Turistando na F-1 e a melhor dobradinha da Europa

São três as dobradinhas – contando a rodada tripla – na fase europeia da temporada, mas se tivesse de indicar uma para ser feita como torcedor, seria Alemanha e Hungria. Isso, até pelas distâncias razoáveis de serem feitas de trem ou carro (tendo a simpática Viena como parada estratégica no meio do caminho) e porque no final você chega em uma das capitais mais bonitas da Europa (está no meu top 3). Sim, Bélgica e Monza é uma dobradinha mais raiz, mas é um percurso bem mais complicado com transporte público, e mais caro e longo de ser feito de carro, já que você teria que cortar a Suíça. Mas essa é uma história para o post lá do final de agosto. Agora vamos de Alemanha e Hungria.

 

GP da Alemanha

Compre ingresso para: general admission

As arquibancadas em Hockenheim são limitadas e estão basicamente no antigo estádio e na reta principal. Tendo isso em vista, e já que o general admission dá direito a ficar na parte de dentro do hairpin do estádio e é muito mais barato que os ingressos de arquibancada, essa é a melhor opção.

Hospede-se em: Heidelberg

Nem precisa de muita explicação: você estará em uma das mais belas cidades da Alemanha, que guarda ainda um quê medieval em seu centro – algo raro no país por conta das sucessivas guerras – e a 20min de carro da pista.

Vá de: transporte público

As vias ficam muito congestionadas e o estacionamento está a 20min andando da arquibancada. Ao invés desse perrengue, opte por pegar trem até Hockenheim e, de lá, haverá ônibus para o circuito.

Não perca: Museu da Mercedes

Ele fica a 1h30 da pista, não é tão perto assim. Mas é o museu da Mercedes, em Stuttgart. A cidade, aliás, também abriga o museu da Porsche. Achou muito longe? Um passeio que achei muito legal foi conhecer a cidade natal de Vettel, Heppenheim, que fica a 45min da pista. Só de sentar para tomar um chá na praça dá para entender muito sobre o tetracampeão.

Combine com: tour na Bavaria

Nuremberg, Munique e a região dos alpes, onde ficam castelos que são dois cartões-postais da Alemanha – Neuschwanstein e Hohenschwangau – não estão apenas razoavelmente perto de Hockenheim, como também no caminho para Budapeste.

Quanto fica? O melhor caminho para o GP da Alemanha é voando via Frankfurt, por 4500 reais (essa é a época cara de ir para a Europa por conta do verão). Os ingressos para GA são 600 reais e a hospedagem em Heidelberg sai em torno de 1400 para dois, então dá para calcular 8 mil de gastos.

GP da Hungria

Compre ingresso para: a freada da curva 1 (Gold)

Não há muitas opções de arquibancadas em Budapeste, e não costumam haver muitas ultrapassagens. Então quem tem maior chance de ver algo estará sentado nesta arquibancada, que sai por pouco menos de 1000 reais. Salgado? O GA é pouco menos de 400 e fica em uma parte mais alta, então pode ter boa visão. Mas prepare-se para chegar cedo porque os finlandeses costumam invadir Budapeste – e neste ano certamente terão a companhia dos poloneses, além dos holandeses, que estão em todas.

Hospede-se em: Budapeste

Há a possibilidade de ficar em campings nos arredores da pista, mas com uma cidade tão vibrante a menos de 20min de distância, melhor buscar um hotel no centro e curtir a capital húngara.

Vá de: táxi ou carro alugado

É possível chegar de transporte público na pista, mas vai demorar algo em torno de 1h30 com direito a uma caminhada de 30min que vão parecer 3h em um calor sempre (bem) acima dos 30 graus.

Não perca: a noite de Budapeste

É preciso ver para entender direito: Budapeste é uma cidade com vocação baladeira e os baixos preços atraem viajantes de todo o mundo, o que acaba gerando um clima gostoso e desencanado, com bares e baladas surgindo em meio a fábricas desativadas e sem qualquer frescura.

Combine com: Polônia

É verdade que a combinação tradicional é com Praga – ainda que eu ache que quem for primeiro para Budapeste e depois para lá vai acabar se decepcionando com a capital checa, mas a Polônia pode ser surpreendente, especialmente Cracóvia. E certamente será barato pois, assim como a Hungria, a terra de Robert Kubica não adotou o euro e tem um custo de vida bem mais baixo.

Quanto fica? A passagem para Budapeste saindo do Brasil é salgada, 5000 reais em pleno verão europeu, mas os gastos na cidade compensam em parte, pois com 1000 reais você consegue se hospedar bem.

Um comentário sobre “Turistando na F-1 e a melhor dobradinha da Europa

  1. Gosto do seu blog por esse tipo de reportagen que envolvem o entorno da F1 . Me lembra quando eu era criança e comprava a GRID. Mal podia esperar ela chegar na banca pra devorar tudo sobre Formula 1.Seu blog me traz um pouco dessa sensação de volta. Parabéns !!!

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