Drops do GP da Bélgica e a impagável Claire Williams

O paddock da F1 voltou agitado das “férias”, com tantos movimentos no mercado de pilotos. A próxima peça que deve se encaixar é Raikkonen, que estava fora do time há dois meses, e agora tem grandes chances de renovar, muito em função de sua popularidade com o lado do marketing ferrarista. Com isso, o nome de Leclerc começou a ser associado com a Haas.

 

Essa informação vem de um jornalista que praticamente vive dentro da Sauber, mas é estranha pela maneira como Gene Haas gere seu time. A única lógica seria a vontade da Ferrari de promover Giovinazzi. A Sauber poderia, inclusive, mudar os dois pilotos, já que Fred Vasseur está de olho na dança da cadeira. Ele gosta muito de Vandoorne e vê Grosjean como melhor que Ericsson. Assim que um deles estiver no mercado, vai tentar convencer os acionistas (inclusive os suecos).

 

Outra discussão é em relação ao futuro da Force India. Lawrence Stroll quer colocar seu filho na equipe que acabou de comprar, mas isso depende de uma vaga ser assegurada para Ocon. A vontade de Toto Wolff é colocá-lo na McLaren, mas parece que o contrato de Vandoorne está bem amarrado.

 

Falando em McLaren, conversei com Gil de Ferran sobre o futuro do time. Ele deixou claro que Vandoorne e Norris não são as únicas opções e disse algo interessante: que a relação de Alonso com a McLaren está sendo negociada. Ou seja, é possível que sua associação com a equipe não continue dependendo do que ele escolher fazer ano que vem.

 

Voltando à Force India, Renault, McLaren e Williams voltaram atrás e liberaram o dinheiro da premiação para a equipe. Como tudo na F-1, claro que isso teve um preço: a continuidade do nome Force India. Por que os rivais se importariam com isso? Na prática, essa manutenção dificulta que o time se torne uma Mercedes B, já que os alemães não querem uma associação com a marca de Mallya.

 

Essa questão das equipes B tem dado o que falar nos bastidores, especialmente pela estrutura que a Ferrari acabou criando com Haas e Sauber. Na prática, eles estão sendo usados como fonte de pesquisa e desenvolvimento, que é limitado por regulamento.

 

Mas não é uma discussão simples. O projeto da Haas, que gastou muito menos que outras que entraram no esporte – e teve resultados muito melhores – indica o caminho do futuro para novos times. E se essa possibilidade for cortada a própria saúde do esporte.

 

Mas eu não poderia falar do GP da Bélgica sem citar uma das melhores noites do ano: o pub quiz da Williams, apresentado pela impagável Claire Williams e seu senso de humor – e os shots que ela obriga todo mundo a tomar pelos mais variados motivos. Houve vários momentos impagáveis. Claire “puniu” alguns jornalistas com shots e o “cantinho da travessura” por terem criticado a equipe. Mas ela não sabia onde colocar a cara quando a cadeira em que o apresentador da Sky britânica estava simplesmente quebrou do nada. Usando as pernas da cadeira como se fossem antenas, Damon Hill perguntou: “Foi Paddy Lowe quem desenhou isso aqui?”

 

Mas o melhor foi que Lawrence Stroll apareceu por lá, sem saber o que estava acontecendo. Vi o olhar de desespero do bilionário quando estávamos todos pedindo para ele tomar um shot e ele viu as opções – Sambuca, vodka Absolut e Jaggermeister – e disse “eu não vou beber ISSO!”. Mas não teve saída. Acho que foi a primeira vez que o vi sorrindo.

 

Ok, talvez isso não tenha sido o melhor, mas sim a vitória do nosso grupo. É o segundo quiz que ganho em dois GPs!

13 comentários sobre “Drops do GP da Bélgica e a impagável Claire Williams

  1. Obrigado por compartilhar os bastidores! Aproveitando, como que você vê a agenda de possíveis punições dos dois postulantes ao título? Pode ser decisiva na briga pelo título? Mais uma vez obrigado

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  2. Olá Julianne!
    O quiz é sobre assuntos gerais ou temas da F1?
    Essa questão das equipes satélites na F1 dá o que falar mesmo, muito mais oor ser um campeonato de construtores do que de pilotos, na motoGP, um campeonato realmente de pilotos, há as mais diversas equipes satélites (acho que todas as grandes tem uma) e nunca vi reclamação. Culpa da Red Bull que colocou a Toro Rosso pra alinhar no grid (e se a memória está certa, antes mesmo da equipe principal). Agora todas as grandes equipes querem faxer igual e num campeonato aonde só se tem 10 times, isso fica complicado.
    Está na hora dos donos da F1 tomaren uma decisão, ou aumenta o número de tines e libera as equipes satélites ou acaba de vez com as equipes satélites.
    P.S.: Ninguém fala de como a Red Bull usou a Toro Rosso como laboratório pros motores Honda esse ano.
    Grande abraço a todos do blog!

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  3. O Ico estava no seu time, desta vez?

    Um grande abraço do fundo do meu coração vermelho de outubro de 1917,
    Atenágoras Souza Silva.

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    1. Grande Ico, Luiz Fernando Ramos, grandemente conhecido aqui pelas bandas da PUC, rua Cardoso de Almeida, muitas histórias, um mito!

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  4. Inacreditável é a Williams fazer outro leilão com a vaga do Stroll, onde mazepin é o favorito. Eu se fosse o kubica ia pra casa.

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