Drops com mercado de pilotos e a loucura do GP de Cingapura

Apresento a vocês o sujinho

Felipe Massa vem dando indícios de que sabe que está fazendo seus últimos GPs, com o discurso pronto de que “se sentir que eles querem que eu fique porque não tem ninguém no lugar, isso não me interessa”. O brasileiro parece estar em uma situação de espera, uma vez que Kubica testou no simulador na semana passada e Wehrlein deve testar nesta.

 

O alemão seria muito novo para a vaga, mas Toto Wolff estaria trabalhando para convencer a Martini que os eventos promocionais nos poucos países em que menores de 25 anos não podem fazer comercial de bebida alcoólica possam ser feitos pelo terceiro piloto do time. As chances de isso acontecer, contudo, são pequenas.

 

E, correndo por fora, Paul Di Resta ainda tem esperanças de retomar a carreira. E tem o apoio de papai Stroll.

 

Curioso ouvir que Nico Rosberg, que nunca cuidou da própria carreira, estaria ajudando Robert Kubica a voltar à F-1. Curioso porque recentemente ouvi que ele não teve o contrato de embaixador renovado com a Mercedes por ter pedido dinheiro demais, e a relação não acabou nos melhores termos. Hora, então, de ir fazer outra coisa.

 

Foi impressionante o acordo ao qual Honda, Renault, Toro Rosso, Red Bull e os Sainz chegaram, na primeira grande crise que a Liberty Media teve de estancar. Até porque qualquer equipe do grid poderia barrar uma troca de fornecimento de motores após o prazo final. As piores crises ainda vêm pela frente, com a proposta de teto orçamentário voltando à pauta, mas não deixa de ser um bom começo.

 

Agora falta Alonso que, tentando esconder o que todo mundo sabe, caiu em contradição milhares de vezes durante o final de semana. Até a imprensa espanhola começou a se irritar. E o discurso que “a decisão que eu tomar para 2018 será para vencer” de algumas semanas atrás virou “a decisão que eu tomar para 2018 não será para lutar pela 15ª, 12ª colocações”.

 

E me chamou a atenção uma cena estranha na sexta-feira lá pela 1h30 da manhã: o pai de Sainz no fundo da garagem vendo o trabalho dos mecânicos, como se estivesse fiscalizando.

 

Isso foi depois de eu ter ido correr na pista à 1h da manhã, coisas do GP de Cingapura. Na primeira noite, depois de dormir muito pouco nos voos de Londres a Dubai e Dubai a Cingapura, consegui ficar acordada até às 6h, mas à base de muito mais álcool do que deveria. Nem sempre é fácil encontrar o equilíbrio no GP mais louco do ano.

 

Na noite seguinte, não poderia faltar ao aniversário do simpaticíssimo jornalista finlandês Heikki Kulta, celebrado no que chamamos carinhosamente de “sujinho”, um lugar de comida simples, com vários quiosques e mesas ao ar livre, o único que fica aberto na hora que vamos jantar, lá pelas 2h da madrugada. E sabem quem apareceu por coincidência? Mika Hakkinen, para a alegria de Heikki. Para completar, no dia seguinte Valtteri lhe deu um boné que ele próprio tinha usado, com dedicatória.

 

E eis que começa a chover quando estava ao vivo na largada pela Band. Pela minha experiência em Cingapura, só chove de tarde, então apostei em não levar capa de chuva. Eu e Guilherme Pereira, parceiraço da Globo. Quando o encontrei, molhado como eu, só sorrimos e demos um abraço de consolo. Era só o que nos restava.

 

Domingão, eram 00h47. Aparece o jornalista chinês Frankie Mao com uma marmita na mão perguntando. “Alguém viu alguém comendo asas de frango? Porque roubaram minhas asas de frango!” Fim.

16 comentários sobre “Drops com mercado de pilotos e a loucura do GP de Cingapura

  1. Ju, o chefão Marchionne estava em Cingapura? Deu pra ter uma noção de como ficou o clima na Ferrari?

    P.S. Você que tinha roubado as asinhas de frango??

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  2. Já comentei em outro post, a permanência na F-1 não é benéfica para o Massa. O retorno dele após anunciar a aposentadoria justificasse como algo do tipo: ‘Eles precisavam de ajuda num momento delicado, eu ajudei e dei tempo para que se preparassem.’
    Já a permanência dele faria com que apenas um lado fosse visto, ele estava saindo da F-1 ao final de 2016 pela falta de espaço, estava sendo preterido por um jovem bilionário.
    Outro ponto, o Stroll vem evoluindo corrida a corrida, olhando apenas a pontuação está muito próximo do Felipe, mesmo que o Felipe tenha consistência, nenhum piloto vai muito longe terminando em 9º e 10º. Stroll ainda não tem padrão, não consegue pontuar com frequência, mas as corridas que ele pontuou em sua maioria foram em boas posições.

