Sessão nostalgia e os 75 anos de tragédias e talentos do Dr. Marko

O hoje todo poderoso consultor da Red Bull Helmut Marko é contemporâneo de outro austríaco famoso, Jochen Rindt, mas sua (curtíssima) história na F-1 começou apenas depois do ex-colega de escola ter se tornado o único campeão póstumo da história da categoria, em 1970. O motivo? O título de Doutor Marko, que não é mera formalidade: o aniversariante do dia 27.04 é doutor em Direito pela Universidade de Graz.

Os estudos atrasaram sua carreira no automobilismo mas, um ano após a morte de Rindt, Marko foi campeão das 24h de Le Mans. Isso lhe rendeu um convite da McLaren, mas ele não conseguiu se classificar para o que seria seu primeiro GP por uma falha na bomba de combustível. Marko, então, tentou a sorte com a BRM, equipe com a qual fez quatro corridas em 1971.

Justamente na prova em que finalmente estava conseguindo mais visibilidade, em 1972, na França, quando tinha se classificado na terceira fila e vinha andando em quinto, uma pedra voou do Lotus de Emerson Fittipaldi e atingiu seu visor, quebrando-o e fazendo com que o piloto perdesse um olho, e nunca mais corresse na F-1.

Isso, no entanto, não encerrou sua carreira no automobilismo e Marko começou a apoiar jovens pilotos austríacos e alemães e passou a ter equipes próprias, primeiro nos protótipos e depois na DTM e fórmula.

Hoje sabemos que ser protegido de Marko é um bom negócio, mas não foi sempre assim: seu primeiros pilotos tiveram fins trágicos. Helmuth Koinigg foi o primeiro deles e morreu no GP dos EUA em 1974. Hans Georg Burger e Markus Hottinger o seguiram e tiveram o mesmo fim em provas de F-2 nos anos 80.

Seu primeiro caso real de sucesso foi com Gerhard Berger, ainda que isso não tenha acabado totalmente com a sina dos pilotos de Marko, que apoiou Karl Wendlinger na F-3, antes do piloto quase morrer e encerrar a carreira na F-1 após um forte acidente em Mônaco em 1994.

Nos anos 90, contudo, ele já tinha a equipe RSN Marko, que colecionou títulos na F-3 e na antiga F3000. Tal time chegou a contar com Juan Pablo Montoya, mas a relação com Marko não durou muito.

Foi em 1999 que começou a relação com a Red Bull, ainda na base. E o primeiro talento recomendado por Marko foi Enrique Bernoldi, o que fez o dono da marca, Mateschitz, cobrar o nome do brasileiro na equipe que então pretendia comprar na F-1, a Sauber, de tal maneira que acabou encerrando a relação com o time, pois Peter Sauber queria um desconhecido Kimi Raikkonen. Mas foi apenas em 2004 que a Red Bull comprou, de fato, uma equipe, a Jaguar. Nesse meio tempo, a empresa já tinha um extenso programa de jovens, com 14 pilotos assinados, e tinha passado o desenvolvimento para o time de um tal de Christian Horner na F3000.

Mas isso significa que Marko deixou de ter importância? O próprio Berger descobriu que não era bem assim. Quando o ex-Ferrari assumiu a Toro Rosso, estava do lado de Vitantonio Liuzzi, enquanto Sebastian Vettel era o protegido de Marko. E quem subiu para a Red Bull? Para muitos, isso explica porque, por exemplo, Marko atacou duramente Mark Webber quando o australiano e Vettel bateram no GP da Turquia de 2010. E Horner, que não é bobo, também ficou no lado do piloto que, na verdade, causou o acidente.

19 comentários sobre “Sessão nostalgia e os 75 anos de tragédias e talentos do Dr. Marko

  1. O problema do Marko nos últimos anos é que ele parece ter perdido o dom para bons pilotos, um bom exemplo é o Kari que até é veloz mas vaca brava que não consegue boas colocações nos campeonatos, enquanto isso os talentos de verdade estão amarados na McLaren, Ferrari e Mercedes, sobre Vettel não dá para comparar um piloto que ganha corrida de Toro com outro que nunca foi na F1 o que se esperava dela.

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    1. Quando Vettel venceu com a Toro Rosso, o carro era uma copia exata da Red Bull, coisa que, logo após, foi proibido pelo regulamento. Hoje não podem existir equipes filhotes, cada uma tem que ter sua fábrica, seu projeto.
      Vettel, apesar de ser talentoso, seus títulos, tem muito a ver com um carro superior aos demais e um companheiro de equipe inferior.

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      1. Cara, chorei de rir quando você diz que “o carro era uma cópia exata da Red Bull.”

