Turistando na F-1 e a despedida da Malásia

A adorável área em que ficamos hospedados perto do circuito em Sepang

A Fórmula 1 não deve voltar tão cedo ao circuito de Sepang, que não renovou seu contrato e está fora a partir da temporada 2018. Mas, para os amantes da velocidade, o turistando desta semana vale para a MotoGP, que costuma ser realizado no final de outubro no mesmo circuito. E, é claro, vale para quem quer visitar essa região do mundo.

É preciso dizer que, quando falo maravilhas do Sudeste Asiático, isso não se aplica à Malásia. Cada vez mais adotando uma linha radical dentro do Islã e confundindo governo e religião, o país não é dos mais abertos e, como mulher, não é dos lugares em que me sinto mais confortável ao longo do ano.

Dito isso, e enxugando um pouco do suor que insiste em aparecer devido ao misto de calor e umidade que gera uma sensação até pior do que em Cingapura – ou talvez seja igual, mas em Cingapura pelo menos passamos parte do dia dormindo por conta do fuso europeu mantido durante a prova! – há pontos positivos em se visitar a Malásia.

O primeiro são os preços. Na MotoGP, dá para pagar 17 euros – eu disse dezessete euros, pouco mais de 60 reais – para os três dias de evento. E mesmo na F-1 a etapa de Sepang sempre praticou os melhores preços. Comida, transporte, voos para países próximos e paradisíacos como Tailândia, Indonésia e a própria Cingapura, também são uma barganha. Neste ano, por exemplo, passei os últimos dias no Camboja e paguei 260 dólares para ida e volta.

Os preços também fazem a capital malaia Kuala Lumpur atrativa para a compra de roupas e eletrônicos. A cidade é famosa, ainda, pela comida de rua, ainda que, como é comum na região, ela possa vitimar até os estômagos mais fortes. Mas não foi por conta disso que ainda não provei a carne de rã, iguaria local: estava em falta, juro!

Kuala Lumpur é um retrato da Malásia que tenta se modernizar, com as famosas torres gêmeas disputando espaço com as inúmeras mesquitas e um extenso bairro de Chinatown. Mas é preciso lembrar que o circuito não fica na capital, e sim na bem mais acanhada Sepang. E eu vários colegas ficamos na ainda mais acanhada Bandar Taru Salak Tinggi e nos encontramos sempre no mesmo restaurante/bar da esquina, onde a comida é boa até você ter que passar pela cozinha até chegar ao único banheiro do estabelecimento que, inclusive, não tem privada, apenas um desafiador buraco no chão.

Mas a Malásia é mais do que isso, e tem opções tanto nas montanhas cobertas pela floresta tropical nas chamadas Cameron Highlands, a nordeste de Kuala Lumpur, quanto no mar turquesa de Langkawi, uma ilha localizada perto da fronteira com a Tailândia e bem menos famosa que a vizinhança.

 

RAIO-X

Preços: Claro que o voo do Brasil não é dos mais baratos, mas certamente os gastos por lá compensam. Com 1000 reais é possível se hospedar em um hotel de 5 estrelas por uma semana em Kuala Lumpur, e por muito menos dá para comer muito bem nas ruas da capital. Não é por acaso que o GP da Malásia foi meu escolhido entre as barganhas da temporada.

 

Melhor época: Não dá para fugir do calor e da alta umidade. Se quiser pegar mais agito, datas próximas ao Ano Novo Chinês e no Ramadã costumam ser mais concorridas em Kuala Lumpur e é melhor evitar Julho e Agosto, especialmente da capital ao sul, devido a queimadas feitas na vizinha Indonésia neste período.

 

Por que vale a pena? Dá para incluir a Malásia em um tour pelo Sudeste Asiático, certamente não pesará no bolso. E que tal curtir a MotoGP em um dos melhores circuitos da temporada?

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5 comentários Adicione o seu

  1. Ju, a Ferrari atualizou o motor como se esperava em Sepang?

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  2. Felipe Santos disse:

    Moto GP? Malásia?
    Não, obrigado, rs

    Vai lá, o traçado é legalzinho. Uma das poucas coisas dignas feita pelo Tilke, mas nem de longe o tenho como um dos mais interessantes da história da categoria. Há circuitos que poderiam muito bem substituí-lo, porém a tendência, segundo as declarações dos poderosos da F1 atual, é investir em circuitos urbanos, que, geralmente, são bem preguiçosos. Por isso, vale verter uma lágrima pelo circuito malaio.

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  3. Dennis disse:

    A não renovação da corrida pode indicar uma futura saida da Petronas do munfo da F1?

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  4. Alexandre disse:

    Quando tiver um tempinho, fala sobre o Camboja.

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