A chave do GP da Espanha

O GP da Espanha está chegando e, com ele, tradicionalmente, a promessa de grandes atualizações nos carros. Porém, se há um tema que tem tirado o sono de pilotos e engenheiros é algo que não tem nada a ver com asas novas ou pontos de downforce: são os pneus, que têm se mostrado bem mais complicados do que se previa.

Com a nova construção usada a partir deste ano, eles se tornaram mais duráveis. Porém, ao mesmo tempo, como a degradação termal virou coisa do passado, isso também significa que as velhas técnicas para colocar ou tirar temperatura deles tiveram de ser revistas. Ou melhor, estão sendo revistas, pois, após quatro etapas, nenhuma equipe ou piloto pode dizer que compreende totalmente o comportamento dos cinco compostos.

Os mais complicados são o médio e o duro. E ambos serão usados neste final de semana em Barcelona.

Já vimos alguns exemplos fortes de efeitos de quedas bruscas de temperatura no pneu, como com Felipe Massa na China e Daniel Ricciardo no Bahrein, ambos tendo suas corridas destruídas nas voltas logo após um período de Safety Car. Porém, a dificuldade também é sentida fortemente na classificação e as equipes têm tentado entender qual a melhor maneira de preparar a volta rápida – e essa compreensão é a grande explicação para a Ferrari ter se dado bem na Rússia, por exemplo.

Tanto, que há quem diga que a resistência de Lewis Hamilton em participar dos testes dos pneus ao longo do ano passado já esteja custando caro ao inglês na luta direta com Sebastian Vettel, que fazia questão de estar na pista o máximo de tempo possível nas sessões conduzidas pela Pirelli. Como tais treinos foram feitos às escuras para as equipes, se há alguém além do fornecedor que ganhou muito com eles é o piloto.

Hamilton se mostra convicto de que as ausências de 2016 não foram importantes. “Acho testes até mais inúteis do que isso aqui”, disse o inglês durante sua entrevista coletiva em Sochi. Porém, sua equipe parece estar entre os times que mais sofrem com os pneus, ao lado da Renault, indo mais para o lado do superaquecimento. E a Force India é um exemplo de carro que pende para a demora em colocar os pneus na janela correta.

Além disso, o aquecimento não é uniforme e, na maioria das pistas, os dianteiros podem estar frios e os traseiros, até superaquecidos. O resultado disso é perda de estabilidade, fritadas, e queda de rendimento.

O que complica a situação é que, devido ao novo regulamento, as equipes têm de aprender sobre os pneus ao mesmo tempo em que descobrem como tirar mais desempenho dos próprios carros. Felipe Massa, por exemplo, acredita que há meio segundo em sua Williams apenas entendendo melhor o acerto e a forma ideal de trabalhar os pneus – e isso é muito mais que qualquer asa ou assoalho pode trazer.

5 comentários sobre “A chave do GP da Espanha

  1. Ju, será a primeira vez que serão usados os médios e duros no mesmo GP? E podemos esperar uma nova Red Bull , mais perto de Mercedes e Ferrari?

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  2. É verdade, Vettel, é um fominha por treinos, tendo sido um dos raros pilotos a aceitar a tarefa de rodar com os pneus de 2018 da Michelin.

    Quanto ao Hamilton, pelas últimas fotos no Instagram, sua preocupação parece longe de entender o que deu errado na Rússia.

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  3. Prevejo falta de pneumáticos macios para o GP da Espanha.
    Hehe
    Julianne, acredita na possibilidade de alguma equipe “dar a louca” e apostar nos pneus duros seja pro GP, seja pra classificação?
    Abraços pros meninos e beijos pras meninas!

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