A casa loro

“Fique ao lado de Lewis por toda a volta. Vamos fazer isso para nossos companheiros italianos.” A instrução dada a Valtteri Bottas na volta de retorno aos boxes após o final do GP da Itália dá a medida do tamanho da conquista da Mercedes e de Lewis Hamilton neste domingo. Mesmo depois do inglês vencer e do pódio do finlandês garantir 10 pontos a mais que a Scuderia, eles seguiam falando como encararam a prova como daquelas em que limitar os danos seria uma vitória. Não por acaso, o resultado foi tratado como muito mais do que a pontuação de ambos os campeonatos podem computar.

Mas como foi possível ganhar a prova em um circuito no qual tudo levava a crer que o ritmo da Ferrari seria imbatível? Primeiramente, há as respostas mais óbvias: Vettel colecionou mais um erro no que tem sido sua pior temporada desde 2014, e Hamilton fez, em Raikkonen, mais uma de suas manobras cirúrgicas e indefensáveis.

Mas esses dois lances não são suficientes para contar a história deste GP da Itália. O crucial foi a maneira como Raikkonen não conseguiu escapar de Hamilton em nenhum momento. Parte da resposta está no grande trabalho de Valtteri Bottas, que não só segurou o compatriota mesmo com pneus supermacios com mais de 35 voltas – e tendo seguido Verstappen de perto, ou seja, com todos os motivos para estar forçando com sua borracha, por toda a primeira parte da prova – como também ajudou a deixar os pneus do rival em péssimo estado no final.

A ajuda de Bottas foi importante em um momento crucial, quando a Mercedes viu que não conseguiria passar Raikkonen se Hamilton parasse, mantendo-o na pista tempo suficiente para criar uma diferença significativa entre os pneus no final. E essa decisão só foi tomada porque eles podiam, com Bottas, controlar o ritmo de Raikkonen.

Mas de onde veio todo aquele ritmo que permitiu a Hamilton se manter colado em Raikkonen por todo o primeiro stint? Perguntei a ele, que se disse surpreso, mas deu algumas dicas: “Os engenheiros disseram para mim que tinha de tentar ficar a no máximo 1s5 dele, falei que eles estavam malucos, que não daria para seguir outro carro de tão perto porque você perde muita aderência. Mas fiz algumas mudanças no meu volante e o carro ficou ótimo. Depois o vácuo aqui ajuda muito, então é como se ele estivesse me puxando com ele. E ele também foi cometendo pequenos erros, como na primeira chicane, e isso fazia com que eu me mantivesse na zona de DRS.”

São vários os comentários que podem ser feitos dessa declaração. Mas principalmente dá para entender a ênfase que o engenheiro de Hamilton deu ao trabalho dele no volante. Para ganhar em Monza, ele não dependia somente de erros das Ferrari, mas da perfeição dele mesmo. Dito e feito.

Raikkonen, por sua vez, acabou pagando caro pelas voltas rápidas que teve de dar no começo do stint dos pneus macios, que acabaram gerando as bolhas que comprometeram a aderência no final. Sem isso, o finlandês estava convencido de que ganharia.

Do lado da Ferrari, pode ficar a imaginação do que teria sido a corrida com Vettel largando na pole e ditando o ritmo. Mas se isso não aconteceu, ele só tem a si mesmo para culpar. Como em Baku, na França, e na Alemanha. E sua incapacidade de admitir que, em Monza, foi ele mesmo quem se colocou em situação vulnerável ao toque gera a dúvida se essa será a última vez que o alemão vai se complicar em um campeonato que tinha tudo para ter uma cara bem diferente.

A corrida, que foi uma das melhores da temporada, ainda teve muita ação do meio para o fim do pelotão, com vários carros se classificando fora de posição depois de um grid definido nos milésimos. O resultado foi a chegada, em duas corridas, da Force India ao oitavo posto entre os construtores. A próxima vítima é a Toro Rosso, que está só a dois pontos e será a próxima vítima. De forma realista, dá para chegar na McLaren, que está 24 pontos na frente. Com isso, eles recuperariam sua posição original.

Outra briga que pegou fogo em Monza é entre Renault e Haas. Os norte-americanos têm sido muito mais consistentes nas últimas provas e passaram os franceses. Mas a Renault já tinha preparado um protesto, que fez com que o carro de Grosjean fosse desclassificado do sexto lugar, invertendo novamente essas posições.

