Drops do GP da Hungria e o “leilão” do calendário 2020

Eu realmente não gostaria de ser Chase Carey neste momento. Nos dois últimos fins de semana, ele foi batendo de porta em porta para tentar convencer as equipes a aceitar a entrada da Espanha no calendário. O motivo não poderia ser outro: dinheiro. Os espanhóis – na verdade, os catalães – estão dispostos a pagar pelo menos 16 milhões pela prova, bem mais, inclusive, do que fala-se no paddock que o Vietnã está pagando.

 

Mas os times querem contrapartidas. Uma pré-temporada mais curta, por exemplo. E não querem colocar a mão no bolso para aumentar o número de motores na temporada. E a Renault está aproveitando para pleitear a adoção de mais um MGU-K – atualmente o limite são dois – por temporada.

 

Ou seja, abriu-se um leilão ao mesmo tempo em que a Liberty tenta finalizar a adoção de um teto orçamentário. A equação não é simples: a principal fonte de renda da F1 hoje vem dos promotores dos GPs, e não mais da televisão – algo que só tende a piorar quando o contrato da Sky Sports britânica, de inflacionados 200 milhões de euros por ano, acabar em 2025. Junte-se a isso uma F1TV que ainda não funciona muito bem e que, por conseguinte, ainda não vende bem, e o único caminho que a Liberty vê de aumentar o lucro é aumentando, também o número de corridas. 

 

Mas, para essa conta fechar, é preciso seguir na linha dos contratos mega milionários de Bernie Ecclestone, e essa tem sido uma tarefa impossível para eles. Desde que eles ofereceram uma corrida de graça para Miami, os outros promotores só estão aceitando assinar suas renovações pagando menos, e a única novidade que foi efetivamente trazida pela Liberty, o GP do Vietnã, está longe de pagar o que Baku e Sochi pagam.

 

Mas nem tudo é negativo nos bastidores da F1. As vitórias na Áustria e na Alemanha parecem ter sido suficientes para convencer a chefia da Honda a continuar na categoria além de 2020. Ter essa confirmação é importante para a Red Bull convencer Max Verstappen a ficar no time, já que está claro que só é possível lutar pelo título hoje na F1 se você é uma equipe de fábrica. Prova desse compromisso da Honda é a tentativa de trazer Naoki Yamamoto para a Toro Rosso. O campeão da forte Super Fórmula japonesa deve fazer seu primeiro FP1 em Suzuka.

 

Longe das especulações e jogos dos bastidores, sexta-feira à noite eu e jornalistas espanhóis, latino americanos, um português e um inglês que trabalha para a América Latina disputamos um quiz na Ferrari. Eu não estava para brincadeira: me informei sobre o tipo de perguntas que eles faziam, uma vez que a Ferrari só começou a promover esse tipo de brincadeira neste ano, sob o novo comando de sua equipe de comunicação. Sabendo que eles faziam perguntas sobre a equipe e a F-1, assim como sobre curiosidades do país em que a corrida é disputada, dei uma estudada, descobrindo, por exemplo, que o alfabeto húngaro tem 44 letras e que um nome incomum só pode ser dado a uma criança com permissão do governo.

 

E não é que estudei certinho? Nossa equipe trucidou a concorrência, fez cerca de 20% mais pontos do que a melhor pontuação que eles tiveram até agora, e estamos na final mundial. Mas do que isso: como ganhei os quizzes da McLaren e da Williams ano passado, já posso falar que ganhei a tríplice coroa, né? Aliás, vamos defender o título na Williams – que é, de longe, o quiz mais difícil – na próxima corrida, na Bélgica.

4 comentários Adicione o seu

  1. Bernardo disse:

    Oi Ju, parabéns pelo quiz!
    Só uma pergunta, você disse que os espanhois estão dispostos a pagar 16 milhões. Qual a moeda, euros?

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  2. Pietro disse:

    Parabéns, Julianne! Com você os brasileiros estão bem representados 🙂

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  3. Parabéns pelo POST e pela vitória no quiz.

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  4. Leandro Lima disse:

    Show! Parabéns pelo resultado e matéria

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