    Ju acho que o nome mais certo para essa vaga na Williams vem da GP2 de 2014, Jolyon Palmer, afinal ele atende os requisitos, ainda é novo, nessa última corrida mostrou que sua carreira está em uma crescente e obviamente tudo que estou escrevendo nesse último parágrafo é apenas um exemplo do que você falou em outro post, de jornalistas que escrevem teorias apenas para publicar algo.

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  3. O Massa vai perder o lugar ou pra um piloto que ninguém sabe se voltará a ser o que foi e não agrada o Stroll pai ou um piloto de talento mas jovem demais para o patrocinador ou pior, um piloto que está fora da F1 a anos e nunca foi além de mediano, alguma coisa não cheira bem, sobre o Alonso, cada vez mais insuportável, quando ele fala que está sem potência ou que não adianta nada da vontade de tirar o som.

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    1. Eu acho que perder para o Werhlein é ok… ele é jovem, inegavelmente talentoso, tem o lobby Mercedes e é um cara que não merece ficar fora do grid. Perder pro Di Resta é que seria o “ó”, já que o sujeito não tem nada demais. Só a imprensa britânica (que consegue ser mais ufanista que o Galvão!!) acha que o sujeito merece essa vaga. Quando ao Kubica, seria um risco muito grande para a Williams.

      No fim das contas, dou razão ao Sergio Maurício do SporTV que, na transmissão do VT nesse domingo, disse que o melhor para o Massa seria que tudo tivesse acabado mesmo em Interlagos-2016. Como fã do Massa, gostei da volta dele. Acho uma pena ele ficar fora ano que vem porque pode ser que o carro seja bem melhor, mas realmente ele não deveria ter se sujeitado a situação em que está agora.

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  4. Só acredito o Di Resta num único cenário, a equipe acreditar que o Stroll esteja pronto e precise apenas de um segundão experiênte, se quiser alguém no mínimo no nível do Massa ele não é a escolha certa.

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  5. Ju, como foram as reações do paddock no acidente da Ferrari? Especialmente as reações da própria Ferrari…

    E você gosta tanto assim de asas de frango? (risos)

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    1. A Ferrari jogou toda a culpa no Verstappen, vi Arrivabene obviamente tenso saindo do circuito ainda quanto estava no circuito. Mas todos sabem que ainda tem campeonato pela frente.

      Naquela hora, sem jantar ainda, até asa de frango tava valendo!

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  6. Julianne, não é pouco estranho ter duas semanas entre as duas corridas de Cingapura e Malasia ja que os dois países não são muito distantes um do outro? Não seria possivel deixar em uma semana só devido ao fato da corrida de Cingapura ser a noite, ou seja, um tempo ainda mais curto para o transporte? Vc disse na rádio que vai ficar na Ásia nessas duas semanas. Vc sabe se as equipes e principalmente os pilotos tiram umas férias em lugares paradisíacos na região até a próxima corrida ou voltaram para a Europa?

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    1. Do ponto de vista comercial não faz muito sentido, até porque ambas atraem um público bem internacional, embora distinto.

      Li a sua pergunta ao lado da colega jornalista que me acompanha nos 10 dias entre as corridas em que estamos no Camboja. “Claro que elas não podem ser juntas, precisamos viajar na Ásia!”, foi a resposta. Eu concordo haha

      Basicamente quem tem família acaba voltando, até porque tem dobradinha Malásia-Japão depois. E os engenheiros têm trabalho para fazer na fábrica.

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  7. Sempre admirei o Kubica e achei que seria campeão. Depois do que li sobre a cobrança dele consigo mesmo e o respeito que tem do dos mecânicos da Renault, acredito que está pronto para voltar. E voltando vai ofuscar o Stroll.
    Não vejo sentido trocar o Massa por Di Resta ou Palmer.
    Parece que a Redbull viu uma luz com a Honda, vai que acertamos o motor e termina o casamento tumultuado com a Renault.
    Imagino que se a Honda melhora bem, o Alonso sendo ultrapassado por uma Toro Rosso, na reta e gritando ” no Power”.

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  8. Ju,
    Adorando esses posts sobre os bastidores!!
    お疲れ様です。(otsukare samá dessu)
    Uma expressão em japonês que se encaixa perfeitamente para toda essa loucura que foi o GP de Cingapura.
    Abs!
    Celso

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