Quem é quem em 2018: Williams

É o ano dele

O que fez em 2017: Foi o carro que menos evoluiu no grid

O que muda para 2018: Menos experiência no cockpit e dinheiro no bolso. Mas o primeiro projeto comandado por Paddy Lowe.

Meta: Manter-se no top 5

Em 2017, foi por pouco: ainda que a tabela do campeonato aponte para uma diferença significativa de pontos, se a Renault não tivesse quebrado tanto, seria difícil para a Williams manter o quinto lugar, algo que já não é muito animador para quem foi terceiro com sobras em 2014.

Neste ano, a tendência é que dois rivais cresçam: a Renault, que vem em franca ascensão depois da reestruturação técnica, e a McLaren, que passa a usar o motor francês. Pelo menos pelo que ambas demonstraram na parte final de 2017, a tendência é que a Williams comece o ano fora da zona de pontos.

A esperança do time é o norte dado pelo diretor técnico Paddy Lowe, que chegou tarde demais ano passado para fazer diferença em termos de projeto. Vindo da Mercedes a peso de ouro, o engenheiro implementou novos sistemas ao longo do ano e é bem verdade que eles não resultaram em um desenvolvimento mais certeiro do carro. Pelo contrário: a Williams viveu a mesma estagnação ao longo da temporada dos últimos anos.

A real influência de Lowe e do aerodinamicista Dirk de Beer – esse destacado por Felipe Massa como alguém de grande valor para o time – é apenas uma das incógnitas. Lance Stroll evoluiu durante 2017, mas seu início foi muito ruim, ou seja, era evidente que a curva de ascensão seria forte. E o russo Sergey Siroktin chega com um currículo pouco invejável – ainda que com mais experiência que o próprio Stroll – em um duelo que pode se tornar o mais “fura bolão” da temporada.

Pelo menos sua contratação melhora a perspectiva de orçamento da equipe, que era inicialmente de perda de 30 milhões em relação a 2017. A contratação de Robert Kubica como reserva parece sensata, uma vez que  a grande valia do polonês desde o acidente tenha sido ajudar no desenvolvimento de diversos tipos de carro, devido a sua capacidade técnica, algo que sempre foi muito destacado pelos engenherios que trabalharam com ele. Ainda assim, ao que tudo indica a Williams terá menos dinheiro para fazer mais do que ano passado para, pelo menos, continuar na mesma em termos de campeonato, ainda mais com a promessa de crescimento de rivais diretos.

8 comentários sobre “Quem é quem em 2018: Williams

  1. A princípio a dupla mais fraca do grid. Vamos aguardar o desempenho do russo e também saber o quanto o Stroll está influenciando a equipe.
    Para mim o Stroll é um piloto abaixo dos outros, como o Ericsson. Vai brincar de F1 enquanto o papai bancar, mas sem grande expressão.
    Mesmo que a equipe faça um bom carro e consiga desenvolvê-lo, vai faltar piloto.
    Espero que a opinião do Dennis se concretize e o Kubica assuma o volante.

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  2. Voto que vai continuar na mesma, LeClerc demonstrou na Ferrari, que um bom trabalho do piloto de desenvolvimento ajuda bastante os pilotos titulares.
    Com Kubica ajudando no desenvolvimento a tendência é que o carro melhore corrida a corrida. Resta saber se os pilotos titulares estarão bem no carro.
    Sirotkin parece ter potencial, mas Stroll não deve evoluir muito mais do que já evoluiu, se o fizer será uma surpresa.
    Então a equipe continua lutando pelas ultimas posições dos pontos com Toro Rosso, Haas e Sauber. Também perde essa quinta posição para Renault e McLaren.
    Aposto R$100,00 nisso!
    Julianne, esse ano poderia colocar um post bolão no blog pros frequentadores se divertirem, seria legal hein!
    Grande abraço a todos!

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  3. Acho que a Williams “vendeu sua alma ao diabo” quando deixou o massa ir. Não porque sou brasileiro, mas porque eles tem essa péssima mania. A equipe é perdida, o desenvolvimento é fraco, falta objetivo, falta compromisso com os pilotos. Trocaram o Rubens pelo Maldonado e seu rio de dinheiro, depois trocam o Massa pois a equipe estava claramente precisando de um piloto que trouxesse dinheiro. O pior é que rios e litros de dinheiro são injetados na equipe, porém ela só piora com o passar dos anos. Depois da divisão da BMW em 2005 ou 2006 se não me engano, a equipe nunca mais teve estrutura para voltar as pistas. Teve bons projetos, como o de 2007, 2008, 2009 e 2010 que eram carros de medianos pra bons, o de 2012 que rendeu uma vitória, mas principalmente o de 2014, que, dadas as devidas circunstâncias, era melhor que a Red Bull.

    Não dá pra entender … algo não encaixa neles nunca. E não acredito que seja exatamente dinheiro o principal solução desse problema. Vamos ver o que o titio Lowe faz na equipe …

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  4. colocam muita fe no sistema do Frank/Head que era desenvolver carros com pilotos mais ou menos para depois partirem ao ataque com gente super bem qualificada. Mas como ja falado ad nauseum mesmo quando tinham dinheiro jogaram tudo fora em projetos triviais.

    Receio mesmo que fiquem para sempre uma equipe mediana ou na melhor das hipoteses algo como terceira fora do mundial, algo muito baixo para quem tem tanta tradicao, titulos e que ja foi a numero 1 por tantas vezes.

    Receio que se torne uma Tyrrel…ainda que o grupo Williams vai bem, obrigado. A equipe de F-1 que pode ser que se torne uma Tyrrel.

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  5. Acho que o Lowe vai fazer uma cópia do Mercedes 2017, o motor já é igual, então pode ser que de alguma surpresa. Na F1 tudo se copia, sempre foi assim.

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