        Na época (2008), até então, o máximo que a Red Bull tinha conseguido na Fórmula-1 foram… 3 pódios!!!

        Bom, este link aqui diz quem terminou à frente no mundial de construtores de 2008: http://www.statsf1.com/en/2008.aspx

        O que não se faz para desmerecer um tetracampeão…

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  2. O problema da Turquia é que nenhuma equipe quer que seus levem uma disputa de posição até o limite e o que o Webber queria era que o Vettel não tivesse espaço para buscar a tangencia ideia para fazer a curva e aí recuperar a posição , na época apenas o Burti capitou a intervenção do Webber, nenhuma equipe quer isso, os dois estavam empatados e o Webber estava no seu melhor momento com duas vitórias maiúsculas enquanto o Vettel tentava se recuperar depois que a equipe encontrou o defeito que vinha tirando desempenho do seu carro, era uma briga pela liderança da equipe, Vettel sabia que não poderia dá moleza e Webber tinha consciência que era sua última chance e que quanto mais experiente menos oportunidades teria de bater seu companheiro de equipe como acabou acontecendo, nesse cenário seria melhor bater do que ficar para trás, a prova final do ano foi a pá de cal em cima dessa disputa.

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  3. A BBC fez ótima matéria sobre o acidente mostrando câmera lenta de ambos os carros , primeiro a surpresa do Webber que esperava o ataque pelo outro lado, quando percebeu o Vettel pela sua esquerda já não dava para fechar a porta sem provocar um acidente, daí foi o jogo duro com o Vettel se esgueirando por um espaço que cabia seu carro e mais nada concentrado em evitar o toque, num momento que os carros se aproximam demais ele chega a colocar a roda na terra, Webber totalmente concentrado em não dar o mínimo espaço, sem apertar mais sem aliviar mesmo com o avanço cada vez maior do carro do Vettel, passada a linha de chegada o que é muito mais longe que uma disputa costuma ir o Webber começa a ir para a direita mas sem muita pressa e o Vettel acompanha já à frente, nesses momentos finais o Vettel está quase totalmente à frente de olho nos retrovisores quando faz o movimento para ir mais a direita e toca a lateral traseira com a roda dianteira e depois as rodas prendem provocando a rodada, como comparação a ultrapassagem de Hamilton sobre Clock na GP2 em 2006, Hamilton forçou a barra para colocar por dentro no início da reta, Coock tentou espremer obrigando Hamilton a ir no limite da pista, a partir daí o Clock para de espremer e vai para direita buscar a tangencia da curva e da espaço para Hamilton fazer o mesmo , e mesmo estando no canto da pista na freada ao contrário das Red Bull que estavam ainda no meio da pista e quase lado a lado o Hamilton ainda da um empurrãozinho para buscar mais espaço para fazer a curva na trajetória ideia, mesmo jogando duro o Clock sobe jogar a toalha o que não foi o caso do Webber.

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  4. Oi Antonio!
    Pouquíssimos, pouquíssimos pilotos foram campeões mundias de F1 com carro inferior, se for o caso, os últimos três títulos do Hamilton não valem de nada e nesse caso ele é ainda menos piloto que o Vettel, já que Seb nunca foi batido pelo Webber e Lewis foi batido pelo Nico no último ano.
    Então melhor ir parando com essa historinha do Sebastião Vettel ser menos piloto que os outros, nesse caso o Luís Amilton é que seria menos piloto do que ele.
    😉
    Ter o melhor carro não é pecado, é capacidade, nunca se verá um piloto medíocre em equipe de ponta.
    Oi Eduardo!
    Em sua biografia, ou em uma entrevista, não lembro ao certo, o Mark Webber disse que esse lance do carro do Sebastian Vettel ter um problema era historinha pra boi dormir. O Cristian Horner teria inventado isso para recuperar o psicológico e a moral do alemão, que estava entrando em parafuso por estar sendo constantemente batido pelo australiano.
    Se e verdade ou não são outros 500, mas foi o que ele disse.
    Esse lance da Toro Rosso e RedBull idênticas na realidade era uma regra que estava sendo burlada, o Mateschitz (escrevi certo?) estava dando o migué de que o Newey assinava os carros para o grupo RedBull, que controlava as duas equipes, aí o presindente da FIA na época (não lembro quem) e o Charlie Witing esfregaram o regulamento na cara dele. O regulamento diz que cada equipe deve ser responsável pelo próprio carro. Aí acabou o migué dele.
    Putz Julianne!
    Era uma péssima sina ser agenciado pelo Dr. Helmut Marko hein! Haja coragem dos agenciados por ele e persistência dele próprio para não desistir depois de tantas tragédias sucessivas.
    Grande abraço a todos do Blog!

