Sessão nostalgia e a sorte de campeão de Fittipaldi

Um capítulo importante na história do bicampeonato de Emerson Fittipaldi completa 45 anos nesta semana. Foi no GP do Canadá de 1974, a penúltima etapa do campeonato daquele ano, que tinha uma briga entre Emerson, que chegou à corrida em terceiro, Jody Scheckter e Clay Regazzoni, e Niki Lauda estava tentando correr por fora em seu primeiro ano pela Ferrari. Os quatro estavam separados por 8 pontos. O austríaco vinha tendo ótimo desempenho nos treinos classificatórios, marcando nove poles em 11 corridas, mas não conseguia converter essas performances em pontos no campeonato.

Assim, ele chegou ao Canadá dependendo de um resultado forte para se manter na briga e ajudado por uma decisão da federação de lhe devolver o quinto lugar no GP da Grã-Bretanha, que estava sub judice. Curiosamente, não fez a pole – ela ficou com Fittipaldi, com Lauda em segundo, Scheckter em terceiro, e Regazzoni, que era o líder, só em quarto.

Mesmo sendo a penúltima etapa, o clima era de decisão, como mostram os relatos da época. “Houve momentos durante esta temporada em que alguns ficaram tentados a não darem o máximo de si constantemente, preferindo uma corrida tática para terminar em terceiro ou quarto torcendo para que seus rivais falhassem. Mas, desta vez, com o Mundial tão equilibrado, não era hora de tática ou de tirar o pé.”

A prova teve problemas organizacionais, embora não fosse a primeira vez que a F-1 corria em Mosport, em Toronto: o controle de circulação dos espectadores não era dos melhores, nem o treinamento dos fiscais, que tiveram que limpar a pista inúmeras vezes nas corridas de abertura devido aos vários acidentes nas categorias locais, e a largada foi atrasada em mais de uma hora.

Como foi normal durante aquela temporada, as Ferrari largaram forte: Lauda pulou para a ponta e Regazzoni subiu para terceiro, deixando Fittipaldi em um “sanduíche” vermelho. Logo Scheckter passou o líder do campeonato. Na volta 45, contudo, o sul-africano começou a ter problemas de freio e teve de abandonar.

O que aconteceu com Lauda, que dominava a prova, foi menos usual. John Watson tocou o muro com sua Brabham na saída de uma curva cega. O líder vinha logo atrás e ainda não havia bandeiras amarelas no local. Lauda escorregou nos detritos que estavam na pista e também bateu, deixando o caminho livre para Fittipaldi.

Com Scheckter e Lauda fora em um momento tão decisivo, a batalha na prova final acabou ficando entre Fittipaldi e Regazzoni, que chegaram à etapa dos EUA empatados com 52 pontos. Mas essa história já sabemos como acaba.

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1 comentário Adicione o seu

  1. Narciso Pitanga disse:

    O Emerson foi o piloto brasileiro mais qualificado, na minha OPINIÃO. Além de ter sido o cara que abriu as portas para os demais, foi campeão na F1, Indy e venceu 500 milhas….de quebra, construiu seu carro e chegou a fazer podium na F1….gênio! E as viúvas ficam endeusando outro….

    Curtido por 1 pessoa

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