Drops do GP da Malásia e a sombra de Kubica

Se as declarações de Massa em Cingapura deram a entender que o brasileiro via suas chances de continuar na F-1 diminuindo, na Malásia ficou claro que há uma condição financeira de sua parte. A Williams não está nadando em dinheiro como muitos pensam e precisa diminuir seu salário. E, ainda mais sabendo que não há grandes motivos para acreditar que o time dará algum grande salto de competitividade.

 

E há a sombra de Robert Kubica. O polonês trabalha em duas frentes para seguir na Fórmula 1: na Williams, fará dois testes de pista na Europa entre os GPs do Japão e EUA. Ele impressionou no simulador, mas o time ainda tem dúvidas sobre sua forma física por conta das sequelas do acidente.

 

Di Resta ainda não desistiu e virou o maior puxa saco de Lawrence Stroll. Mas a ideia de tê-lo no lugar de Massa não parece impressionar a Williams.

 

A outra frente de Robert é a Toro Rosso. Kubica também fez simulador na Red Bull e teria, inclusive, batido Verstappen. O time está em uma posição difícil porque não quer ficar com Kvyat, mas não tem substitutos óbvios. E a Honda gostou da ideia de poder contar com um piloto que vai dar mais visibilidade do que qualquer cria da Red Bull. E alto nível de retorno técnico também. Resta saber o que a própria Red Bull acha da ideia.

 

Por conta disso, choveu jornalista fazendo plantão na Red Bull para ter uma palavrinha com Horner e Marko e entender a situação da Toro Rosso. E eles parecem decididos a se livrar de Kvyat, tanto pela falta de resultados na pista, quanto de investimento russo. Um sinal forte disso seria se Gasly não fizesse a final da Super Fórmula para correr em Austin. E Tost disse que assim será.

 

Voltando à Polônia, um compatriota de Kubica roubou a cena em Sepang: Marcin Budkowski, diretor técnico da FIA, teria assinado com a Renault, o que gerou uma reunião de emergência dos chefes de equipe, que ficaram revoltados com a possibilidade de verem seus segredos serem entregues para um rival.

 

Na quinta à noite, mais um daqueles momentos de felicidade: é anunciada a inversão de datas entre Bahrein e China e eu já sabia, ou seja, já tinha as reservas feitas para as datas corretas. Sim, todas as reservas possíveis já estão feitas para 2018 a essa altura do campeonato! Falta só Austin, que é um pesadelo, com poucos hoteis e todos eles caríssimos.

 

Algumas horas antes, Felipe Massa recebeu um fã do Kuwait, que usava uma camisa de futebol com seu nome e seu número, no mesmo estilo que ele usa na Williams. Massa tirou foto, conversou com o fã e seu irmão o acompanhou até a saída. Foi quando Dudu ficou sabendo que ele tinha invadido o paddock e realmente precisava de ajuda para sair!

 

No sábado, a sala de imprensa veio abaixo com todos se divertindo com a pior corrida da história: a F4 do Sudoeste Asiático teve um nível horroroso dos nove participantes por toda a prova, e todos foram ficando pelo caminho. Todos mesmo, vários sem combustível na última volta. Como ninguém cruzou a linha de chegada, uma moto foi buscar o vencedor, que comemorou com um sorriso amarelo.

 

Falei na transmissão da Band que o GP da Malásia não é dos meus favoritos por uma série de pequenos aborrecimentos. E meus momentos finais no país foram uma sequência deles: a chuva que cai bem na hora em que você vai sair, já com a mala, do circuito para o aeroporto. O taxista que não liga o taxímetro e quer cobrar três vezes o preço da viagem. E o check-in que dura meia hora porque tudo demora meia hora na Malásia.

 

Horas antes, um colega malaio quis me entrevistar para saber do que eu sentiria falta em relação a Sepang. Tive que pedir um minutinho para pensar. E acabei ficando com o traçado, que nos deu provas geralmente bem abertas nestes 19 anos. E algumas corridinhas pela pista bem sofridas!

8 comentários sobre “Drops do GP da Malásia e a sombra de Kubica

  1. Acho que para o Massa na F1 já deu, infelizmente para nós brasileiros que não teremos um representante. Os erros nestas duas provas onde em Cingapura ele errou com a estratégia dos pneus e na Malásia foi muito mal. Poderia ter largado de pneus macios para quem sabe…
    Mas vendo a classificação que ele está somente 1 ponto a frente do Stroll é uma situação muito incomoda. Pelo menos ele tem que terminar o campeonato na frente do parceiro, senão…

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  2. Ola Ju, impressão minha ou o Massa não tem ( estrategicamente) incomodado o Stroll nas ultimas corridas,,, seria menas velocidade que o garoto nestes circuitos ou quem sabe buscar atender as expectativas do Papai Stroll pleiteando poder ter vaga e um carro um pouco melhor no ano que vem?
    Resumindo pode ele estar controlando a situação?
    Parabéns como sempre! Assistir a corrida com vcs na narração e comentários sobe o nível infinitamente!!!Espero que alguém da TV note isso asap!!! Seria um presente para a F1 no Brasil,

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  3. Se for para o Massa ficar pageando, ou abrindo passagem para o Stroll, melhor ele procurar outros ares , porque já ficou chato, e é vergonhoso.
    Ele não precisa disso, mas se insistir, é capaz de fechar portas até em outras categorias .

    Apesar de achar que não vai ocorrer, torço pelo Kubica ficar com a vaga.

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  4. Seria muito interessante ver Kubica na Toro Rosso…
    Apesar de ter plena certeza que Massa é muito mais piloto que Paulo di Resta, infelizmente o primeiro critério de decisão para a Williams é dinheiro… Desde a época de Bruno Senna e Rubens Barrichello.

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  5. Entre Massa e Di Resta, muito melhor o brasileiro.
    Agora se o Kubica tiver condições, e parece que sim, iria de Kubica fácil.
    E acho que ele é uma ótima opção para a Toro Rosso, e se der certo, até para a RedBull num futuro próximo. Tem talento, muita motivação e parece que sabe como ajustar um carro e passar tudo para a equipe.
    Se eu fosse a McLaren, tinha ficado com a Honda e colocado o Kubica no lugar do Alonso. O Alonso só vale a pena se tiver um carro para disputar o título.

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  6. Não entendo como ninguém pensou no Massa na Toro Rosso.
    Ajudaria no desenvolvimento tanto do Gasly quanto no do motor Honda.
    Quanto ao Kubica, vamos aguardar os testes de pista porque desconfio que a Renault se convenceu que as condições físicas dele não permitem a pilotagem em alto nível durante uma corrida inteira.

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    1. Tanto o Massa quanto o Kubica não fazem sentido para a política de contratação de pilotos da Toro Rosso/Red Bull.

      Kubica só se justifica perante a necessidade de marketing para a Honda e pela possibilidade de, se estiver em boas condições, trazer resultados expressivos ao servir de referência para o Gasly.
      Massa também poderia ser referência para o jovem francês, mas se é para fugir da política de servir de escola para os candidatos a pilotos da Red Bull, que seja com um bom nome e com um potencial maior.

      Um grande abraço do fundo do meu coração vermelho de outubro de 1917,
      Atenágoras Souza Silva.

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