Viajando para o GP

GP da França ao vivo: Turistando na F1

Como é curtir o GP da França ao vivo: as vistas serão deslumbrantes e o vinho também
Foto: Julianne Cerasoli

A organização está trabalhando duro para tornar a experiência de ver o GP da França ao vivo melhor, mas eles têm um problema crônico de acesso. Então, aquela ideia de ver uma sessão na pista e voltar para uma casa alugada com vista para vinhedos consumindo produtos locais pode virar algumas horas de trânsito parando para comer o que der no meio do caminho, até porque tudo fecha cedo. E francês que é francês não vai alterar sua rotina só porque há algumas milhares de pessoas famintas em um evento por perto.

Por isso, é importante saber os macetes de Paul Ricard antes de cair em uma cilada do tipo hospedar-se em Marselha, que é longe, e torcer pelo melhor.

Compre ingresso para: general admission

Como não há nenhuma arquibancada que se destaque e o ingresso de general adminission dá direito a optar por várias áreas, inclusive na chicane da mistral e na entrada da reta principal, este ingresso mais barato pode ser uma boa opção. Assim como em Silverstone, as arquibancadas acabam ficando distantes da pista, a não ser na reta principal, cujos ingressos, é claro, são mais caros.

Hospede-se: na costa

Sanary-sur-Mer Foto: Julianne Cerasoli

Toulon é a cidade maiorzinha mais próxima, mas há várias opções de lugares menores e bem mais charmosos. A dica é ficar na direção da rodovia DN8, pois é ela que será aberta ao público. A que chega a oeste do circuito é reservada para carros credenciados.

Vá de: transporte da organização

A grande preocupação da volta do GP da França especificamente em Paul Ricard é o trânsito, pois existe apenas uma única via de acesso. Então o ideal é utilizar o sistema de vans da própria organização, com paradas nas principais cidades das redondezas. É melhor do que ser um carro a mais aumentando o trânsito, lembrando que a estação de trem mais próxima fica a 20km da pista.

Não perca: as praias

Você estará em uma região conhecida pelo belo visual do mar em pleno verão europeu. Não precisa falar mais nada, não? Tudo bem que às vezes as praias dessa região desapontam brasileiros porque nem sempre são de areia, mas o azul do mar compensa. Um lugar que recomendo fortemente é Cassis, onde dá para fazer trilhas por penhascos e piscinas naturais.

Não é por acaso que Cassis é famosa. Foto: Julianne Cerasoli

Combine com: Mônaco

Para a viagem de F1 ficar completa, por que não dar um pulinho no Principado? Há outras opções interessantes também, como visitar o deslumbrante Parque Nacional do Verdon ou mesmo aproveitar um stopover em Paris. Opções na Provance mesmo, é claro, também não faltam.

Quanto fica ver o GP da França ao vivo?

São 185 dólares do ingresso para o general admission. Na hospedagem, para dá gastar menos de 350 (lembrando que economizar para ficar em um lugar fora de mão ou longe vai sair caro em termos de curtir a experiência. E as passagens saindo de São Paulo em julho, ou seja, em pleno verão europeu, o que encarece bastante, por volta de 900 dólares (havendo a opção de ir a Paris e pegar um trem ou voar para Marselha, Toulon ou mesmo Nice). É um GP que vai ficar acima de 1500 dólares.

Vale a pena ver o GP da França ao vivo?

Ninguém precisa de uma desculpa para visitar esta parte do mundo. Dito isso, a Fórmula 1 é uma ótima desculpa para visitar esta parte do mundo. É só se atentar para a questão do transporte que certamente será uma experiência positiva.

3 comentários em “GP da França ao vivo: Turistando na F1”

  1. Olá Ju; apenas complementando sobre o GP em Paul Ricard (e a quem interessar para próximas ediçoes da corrida lá, caso permaneça o GP da França… espero que sim.):
    – o ingresso de admissão geral (GA) foram todos vendidos, e há duas semanas o preço mostrado no site oficial era de 205 euros, mas 3 meses atrás custavam 145 euros para os 3 dias do evento, e havia só para o domingo por 138 euros (isto sempre no site oficial do GP da França). Recomendável portanto adquirir ingressos com pelo menos 3 meses de antecedência.
    – a área da curva St-Baume é legal porque se poderá ver o trajeto que aparece na foto que abre este post e os carros entrando e pisando fundo ao entrarem na grande reta Mistral; porém talvez nao dê pra ver a freada para a primeira curva depois da largada, talvez as árvores naquele ‘mini-bosque’ no meio impeçam essa visão (a curva 1 está na foto acima à direita, já a St-Baume nao aparece aí, está logo à esquerda, antes do inicio da grande reta que se vê na parte de cima da imagem).
    – quando chequei o site da corrida 3 meses atrás, havia também nessa parte da pista uma pequena área de Admissão Geral (portanto sem assentos, na grama provavelmente) entre duas arquibancadas.
    – outro ponto legal da pista, e que tem somente espaço ‘Geral’, sem arquibancadas levantadas ali (ao menos era assim meses atrás, nao sei se isso mudou) é a curva Signes (e a seguinte) , de alta velocidade ao fim da reta Mistral – o ponto oposto à St-Baume, no layout do circuito.
    – meses atrás havia também várias ofertas de hospedagem em casas particulares, algumas em sítios, outras em casas de veraneio na praia – daí haverá a necessidade de alugar carro, não para ir ao circuito mas para ir a mercados e fazer outros passeios. Acesso ao circuito há de ser feito pelo que for disponibilizado pela organizaçao do evento, como aponta a Julianne. Os preços dessas locaçoes de casas eram bem razoáveis, então será bom fazer com alguns meses de antecedência, claro.

  2. Posso te confirmar que em Montréal tb existe essa opção de comprar um ingresso q dá direito a 3 arquibancadas diferentes, uma para cada dia. Um ingresso mais caro, dá direito aos lugares mais tops perto do grid. A outra opção mais barata fica perto das chicanes É do grampo no lado oposto do circuito.

Deixe uma resposta