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    1. Boa noite Nato,
      Vettel é um ótimo piloto, mas tetra campeão, acredito ser exagerado, fruto de talento, claro, mas muita sorte, também. Quando Ricciardo dividiu com Sebastian a RED BULL, o alemão tomou um charutasso, três vitórias do australiano, contra nenhuma de Vettel.
      Hamilton, estreou na F1, na Maclaren de Alonso, levou o espanhol a loucura, a ponto de brigar com a equipe e ir correndo para Ferrari.
      Veja o desempenho de Vettel e Hamilton na chuva, o ingles é nitidamente superior.

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      1. Estou com o Nato nessa. Tentando me lembrar aqui de 2017 ate 1970, talvez o unico campeao com um carro inferior a competicao foi o Prost em 86 e ainda porque a Williams aprontou aquela palhacada toda (ainda que eles ganharam o titulo de construtores, algo que valia mais ao Sir Frank que o campeonato de pilotos). Rosberg ganhou em 82 mas aquele ano foi bem estranho.

        Eu ainda acho o Alonso melhor que o Schumacher. Acho, chute, mas ainda assim o Alonso nunca mais ganhou sem aquele carrao da renault. Ficou no quase 2 x na Ferrari. Campeao precisa de carro vencedor.

        E Antonio, a sorte acontece para aqueles que estao preparados para te-la…

        Parece que o Ricciardo esta indo para Ferrari. Tomara, dai vamos ver se o Vettel mais animado do que em 2014 acaba com a impressao que ele nao pode com o Ricciardo. Ate aqui os numeros sao totalmente pro-Ricciardo.

        SDS

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    2. Nato Velloso e Plow King, ressalvo tambem que em 1991, nao fosse o excelente começo de ano e inúmeras trapalhadas de mansell Ayrton da Silva, o Senna nao teria sido campeão seu carro era inferior (aos Fw33 eu creio).
      Em 1980 o williams de Allan Jones nao era o que se podia ddizer, superior.
      E ainda, sabido é que o finlandês da linha vermelha, e último campeão com eles, tinha o 4° melhor em 2007. Não fosse os entreveros entre Fernando e Lewis…
      Mas de Senna pra cá a capacidade de se “ordenhar pedra” diminuiu drasticamente.

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  5. Difícil dizer quem é ou foi o melhor. Nem no futebol e no basquete existe uma total unanimidade. O melhor é quem foi campeão em cada ano, independente de ter o melhor carro ou não. Se bem que ninguém é campeão com um carro ruim. Geralmente os melhores pilotos estão não melhores carros, porque conseguem explorar quase todo potencial do carro. O resto é preferência de cada um. Só acho que todo campeão deve ser respeitado. Todo grande piloto, mesmo sem título, também deve ser respeitado. A maioria dos que chegam na F1 são pilotos acima da média. Mas poucos tem o talento e as oportunidades de serem campeões.

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  6. Deixa eu ver se eu entendi direito.
    O post é sobre o Dr. Helmut Marko, ou sobre esse eterno Fla x Flu de quem é melhor que quem?
    Foco pessoal!!!
    Sobre o Marko, que história.
    Que sina sinistra.
    Mas também é fruto de uma época em que pilotos morriam feito moscas.
    Época que moldou a imagem do esporte a motor como uma coisa perigosissíma.

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    1. Jefferson, eu tenho um amigo que he contemporaneo do Moss. Imagina a idade dele. E ele tambem era piloto amador…jornalista, etc. Ele me descreveu o tanto que o cara era bom e infelizmente nao ganhou um titulo. Maior injustica da historia, segundo ele. Esse amigo esta meio velho e estava para escrever um artigo de despedida do Moss num website ingles…fica atento, que o Mike Lawrence sabe tudo de historia de corridas.

      Em relacao a comparacoes, they’re fun! As vezes o povo se pega de pau tentando adivinhar quem ganharia no saibro, Nadal ou Borg, na grama Sampras ou Federer (os dois no auge)…ou ate no xadrez (Fischer ou Kasparov?) ou Fischer E Kasparov contra Big Blue II)…. sao coisas que conectam as pessoas, conectam as conversas e encontros.

