Drops do GP do Canadá (com direito a conversa sobre maquiagem)

  • Quem pensa que só porque estávamos no Canadá as críticas a Lance Stroll ficaram mais leves, está completamente enganado. O público canadense, que segue a F-1 de perto, adotou uma postura bastante forte em relação a seu piloto de casa. Em um evento, já tradicional em Montreal, em que o repórter da TV norte-americana Will Buxton responde a perguntas de fãs e distribui itens como bonés e camisetas autografadas, surgiu a questão: quem vai bater primeiro? Em uníssono, os fãs mesmos responderam: Stroll!
  • Fazendo um parênteses sobre o canadense, cujo dinheiro compra basicamente tudo, em Montreal teve até torcida ‘organizada’, com bandeiras sendo distribuídas em pontos estratégicos da pista com o pedido de que fossem agitadas quando o piloto passava para gerar boas fotos.
  • Sempre gosto de ir a este evento para conversar com estes fãs, que têm um conhecimento bem acima da média. Desta vez conheci um torcedor do Alaska, de origem grega, que estava indo para sua primeira corrida. Ferrarista, fez até uma bandeira em que substituía o Cavalinho Rampante pelo símbolo de seu estado. Ele contou que o primeiro carro que passou por sua frente foi justamente a Ferrari de Kimi Raikkonen. “Sou um homem feito, e chorei”. Ele estava tão feliz que pagou um drink para quem estivesse por perto.
  • O GP do Canadá é um dos queridinhos da temporada, mas certamente isso não tem nada a ver com as instalações. Um dos dilemas é tomar ou não bastante água: primeiro porque, para pegar uma garrafa, precisa sair do paddock; e depois passar a frequentar com mais assiduidade o banheiro de container. Ele é limpinho e tem até música ambiente para disfarçar, mas continua sendo um container.
  • Na chegada, não tem como os pilotos fugirem dos fãs, uma vez que só há uma ponte. Mas foi curioso ver como Sebastian Vettel passou completamente anônimo com sua bicicleta em meio ao público na quinta-feira. E mesmo com a camiseta da Ferrari e tudo mais!
  • Um dos assuntos do paddock foi o real motivo de Robert Kubica ter feito um extenso teste com a Renault na semana passada. Há quem diga que existe um plano, ainda não 100% definido: de voltar para fazer uma sessão de treinos livres em Monza, algo como uma casa espiritual do piloto, que morou muitos anos na Itália e é muito identificado com o país, para servir de encerramento para uma carreira interrompida de forma abrupta após acidente de rali no começo de 2011.
  • As equipes ficam em tendas, em uma estrutura removível, pois o circuito só e usado como tal uma vez por ano. E elas são equipadas com sistemas bem fortes de ar condicionado, como descobriram os pilotos da Red Bull.
  • E deu para ver bem as diferentes personalidades. Estava bem frio dentro do escritório da equipe quando Daniel Ricciardo chegou para a entrevista. “Está frio aqui, não, gente? Não dá para desligar? Preciso mesmo usar o microfone?”, disse com seu habitual sorriso. A assessora diz que sim e ele brinca, respondendo a primeira pergunta inclinando-se em direção ao microfone, com as mãos no bolso. Desligam o ar condicionado.
  • Após alguns minutos, volta a ficar calor e o ar e ligado novamente. Chega Max Verstappen, que solta um “brrrr” e olha feio para a direção do equipamento. E dá a entrevista normalmente,
  • Lembram do artigo sobre a questão das entrevistas e sua qualidade? Recebi neste final de semana a nova diretriz da FOM: um repórter por mídia e “tentar manter em três perguntas no máximo, preferencialmente duas”.
  • Falando em entrevistas, tive um papo bem legal com a Ruth Buscombe, estrategista da Sauber que já destaquei por aqui. E, sim, falamos de maquiagem e o “desafio de engenharia” de acertar o rímel nos dois olhos no menor tempo possível.

5 comentários sobre “Drops do GP do Canadá (com direito a conversa sobre maquiagem)

  1. Olá, Julianne. Este é um dos melhores apanhados de notícias da F1, parabéns. É imperdível e muito divertido/informativo de se ler. Gostei da torcida organizada e comprada do Stroll.

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  2. Sempre é divertido ler os Dropbox Julianne!
    Estava revendo a corrida e a frase sobre o Stroll do piloto que comentava pra televisão brasileira me chamou a atenção:
    “Ele (Stroll) entra uma marcha abaixo nas curvas.”
    Não hora lembrei do seu comentário no Blog!:
    “Para quem está perto fica claro que ele tem medo do carro.”
    Sobre o Verstappen, é estranho pensar que um holandês sente frio!
    Rs
    Abraços pros meninos e beijos pras meninas!

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