraído um nome de peso, Frederic Vasseur, mas uma figura que está longe de ser uma unanimidade no paddock, Cyril Abiteboul, se indispôs com o francês, que saiu no início do ano.

Isso potencialmente já cria um clima pesado no time, uma vez que foi o próprio Vasseur quem convenceu Nico Hulkenberg a fazer uma mudança arriscada na carreira. O alemão tem a mesma idade de Sebastian Vettel e ainda não conseguiu, por uma série de motivos, sair do patamar de promessa. E, como bater Jolyon Palmer não deve convencer ninguém, vai precisar de resultados muito fortes para se colocar bem no mercado de pilotos que deve ser agitado em 2018.

O retorno da Renault à F-1 como construtora não foi só pela equipe em si, mas pela imagem da companhia e sua ligação com carros híbridos. Dinheiro e orgulho ferido, contudo, não garantem sucesso.

Não por acaso, a chefia da equipe evita falar em resultados excepcionais já nesse ano, mesmo com a mudança de regulamento. Nos testes realizados até aqui, o time conseguiu uma boa quilometragem e o carro não era dos mais desequilibrados, mas há de se lembrar da vantagem de ser uma equipe de fábrica. A meta é a quinta ou sexta colocações entre os construtores. Porém, em uma turma em que estão Force India, Williams, Toro Rosso e McLaren, pode soar até um pouco ambicioso.

5 comentários sobre “O que esperar da F-1 em 2017: Renault

  1. Cara Julianne existe possibilidade de talvez termos Alonso na Reneaut novamente, ou talvez o espanhol trocar de equipe ainda em 2017 caso a Mclaren esteja muito ruim?
    Sera muito triste para nós fans de Alonso vermos o asturiano encerar sua carreira de forma tão deprimente.

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  2. O problema na Renault é melhorar a unidade de potência.
    Acho que a expectativa do Hulkemberg é que a Renault melhore bastante e ele vai estar lá como primeiro piloto. Senão será mais uma promessa que não vingou. Apesar de muito regular é o piloto do quase. Coube ao Perez fazer os pódios da Force Índia.

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  3. Eu boto mais fé na Equipe Renault do que na Mclaren Bomb…ops, Honda.
    Acredito que eles vão fazer um bom trabalho baseado nessa nova unidade de potencia. E se o motor fizer a diferença, o desenvolvimento do chassis vai ser acelerado. Eles poderiam ter contratado os ex-Manor Nikolas Tombazis e o Pat Fry para o desenvolvimento do chassis, já que esse Nick Chester não é lá grande coisa. Vou torcer para o sucesso desse RS27, quem sabe o time consegue novos patrocinios e investe em pessoal e equipamento para a fabrica. Quem sabe até a chance de contratar o Alonso. Até agora fiquei com uma pulga atras da orelha numa foto que vi Prost conversando com o Alonso.

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  4. Não parece um projeto empolgante.
    A marca tem tradição na F1, mas nesse retorno deixa impressão de “mea-boca”, de uma equipe pela metade, em que falta um conjunto.

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