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      1. Amigo Plow, o automobilismo é ingrato com muitos pilotos e generoso demais com outros, um esporte onde o equipamento usado, suplanta talento. Como se no tenis, as raquetes fossem diferentes, o campeão estaria competindo com a raquete 01 kg mais leve que os demais.
        Caro Felipe, apesar da discussão, sobre Sebastian, ter fugido ao tema do post, acendeu a galera.
        Will, exagerei no termo cópia exata, até porque usavam motores diferentes, compartilhavam soluções técnicas, aerodinamicas etc.. a Red Bull participava com Renaut, a Toro Rosso do Vettel apresentou uma pequena vantagem, pois os motores Ferrari empurravam mais que o engenho frances.
        Alexandre, não estou menospresando o Sebastian, repito, é um grande piloto, só que no grid hoje, Ricciardo é superior, provou isso quando dividiram a mesma equipe, Hamilton, tetra com todas as honras, enfrentou pedreiras como Alonso no mesmo time, Button e um excelente Nico Rosberg, bem diferentes de Webber e um Kimi decadente. Versttapen também superaria Vettel.

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      2. Cara, me sinto um privilegiado só de ler suas palavras!
        Imagino o quão orgulhoso voce deve ser por ter esse amigo em comum com um dos maiores pilotos do automobilismo!
        Infelizmente esses tipos de informaçhão dificilmente chega até nós,
        salvo que a Julianne ou o Paulo Alexandre Teixeira nos brindem!
        Eu ainda nao falo outro idioma que, no caso da velocidade seria o inglês, isso dificulta um pouco. Mas sou um fã incondicional da historia do automobilismo!
        Agradeço a consideração e a referencia e mais ainda caso compartilhe assim que saia a publicação.

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  7. Oi Felipe!
    A polêmica acabou surgindo e o pessoal se animou com ela, bom que todos colocaram os pontos de vista sempre respeitando o próximo, assim acaba sendo saudável. Para fugir à polêmica vou colocar uma curiosidade que tem a ver com o post e que descobri essa semana com um amigo aficcionado por gladiadores romanos medievais:
    Em Roma, os “donos” dos gladiadores não gostavam que eles morressem nas batalhas, pois era dinheiro perdido e portanto, as lutas até a morte eram raríssimas.
    Uma pesquisa de um cara mostrou que a quantidade de mortes entre gladiadores é a mesma proporção de mortes de pilotos do automobilismo.
    Incrível pensar nisso, mostra bem como o esporte é perigoso, mas não fosse essa emoção o que seriam das corridas não é mesmo? O automobilismo se fez assim, homens corajosos que desafiam a senhora morte.
    Aproveitando a deixa, Julianne com a aposentadoria da Piloto Danika Patrick, temos alguma chance de ver um post sobre as meninas no automobilismo? Ou sobre a carreira da futura aposentada?
    Grande abraço a todos do Blog!

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    1. Clap clap clap (som de palmas ou algo próximo disso)
      Eis um comentário análogo ao tema do post.
      Não queria nem quero ser o chato.
      Até por não ser o dono do pedaço.
      Mas é porque em boa parte das vezes independente do assunto…a coisa recai nos mesmos debates.
      Pareçe que estão discutindo o sexo dos anjos se me entendem.

      Abraços cordiais a todos!

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  8. Acompanho praticamente todas as provas desde 1987 , portanto darei minha opinião sobre o debate dos comentários acima sobre quem foi campeão com um carro inferior .
    Em 1991 o carro de Ayrton foi inferior às Williams na maioria das pistas principalmente na segunda metade do ano.
    Em 1994 apesar de todos os esforços lícitos e ilícitos a Benetton de Schumacher ainda era inferior às Williams.
    Em 1995 e 1996 apesar do domínio avassalador de Schumacher sempre tive a impressão de que o que faltava as Williams eram pilotos.
    Em 2000 mesmo sendo o começo do domínio ferrarista se analisarmos toda temporada encontraremos uma McLaren mais forte que a Ferrari.
    Em 2005 as Mclarens eram muito superiores a Renault de Fernando Alonso.
    Em 2006 tbm considero que a Ferrari num contexto geral possuía mais carro que a Renault.
    Em 2008 o carro da Ferrari era sim muito superior ao da McLaren.
    Gostaria de destacar as temporadas de Schumacher em 1992 em seu primeiro ano completo ficando a frente de Senna.
    Senna em 1993 ganhando 5 corridas contra 7 de Prost.
    Schumacher em 96 , 97 e 98 visivelmente andando mto mais que o carro disputando de forma heróica dois campeonatos na última corrida.
    Hamilton em 2007 que só não foi campeão por falta de sorte e cabeça fria.
    Alonso em 2010 e 2011 lutando pelo título com uma Ferrari que ao meu ver era a terceira força em ambas temporadas atrás de Redbull e McLaren
    Ricciardo em 2014 arrasando nada menos que Vettel e vencendo três corridas.
    Vettel ano passado pois nunca vi a Ferrari num patamar superior a Mercedes exceto uma ou outra corrida.

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