Turistando na F-1 e no ar puro das montanhas

Essa era a vista da janela da casa em que ficamos no meu primeiro GP da Áustria, em 2015

Um dos momentos de que mais gosto na temporada é a chegada ao palco do GP da Áustria. Ou melhor, este é um dos momentos de que meus sentidos mais gostam, das imagens exuberantes das montanhas, que já começam a aparecer desde a estrada em nosso caminho de cerca de 3h de Vienna até os arredores de Spielberg (também é possível voar até Graz, que fica a meia hora do circuito, mas não há muitas opções e, é claro, os voos são mais caros) e o inconfundível frescor da floresta. Frescor que se sente na pele e no olfato.

Este é o clima idílico que cerca o GP austríaco. Os hotéis são raridade – quase todos, inclusive, de propriedade do dono da Red Bull – e uma boa solução é se hospedar em casas. Sabe aquelas casas de montanha em que seu vizinho mais próximo é uma vaca ou, na melhor das hipóteses, você se vê em um vilarejo de umas quatro ruas e um restaurante? É bem por aí.

Por conta de tudo isso, o que muitos fazem é estacionar seus motorhomes na área dedicada a eles ao lado da pista (ao lado mesmo!) e passar quatro dias entre os mimos que a Red Bull oferece, como shows e alimentação variada. Além de encher a cara e fazer churrasco – esqueça a picanha, estamos na terra do schnitzel! – o dia todo. Nem precisa falar, após toda essa introdução, que o lugar tem sido invadido pelos holandeses, é claro!

Mas a região da Estíria é bem mais do que o GP. Mesmo não sendo uma região tão famosa como destino turístico como a de Salzburg ou Innsbruck, oferece o mesmo tipo de entretenimento: estações de esqui no inverno e trilhas de trekking no verão, com direito a hospedagem barata em casinhas de madeira no topo das montanhas, que servem como base para quem parte para aventuras mais longas.

Tudo isso com preços convidativos. Mesmo para o final de semana de GP (que não é tão popular por lá quanto a MotoGP, verdade seja dita) essa região da Áustria é uma bela pedida de turismo diferente na Europa, especialmente para os amantes da natureza e para quem busca tranquilidade. A única barreira pode ser o idioma, pois poucos falam mais do que algumas palavras em inglês por lá. Nada que um google tradutor não resolva.

RAIO-X:

Preços: Baratos. O melhor é voar para Viena e alugar um carro – é possível chegar de trem até Spielberg, mas a locomoção a partir daí com transporte público é difícil. Uma casa para uma família mesmo em época de GP vai sair em torno de 200 para cada. É uma das hospedagens mais baratas do campeonato. Os ingressos não são caros – o general admission para os três dias custa 385 reais.

Melhor época: Depende do gosto, pois no inverno as estações de esqui estão abertas e, no verão, o clima é agradável. O final de semana mais agitado é no meio de agosto, na MotoGP.

Por que vale a pena? É um daqueles GPs ‘roots’ da Fórmula 1, com a chance de acampar, curtir a natureza, e ainda ver uma corrida.

3 comentários sobre “Turistando na F-1 e no ar puro das montanhas

  1. Ju bom dia. Fugindo um pouquinho do tema gostaria de fazer uma pergunta. É verdade que o responsável dos motores da Ferrari foi demitido pelo presidente? Tem alguma ligação com a questão da queima de óleo? Um ótimo final de semana pra você.

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  2. Ju, bom dia.

    Nunca comentei aqui antes, mas acompanho suas matérias todos os dias e gosto muito do seu trabalho, principalmente quando escreve sobre a parte técnica dos carros, acho inclusive que o seu blog é o único no Brasil onde nós conseguimos entender um pouco mais sobre os bastidores da competição, da parte técnica, uma vez que todos os outros sites e blogs nacionais se preocupam apenas em repetir as mesmas notícias por aí.

    Então, parabéns, parabéns pelo excelente trabalho, de coração.

    Gostaria de deixar uma sugestão de tema, pra você que gosta de ir a fundo nos bastidores: Eu estou realmente curioso para saber um pouco mais do impacto que o Paddy Lowe e o Dirk de Beer causaram na Williams, esse pacote aerodinâmico que estrearam na Austria parece muito promissor e li que eles pretendem implementar uma nova caixa de cambio e suspensão na Hungria, confere? Acho que é uma mudança de mentalidade grande e queria ler um pouco mais sobre os frutos do trabalho deste dois até agora, ou se há rumores de novas contratações para o staff técnico do time de Grove (li alguns rumores no inicio do ano que afirmavam que o Pat Fry seria contratado para trabalhar com o Lowe).

    Enfim, fica aqui minha sugestão, parabéns pelo trabalho, até mais.

    Abraços!

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