A questão foi uma diretiva técnica distribuída em julho que esclarecia a regra para as placas de referência, aquela que costumava ser a prancha de madeira que desclassificou Schumacher em 94. Os carros que não estavam em confirmidade teriam que mudar antes de Spa, mas a Haas avisou a FIA que não teria tempo hábil para fazer outro assoalho antes de Cingapura. A entidade respondeu que entedia a situação, mas deixou claro que, desta forma, a Haas estaria exposta a protestos dos rivais. Dito e feito.

P.S.: Vi que alguns comentários apontam para o excesso de críticas em relação a Vettel. Sim, todo mundo erra e o mau julgamento de Monza não é tão grave quanto Hockenheim. Mas a questão é que os erros estão acontecendo só de um lado, e isso os redimensiona.

Perguntei, aliás, a Hamilton se ele achava que tinha algum papel nos erros de seu rival. Ele foi muito político, destacou a pressão colocada sob os dois em uma disputa tão apertada. “Somos o último elo em uma engrenagem enorme, e se nós falhamos, a engrenagem toda quebra. A pressão é tanta que estamos correndo sob uma lupa, e qualquer detalhe se torna muito importante.” É difícil discordar.

36 comentários sobre “A casa loro

  1. Se não tivesse os 4 títulos no currículo, Vettel estaria sendo classificado agora como um dos pilotos mais indignos de um carro vencedor na história da F1.

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  2. Oi Julianne!
    Sempre é sensacional ler seus posts pós-corrida ainda na sala de imprensa, você já deverá saber quando ler essa mensagem, mas o motivo do protesto da Renault foi devido ao assoalho do carro do Grosjean estar fora do regulamento. O pedido foi aceito e o francês desclassificado, se tiver mais informações de bastidores quando ler será muito legal. Da mesma forma que o detalhe de bastidores de Hamilton e seu engenheiro, acrescentam uma outra visão e dinâmica da corrida.
    Assistindo a corrida de casa, pareceu que foi de certa forma até fácil e pura incompetência do Raikkonen a vitória do Lewis, fiquei sem entender porquê de Kimi ter dado a parte de fora da primeira curva e a parte de dentro da segunda curva para o rival, ele poderia ter feito ao contrário, dado a parte de dentro da primeira curva e a parte de fora na segunda curva, ficando assim por dentro na segunda curva e no mínimo dificultado a ultrapassagem. Teria faltado visão de pista ao homem de gelo?
    Além disso fica outra dúvida:
    Kimi disse que ficar atrás de Bottas acabou com os seus pneus, como que os pneus de Hamilton duraram tanto estando atrás do Raikkonen?
    Fico com a impressão de que os pilotos mais novos (geração Hamilton-Vettel para cá) tem uma habilidade maior em conservar os pneus que os “dinossauros” da F1.
    A briga de meio da segunda categoria “F1B” está demais mesmo! ver Renault, Haas e Force India com alguns brilharecos de Sauber, Toro Rosso e McLaren (ou seria McLata?) está sensacional!

    Olá Denis!
    Já escrevi nesse Blog e repito:
    Vettel nunca respondeu quando pressionado, sempre cometeu erros nessas condições, só procurar no YouTube a sensacional vitória de Jenson Button no Canadá em 2011.Esse ano segue a mesma tônica, quando pressionado ele errou, simples assim.
    Ele até pode perder esse campeonato para o Lewis, mas se em 2019 a relação de forças se manter como está e ele perder novamente o campeonato, aí sim confirmará o que seus críticos mais ácidos dizem:
    Quem venceu 4 títulos mundiais foi o carro e não o piloto.
    Grande abraço a todos!

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  3. Quem perdeu essa corrida foi o Kimi e mais ninguém. Arrebentou a corrida do Vettel deixando ele de isca pro Hamilton, com se kimi estivesse disputando qualquer coisa nesse campeonato.
    Depois resolveu ganhar na pista a posição de Bottas (que teria de parar) arrebentou os pneus atrás do compatriota enquanto Hamilton assistia de camarote. Depois foi só o Inglês chegar e passar o idiota manco de pneus.
    Se tivesse deixado Vettel passar e segurasse Hamilton, ficaria igual com o segundo lugar numa dobradinha em casa. Hamilton, esse sim teria esfacelado os pneus atrás dele.
    Um piloto que não está disputando NADA querer ser a estrela do fim de semana e ferrar com o time é tudo que a Ferrari menos precisa, Bye, bye Kimi. Parece que o álcool está fazendo efeito.
    Enquanto isso Bottas fez o dever de casa e jogou pela equipe.
    Mesmo depois da lambança de atirar o Vettel embaixo do ônibus, se tivesse deixado Bottas ir e segurasse o ritmo de Hamilton, teria no mínimo diminuído o estrago. mas cagada pouca é bobagem.

