Rapidinhas de Barcelona e o que esperar da corrida

Se nas quatro primeiras corridas se tinha a impressão que os resultados tão bons da Mercedes não contavam exatamente a história da temporada, já que o carro da Ferrari não estava tão atrás, parece que as atualizações que os alemães trouxeram para Barcelona, principalmente na região dos bargeboards, mudaram a situação. Foi impressionante ver, especialmente na volta da pole de Bottas, como o carro era ágil nas curvas.

Para a Ferrari, como Sebastian Vettel explicou depois da classificação, falta aderência nas curvas, e isso fica mais claro no terceiro setor da pista de Barcelona. Mas isso não conta toda a história. Enquanto a Mercedes foi 0s8 mais rápida que nos testes, a Ferrari perdeu 0s051 em relação a fevereiro, o que está longe de ser normal.

Para a corrida, a única esperança de Vettel é a velocidade de reta da Ferrari. De fato, se ele conseguir se colocar entre as Mercedes nas primeiras voltas, pode tornar a corrida mais interessante.

Caso contrário, a briga fica entre Hamilton e Bottas. Neste sábado, Lewis parecia ter sentido o golpe da terceira derrota seguida em classificações, algo incomum em sua carreira. Sua melhor volta no Q3 foi bastante atrapalhada, e o inglês disse que não está confortável no carro e não sabe muito bem por que.

Por outro lado, as largadas dele têm sido melhores do que as de Valtteri, e essa é sua esperança para a prova. E também o grande temor de Bottas, que disse estar vivendo o melhor momento da carreira, e reconheceu a dificuldade de manter o mesmo padrão ao longo de todo o ano, disputando contra o piloto que “no papel, é o melhor em classificação na história”.

Mais atrás, a Haas voltou aonde estava na primeira corrida, no papel de quarta melhor equipe. Dizem eles que é só uma questão de conseguir colocar os pneus na janela de temperatura. Isso tem sido um grande drama para todo o grid. Para este ano, a Pirelli mudou a construção do pneu para que ele sofresse menos blistering, mas o subproduto disso parece ter sido um composto cuja janela de funcionamento é pequena demais.

A Ferrari já sofreu com isso especialmente em Baku e a Red Bull parece bastante sensível, especialmente em classificação. Mas é algo mais sentido no meio do pelotão, onde a disputa é nos centésimos. Então, dependendo da pista, temperatura e compostos, um time diferente deve despontar a cada fim de semana.

Por conta disso, também, as equipes vão para a corrida sem saber se farão uma ou duas paradas. A segunda estratégia é a indicada pela Pirelli como a mais veloz mas, em um circuito em que as ultrapassagens são tão difíceis como Barcelona, o mais provável é que se busque preservar os pneus para fazer só uma parada e evitar o tráfego.

Juntando a vantagem que a Mercedes tem a esse caldeirão, sinto dizer que a expectativa não é para uma corrida das mais movimentadas. Talvez o jeito seja focar nas ótimas brigas do meio do pelotão e tirar o chapéu para uma equipe que fez todas as poles em Barcelona, um circuito considerado completo e, por isso, palco dos testes, desde 2013. Sim, o último piloto que não tinha uma Mercedes e largou na pole no Circuito da Catalunha foi Pastor Maldonado.

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6 comentários Adicione o seu

  1. Valdinar Gouveia De Araújo disse:

    Boa noite, Juliane parabéns pelas matérias estão otimas. Torcendo pelo Lewis Hamilton. Quero sua atitude amanhã na prova. Abraços Ju

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  2. Robson Coimbra disse:

    Boa Tarde Ju,
    Gostaria que você explicasse o comando de uma equipe do meio do pelotão, a McLaren. O Gil de Ferran é Diretor Esportivo e o Andreas Seidl hoje foi apresentado nos caracteres da transmissão do GP da Espanha como o Team Principal, o que acontece nessa cadeia de comando, quem faz o que ? O Gil esta acompanhando Alonso nas 500 milhas de Indianapolis nessa semana ?

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  3. nato Velloso disse:

    Sinceramente, sou fã do Bottas e torço para ele levar o caneco esse ano, Lewis é fenomenal e vai ganhar mais uns títulos ainda, preferencialmente como foi em 2008:
    Com um oponente e carro parelhos ao talento dele, embora isso seja complicado na F1 atualmente.
    Um título assim teria mais peso, e portanto seria mais lembrado, do que im com a dominância da Mercedes esse ano, deixa esse ano pro Bottas!
    Julianne,
    O que pode ter ocorrido para a Ferrari perder esses 0.51 em relação ao início do ano?
    Parecia que teríamos um campeonato, mas isso não ocorreu nem de longe…
    Em o Vettel hein? Como o Paddock tem enxergado o alemão?
    Grande abraço a todos do Blog!

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  4. nato Velloso disse:

    Ah sim!
    E o que se diz no Paddock sobre o GP no RJ?
    Grande abraço!

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  5. jose vieira disse:

    Julianne o motorsport esta no UOL, podemos esperar textos seus la?

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    1. Não. É um pouco difícil explicar como funciona, mas é como se a redação do UOL disputasse espaço na homepage com os parceiros.

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