O que esperar da F-1 em 2017: Force India

O que fez em 2016: foi ao pódio duas vezes e terminou como quarta força

O que muda para 2017: time atraiu mais patrocinadores e trocou Hulkenberg por Esteban Ocon

Meta: terceiro lugar entre os construtores

Seria fácil desqualificar um time cujo dono vem de um país sem a mínima expressão no automobilismo – e que sequer pode sair da Inglaterra sob o risco de ser preso. Seria fácil, ainda, desqualificar um time que tem em sua origem a Jordan e que chegou ao fundo do poço antes de se tornar a Force India há 10 anos. Mas, sim, são 10 anos não apenas firme no grid, mas paulatinamente chamando a atenção dos rivais.

Não faz muito tempo que o carro da equipe de Vijay Mallya era coberto por marcas comandadas por ele próprio e a saúde financeira da equipe era frequentemente questionada. Foram vários os adiantamentos pedidos a Bernie Ecclestone, mas também é inegável que os tempos de vacas magras ensinaram lições valiosas. A aposta certeira em Sergio Perez começou a abrir o caminho para patrocinadores periféricos e hoje o time tem mais parceiros que a poderosa McLaren.

E menos gastos: enquanto uma equipe como a de Woking conta com cerca de 600 funcionários, a Force India vem fazendo milagre com 360 e, após a quebra da Manor, com o menor orçamento, pelo menos oficialmente, da Fórmula 1.

Nada disso, é claro, garante sucesso em uma temporada na qual uma grande mudança de regulamento fez todos colocarem a mão no bolso, e tudo indica que o poder de desenvolvimento do time será testado. Primeiramente, e isso não é novidade na equipe, o carro é pesado demais, aproximadamente 10kg acima do peso mínimo permitido pela FIA – o que gera cerca de 0s4 de desvantagem, algo bastante considerável.

Além disso, os problemas iniciais de adaptação ao novo motor Mercedes, especialmente na área do escapamento, algo que só foi percebido depois que o carro foi para a pista, não ajudaram.

Por outro lado, tais problemas têm uma fonte promissora: o motor está gerando muito mais potência do que ano passado e existe a chance real de que sua supremacia não apenas se mantenha, mas se amplie, o que seria uma excelente notícia para o Davi da F-1 enfrentar os Golias que, após a campanha do ano passado, se tornaram os únicos que o time vê a sua frente.

Com Esteban Ocon no lugar de Nico Hulkenberg, o time perde em experiência, mas ganha um trunfo que pode ser importante no futuro com a Mercedes, ao dar as boas-vindas a um de seus pupilos.

Ao seu lado, um Sergio Perez que atrai muita curiosidade nesta temporada. E isso não só pelo fato de estar no centro de um mercado de pilotos que promete ser movimentado para 2018. O mexicano se notabilizou por saber cuidar dos pneus e a expectativa é de que isso não faça mais tanta diferença em relação ao que tem sido por toda a sua carreira na F1, desde que estreou, na incrível performance que acabou em desclassificação por um detalhe técnico pela Sauber, em 2011. Será que ele tem outras cartas na manga?

3 comentários sobre “O que esperar da F-1 em 2017: Force India

  1. Ju,

    Votei “Será mais forte que a Williams e manterá o 4º lugar”, mas não representa tudo que penso da Force India… Acho que acaba na frente da Williams porque tem *dois* pilotos capazes de pontuar bem *e* consistentemente, enquanto a Williams tem uma incógnita.

    Acho também que Ocon vai andar mais que Perez, mas nada gritante (é mais torcida que razão).

    Tenho uma simpatia grande pela Force India. Não sei explicar por que, pois tenho antipatia por Mallya. Já tem muito trambiqueiro no mundo p/ dar crédito a mais um… Deve ser pelos profissionais do time e pela sua abordagem “pés-no-chão”.

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