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    1. Putz meu caro. Quanto “se”. Mande seu post para a Ferrari. Quem sabe ainda dá tempo e você fica com a vaga do Kimi. Chora, chora, chora….

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    2. Cara, nao sei se vc soube das noticias, mas quem ferrou com o fim de semana do sebòstian foi a sua equipe, quando notificou ao seu 2do. piloto que ele esta a pé no ano que vem! Dai pense, se fosse vc no vermelho 7 daqui pra frente no campeonato, vc correria pra si ou para dar a um título pra equipe que apagaria a importância do seu próprio???
      Agora a ferrari deu de presente ao alemao um adversario com um carro igual pro seu predileto!!!

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  4. Ha muito sou crítico do Vettel, ótimo piloto, porém um tetra exagerado, fruto da sorte, de companheiros de time, menos talentosos, equipe certa no momento certo.
    Hamilton, está, se não, já confirmou ser um dos maiores nomes da história da F1.
    A diferença entre Ferrari e Mercedes na pista de Monza, ficou bem estampada nos treinos classificatórios, tomando-se por base os tempos de Kimi e Bottas, quase meio segundo, dois pilotos equivalentes.
    E o tão criticado Verstappen, a meu ver, fantastico piloto, da estirpe de Villeneuve, levou uma Red Bull, 1 seg. e meio mais lenta na classificação a anadar entre os cavalos rompantes e as estrelas de prata. Que performance!!!

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  5. Algumas observações: Kimi perdeu a corrida por um erro grotesco da Ferrari que o chamou para o Pit cedo demais, Vettel se precipitou de novo e tentou dar uma “Schumachada” no Hamilton, dando um toque proposital onde normalmente quem roda é quem recebe o totó, nesse caso ele Vettel que se ferrou e rodou, imagino que a imprensa italiana deva estar sendo implacável com ele, e se Leclerc vier mesmo ano que vem, pode ser que venha para uma rara igualdade de condições.

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  6. Vettel é bom, muito bom, mas muito bom mesmo; mas há certas lacunas em seu currículo que me impedem de o colocar entre os maiores da história, apesar das estatísticas. Em 2010 e 2012 ele cansou de tropeçar nas próprias pernas e foi campeão graças a azar dos outros. Em 2014 ele levou uma surra que outros campeões – Hamilton, Alonso, Schumacher – jamais levaram. Ano passado ele deixou a desejar na segunda (e decisiva) metade do campeonato. Este ano ele vem colecionando erros quando deveria se impor e impedir Hamilton de se aproximar. Baku, França, Alemanha e hoje em Monza… são pontos demais desperdiçados.

    O campeonato não está perdido, mas ele precisa parar de errar. Carro para ganhar ele tem.

    E o Kimi, hein? Se fosse futebol, ele teria chutado para fora depois de estar na cara do gol. É difícil imaginar que haverá outra oportunidade tão clara este ano. Aparentemente a nova direção da Ferrari quer que ele permaneça por mais um ano. Faz sentido se for para manter a harmonia da casa e permitir que Vettel não se aborreça com o companheiro, mas está claro que sua permenência custa pontos em ambas disputas de títulos. Um piloto mais rápido e completo teria derrotado Hamilton hoje e dado 7 pontos de presente ao Vettel e à Ferrari no WCC. Além da graça de ganhar com a Ferrari em Monza!

    Mercedes e Hamilton agradecem. Sacanagem com o Leclerc.

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  7. Acho uma ênfase exagerada nos erros, tá certo que Vettel teve erros grandes e erros em momentos chaves, mas o erro faz parte da competição, principalmente num campeonato apertado, isso me leva a temporada de Hamilton, esse sim está fora do normal, uma das melhores temporadas de qualquer piloto na história, comparo com Senna 93, impecável sem deixar de ser veloz e combativo ao extremo, fazer uma temporada impecável quando tem um carro superior e nenhuma concorrência interna é fácil, numa disputa pau a pau não é normal.Bottaa é um cara tranquilo para trabalhar e um piloto de equipe, aposto nele como companheiro ideia para Hamilton, tenho dúvidas se Ocon é melhor e não sei se ele resiste ao furacão Hamilton, de repente a Mercedes troca e Hamilton destroi o Ocon, quem crítica o Bottas e pede a substituição ignora esse risco.

