Uma F-1 sem brasileiros no grid?

Então a Fórmula 1 não vai ter brasileiros ano que vem. Certo? A história não é bem essa. Dois profissionais do país já estão por lá faz tempo e não dão sinal de que vão parar por aqui: Ricardo Penteado é o chefe de operações de pista da Renault. E João de Carvalho Souza, mecânico da Williams.

João, ou Joe, como foi apelidado por muita gente dentro da F-1, está há tanto tempo na categoria que o português não está mais na ponta da língua. Também, pudera. O santista entrou no esporte graças a Christian Fittipaldi, com quem já trabalhava desde a época do kart e quem o levou ao paddock em 1994. Além de acompanhar o piloto na equipe Footwork, ele passou também pela Tyrrell, Arrows, Super Aguri e Force India antes de chegar à Williams.

Já Penteado vem de Florianópolis e começou na Renault em 2001. A relação com a empresa começou ainda na graduação na Federal de SC, mas por meio de um programa que a fábrica de Curitiba mantinha com a universidade. Durante seu estágio lá, foi perguntando qual era o caminho para chegar à F-1 como engenheiro de motores.

A indicação foi para uma pós-graduação específica, o que o levou à França e, posteriormente, à operação de motores de F-1 da Renault, o que lhe deu a oportunidade de trabalhar com pilotos como Fernando Alonso, Robert Kubica e Kimi Raikkonen.

Hoje, assim como João o português já está meio enferrujado, com um leve sotaque francês fruto da vida no país com a esposa, também francesa, e os dois filhos. No paddock, é visto com a roupa amarela da equipe Renault, mas tem um papel de supervisão em todas as equipes Renault.

Também é fato que há houve mais profissionais do país na categoria, ainda que, ao mesmo tempo, sejam insistentes os boatos de um retorno da Petrobras, o que poderia causar mais uma “invasão” brasileira. Ao mesmo tempo, assim que foi feito o anúncio da aposentadoria de Massa, os próprios olhos da imprensa se voltaram a quem está mais próximo da F-1, Sergio Sette Camara, que terá em seu segundo ano de F-2 provavelmente a chance de disputar o título ao lado da promessa da McLaren Lando Norris na Carlin, e aos kartistas Gianluca Petecof e Caio Collet, que vêm tendo bons resultados na Europa.

Ao mesmo tempo, a Liberty parece começar a entender a importância dos números do país, ainda líder de audiência com grande sobra no mundo – tem quase o dobro de alcance da segunda colocada, a Itália. Não que sem brasileiro a F-1 não sobreviva, longe disso, mas não há como negar que o esporte já se enraizou no país faz tempo.

9 comentários sobre “Uma F-1 sem brasileiros no grid?

  1. Com a falencia do automobilismo nacional de formula até outros profissionais devem acabar no futuro, na época da F3 sulamericana chegamos até a trazer gente de fora para trabalhar nas melhores equipes.

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  2. Acho o 7 melhor que o Pietro mas não vejo nenhum dos dois com nível para ir além de piloto reserva, vamos ter que esperar a outra geração.

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  3. Lamentavel que por esse “regulamento técnico de elite” não permite que mais equipes de menor porte estejam na F1 e possam dar chances a pilotos novatos mostrarem seu talento.
    Bem que a FIA poderia criar um campeonato paralelo em que equipes menores usando motores e chassis padronizados estivessem na F1 mas só com pilotos novatos.

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