Turistando na F-1 entre cerveja, pasta e tradição

Já falei como estes dois GPs são bem diferentes entre si aqui e aqui. Mas fazer os dois juntos pode ser uma experiência interessante, incluindo até uma bela road trip no meio!

GP da Bélgica

Compre ingresso para: general admission ou Gold 8

Aí vai depender da sua disposição de encarar as ladeiras, longas distâncias e o clima imprevisível da floresta das Ardenhas: o general admission do GP da Bélgica dá um acesso muito bom, tem um preço bem razoável (menos de 600 reais) mas também exige muita disposição. Se for de arquibancada, escolha uma coberta e se proteja do sol, que pode ser bem forte, ou da chuva, que também não costuma vir em conta-gotas. A melhor delas é na frente da La Source, mas custa mais de 2.000 reais.

Hospede-se em: camping ou cidade próxima

Outra vez, depende da experiência: se a Áustria já é cheia de holandeses, o GP da Bélgica é completamente lotado e a opção de alugar um motorhome e ficar no camping, indo a pé para a pista, certamente será mais complicada do que no Red Bull Ring, até pelas distâncias, que serão maiores de qualquer jeito. Então uma opção mais confortável é ficar em alguma das cidades próximas.

Vá de: carro

O GP da Bélgica é um em que compensa alugar um carro. Primeiro porque, chegando do Brasil, o aeroporto mais cômodo seria de Bruxelas, que fica a 140km da pista, e depois a ida à pista sem carro exigiria a combinação trem + ônibus + caminhada e só o caminho do ônibus da estação mais próxima, de Viviers, leva 45 minutos. Mas é bom lembrar que é possível chegar lá com transporte público.

Não perca: as cervejas

Imagine fazer um tour de cervejas trapistas? Entendedores entenderão. E se não for na Bélgica, onde mais?

Combine com: qualquer direção está valendo

Pensando em uma viagem de carro, dá para esticar ao sul para Luxemburgo, ao leste para Colônia, na Alemanha, ao norte para a Holanda ou mesmo conhecer as belas cidades belgas de Bruges e Ghent.

Quanto fica? O voo para Bruxelas sai por 3.500 reais e o restante dos custos fica por conta da opção de ingresso – de 600 a 2.000 – acomodação, que não é cara por lá, pois muitos moradores alugam casas espaçosas na região por menos de 600 reais por pessoa e o aluguel do carro por cerca de 500 reais. Então dá para ver o GP da Bélgica por cerca de 6.000 reais.

GP da Itália

Compre ingresso para: Alta Velocità 6c

Já que é para ver um dos GPs mais tradicionais da temporada, que seja em um lugar onde muita coisa acontece: essa arquibancada é cara, quase 2 mil reais, mas tem a visão da primeira chicane e, de quebra, fica logo à frente do velho oval.

Hospede-se em: Milão

Pode ser difícil encontrar hospedagem em Monza, então a solução de ficar em Milão dá mais flexibilidade em termos de preço e não complica muito a logística.

Vá de: transporte público

Se a opção for mesmo ficar em Milão, as conexões de trem para Monza são frequentes e há um serviço de ônibus, por 4 euros ida e volta, da estação até a pista.

Não perca: o velho oval de Monza

Especialmente sábado e domingo os seguranças tentam impedir que se ande nessa parte histórica da F-1, mas geralmente o que sobrou do velho oval é de livre acesso ao público, uma vez que o circuito está dentro de um parque municipal. Então tente ir um pouco antes ou um pouco depois da prova e me mande vídeos tentando subir até o topo da pista, por favor!

Combine com: lagos Garda, Maggiore ou Como

Esqueça a fria Milão e vá mais ao norte, perto da fronteira com a Suíça. Todos os três lagos são belíssimos. O de Como é o mais famoso até pela facilidade de se chegar por lá de trem de Milão (e de Monza também), mas há quem diga que o Garda é o mais bonito…

Quanto fica? A passagem para Milão sai por 3.000 reais. Hospedagem e transporte, uns 1.500, ingresso 2.000. Pode ir separando uns 8.000 para curtir o GP da Itália saindo do Brasil – até porque você vai querer comer bem por lá.

2 comentários sobre “Turistando na F-1 entre cerveja, pasta e tradição

  1. Olá Julianne!
    Adoro o turistando e só vou anotando as dicas para quando resolver assistir a algum GP fora do país, embora esteja difícil conseguir a$$istir um por aqui mesmo.
    Rs
    Gostaria de aproveitar para fazer duas perguntas fora do contexto do turistando, caso não se incomode:
    01. Como ficou os bastidores do GP com o Fernando Alonso dizendo aos quatro ventos que teve duas propostas da Red Bull esse ano?
    02. Como anda o Paddock com essa situação da Force India? Li que o Karun Chandok teria soltado de forma extra oficial que em Singapura o Lance já estará por lá e que Kubica assume a Williams. Ocon estaria na McLaren e Vandoorne a pé (e talvez fique com a vaga do contestado Grosjean). Como se desenrola essa situação?
    Grande beijo e bom trabalho
    Um gtande abraço a todos do blog!

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  2. – um ingresso que também pode valer o gasto é o da arquibancada em frente à descida em direção à Eau Rouge, mas de concreto e descoberta – então tem que levar chapéu/boné por causa do Sol forte e capa por causa da chuva, como disse a Julianne é muito provável as duas condiçoes durante o weekend ou até num mesmo dia. Por ser descoberta é categoria Silver, preço entre a Gold e a Bronze (esta a denominação da General Admission). Atrás dessa arquibancada fica o amplo pátio com os estandes de produtos de merchandising das equipes e alguns quiosques de lanches e bebidas. Do alto dessa arquibancada certamente se poderá ver os carros fazendo a Eau Rouge sem nenhuma grade ou tela na frente, e, claro, se pode caminhar pelos caminhos no interno do circuito que é para qualquer tipo de ingresso.
    – e duas sugestões de turismo na região: há um museu contando a história do circuito na cidade de Stavelot – uma das que formavam o ‘triângulo’ da pista de estradas original – com uma pequena mas espetacular coleção de carros de corrida: um Porsche 917 da equipe Gulf-Wyer que foi pilotado pelo magnífico piloto Pedro Rodriguez e alguns bólidos de todas as épocas dos Grands Prix (o circuito existe há mais de 90 anos !…). Fica no subsolo de um antigo prédio público que agora é um centro cultural e de lazer da cidade. E se pode visitar na segunda-feira, no dia seguinte à corrida.
    – em Stavelot também utilizei bastante o supermercado lá para comprar comida quando estive hospedado num albergue ou em moradia. Eu e boa parte dos acampantes no evento, lotado ficava…
    – e em Malmedy há um muito bom albergue chamado “auberge de jeunesse hautes-fagnes” – este nome é o da região ali, junto à fronteira com Alemanha e onde há trilhas para caminhada e para bicicross. O detalhe importante é checar a disponibilidade (é hospedagem relativamente barata, com quartos de 2 beliches) e, antes de tudo, se o weekend do GP não coincide com a ‘semana de férias’ do albergue, quando simplesmente fica fechado.

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