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    1. Bom dia,
      Concordo contigo Eduardo, Vettel é um piloto trabalhador, muito rápido, muito bom, merece estar onde está, e merece cada título conquistado (ele conseguiu tirar resultados da Red Bull que Mark Webber, que tinha muito mais tempo de casa, não conseguia), mas a velocidade do Hamilton é natural, ele tem uma excelente equipe de engenheiros que fazem uma leitura de pista muito apurada, e Lewis é um perfeito executante das ordens que lhe são impostas do box da Mercedes, por mais que o carro não corresponda em determinados finais de semana, ele sempre consegue tirar bons tempos quando o “Hammer Time” é solicitado. Vettel é o funcionário do mês, mas Hamilton é naturalmente veloz, e a balança tem pesado a favor dele.

      Abraços a todos.

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  8. Estão aproveitando para bater em Vettel, o problema não é ele, todo mundo erra, inclusive os maiores da história, a questão é essa temporada do Hamilton, o mais impressionante é que tirando a pilotagem que sempre foi magistral, quase tudo ele desenvolveu nos últimos anos, resistência a pressão, inteligência tática, economia de pneus, se pegar seus primeiros anos, não tinha nada disso, seu ponto fraco, o Rosberg conhece mas vai guardar esse segredo consigo, Ju, o segredo de desempenho do Hamilton em Monza pode ser explicado pela sua habilidade em freadas, talvez o único ponto que o piloto pode fazer diferença nesta pista.

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  9. Estão aproveitando para bater em Vettel, o problema não é ele, todo mundo erra, inclusive os maiores da história, a questão é essa temporada do Hamilton, o mais impressionante é que tirando a pilotagem que sempre foi magistral, quase tudo ele desenvolveu nos últimos anos, resistência a pressão, inteligência tática, economia de pneus, se pegar seus primeiros anos, não tinha nada disso, seu ponto fraco, o Rosberg conhece mas vai guardar esse segredo consigo, Ju, o segredo de desempenho do Hamilton em Monza pode ser explicado pela sua habilidade em freadas, talvez o único ponto que o piloto pode fazer diferença nesta pista.

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  10. Cada vez que o Hamilton tem uma performance desse tipo eu penso o tanto que a gente menospreza o Rosberg. Ele mesmo disse que não está no nível de talento do Hamilton (convenhamos, raríssimos são os que estão), mas ainda sim conseguiu não só ser campeão como ter estatísticas bem equilibradas contra ele. Inclusive, sendo o único a fazer mais poles que o inglês em uma temporada.

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    1. Só tinha estatísticas bem equilibradas porque corriam um contra o outro. E uma derrota significava na pior das hipóteses um terceiro lugar.
      Esse tipo de temporada como a atual é que deixaria explícito o tamanho da diferença que há entre eles. Rosberg NUNCA venceu uma corrida como essa que Hamilton venceu ontem. Ou a da Alemanha. Ou mesmo a de Baku.

      Só vencia saindo da pole com o melhor carro, ou saindo de segundo e passando Hamilton na largada.

      Bom piloto, mas sem exagero. Ele estava em uma situação que beneficiava mais a ele do que a Hamilton.

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      1. ED, bom dia.
        Rosberg, nunca venceu corridas com as caracteristicas citadas por voce, pois quando a Mercedes tornou-se competitiva, seu unico adversário na pista era Hamilton e convenhamos vencer Louis com um carro igual, é talvez mais dificil que triunfar sobre uma Ferrari ligeiramente mais rápida, conduzida por Vettel ou Kimi.
        Basta lembrar final da temporada 2016, começo de 2017, onde o alemão, emplacou 5 vitorias seguidas.
        É uma pena Rosberg não estar no grid no lugar do competente escudeiro Bottas

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      2. Ed, me lembro bem do GP da Singapura de 2016. Acho aquela a melhor corrida da carreira do Rosberg, tranquilamente. Foi de um nível de pilotagem que não acho que um bom piloto num bom carro somente conseguiria. Vale lembrar que antes da rivalidade com o Hamilton o Rosberg já tinha sido visto como um piloto diferente, lá em 2006. A questão é que ele competiu com um dos maiores do esporte. Em uma temporada de 20 corridas conseguir bater alguém assim é digno de aplausos. Quantos outros não conseguiram?

        E por mais que pese os abandonos mecânicos, o próprio Rosberg sofreu com isso, quando largava na pole em Singapura 2014 e nem conseguiu largar, tendo problemas na última corrida de 2014, quebrando em Monza 2015, e por aí vai.

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      3. Singapura 2016 é sem dúvidas a melhor corrida do Rosberg na F1. Outra que seria muito boa se ele segurasse seria Áustria 2016, mas ele errou na última volta e bateu em Hamilton para não perder e perdeu assim mesmo.

        Já corridas que ele perdeu quando à frente de Hamilton, foi apenas uma. Inglaterra 2014.
        As outras todas, quando quebrou estava atrás, inclusive Singapura 2014 na qual perdeu a pole por 7 milésimos.

        Criticam muito o trabalho do Bottas, mas ele pegou a Mercedes num momento muito pior do que quando Rosberg estava lá. A Mercedes está no limite e se Rosberg estivesse lá, teria que ser segundo do Hamilton. Ou andar mais do que ele pra evitar isso. Dificilmente haveria uma briga entre ele e os postulantes atuais.

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    2. O título de Rosberg cresce a cada dia em sua estante. É óbvio que não possui o talento do Hamilton, mas de toda forma o venceu com carro igual. Isso é fantástico, ainda mais hoje, quando meras aproximações entre companheiros de equipe na pista deixam a turma dos boxes roendo unhas, como se corrida fosse parto. Sinceramente, quando vejo aquele pezinho do Horner e os “soquinhos” de Toto, tenho saudade do semblante frio do Ron Denis quando Prost e Senna faziam suas #@#@ na pista.

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      1. ED, esqueceu que no Bahein 2014 rosberg estava com pneus melhores que Hamilton, e não se impos… além de japão 2014 com a chuva…. passão do Hamilton… e olha que suzuka era especialidade de Rosberg

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  11. Penso que não podemos levar tão a sério resultados de corridas, mas quando se acompanha o esporte é preciso reconhecer certos padrões, certos paradigmas. Um deles é que quem está em vantagem de equipamento não pode perder a cabeça nas primeiras voltas. Com certeza foi discutido pela Ferrari a necessidade de se evitar toques na largada. Isso é básico. Vettel é um grande piloto, como outros aqui citaram suas qualidades, mas está perdendo a cabeça como um iniciante. Tem certos riscos que é preciso correr dependendo do momento (quem se lembra de Alonso atrás de Petrov? Ali era o caso de “win or wall”), mas em outros é precipitação (Mansell versus Senna no GP do Japão de 91). Ter esse timming, esse discernimento, é fundamental.

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  12. Olá a todos do Blog!
    Em primeiro agradeço a resposta ao comentário anterior Julianne.
    Escrito isso, vamos lá:
    Atravessando todos os bons comentários do Blog, estar no lugar certo na hora certa, não é apenas questão de sorte, vide que Alonso teve a proposta da Red Bull em 2009, mas foi incapaz de perceber que os touros viriam a dominar a categoria, em contrapartida, tanto Hamilton quanto Vettel tiveram o feeling de perceber que seu período em McLaren e Red Bull havia acabado. Como sabiam? Conversando com as pessoas certas, provavelmente como Ricciardo fez esse ano.
    Dizer que errar é normal é defender demais o Vettel, ele vem errando desde a segunda metade da temporada passada, já era pra ter aprendido a muito tempo com os erros. Isso não é se aproveitar para bater nele, é constatar fatos.
    Ao invés de atacar de Kimi na largada, ele deveria ter se defendido do ataque do Hamilton, a única chance da Mercedes era na largada e o próprio Vettel se expôs ao ataque do rival ao atacar o companheiro de equipe. Conhecedor da filosofia da equipe ele poderia muito bem ter apenas se defendido, aberto vantagem para Lewis e ter esperado a ordem de troca de posições. Simples assim.
    O lado bom é que nem a corrida e nem o campeonato ficam burocráticos para os fãs, sorte nossa, burrice e azar do Vettel. Escrever que quem acabou com a corrida do Vettel foi o Kimi é defender demais o alemão, dizer que quem acabou com a corrida do Kimi foi a Ferrari é seguro, no mínimo, pararam o cara cedo demais, simples assim.
    Grande abraço a todos do Blog!

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