Drops do GP do México do piriri ao GP Brasil

Começamos a ouvir na sexta que “fulano teve que voltar para o hotel”, “ciclano não está bem”. A comida mexicana é famosa por gerar intoxicações em turistas, mas o que aconteceu no paddock foi algo muito mais amplo do que nas etapas anteriores. A suspeita foi a festa de recepção que o circuito organizou na quinta-feira, mas também ouvi de gente que não comeu no evento e que, mesmo assim, teve que ficar no hotel. Eu nunca tive problemas no México, mesmo sem tomar qualquer tipo de precaução, mas desta vez teve até piloto sofrendo: Pierre Gasly chegou mal no sábado e ainda teve de ouvir de Helmut Marko que, se a situação piorasse, era só ele “correr de fraldas”. 

 

Mas nem o temor de ter uma intoxicação afastou o pessoal da barraquinha de tacos ou de churros, coisas que só temos no México, que acaba sendo o melhor e o pior paddock da temporada, uma vez que convida os VIPs a encher a cara.

 

Um dos assuntos nas rodinhas era o ativismo de Lewis Hamilton em relação ao meio ambiente. O inglês chegou ao México sabendo que seria questionado sobre isso, e muito mais preparado do que na entrevista que fiz com ele em Suzuka exatamente sobre esse assunto, e confesso que isso me deixou em dúvida do quão verdadeiro ele está sendo a respeito. Mas é importante um esportista, como pessoa pública, levantar essa bandeira. Foi esse o mote da matéria de Ben Hunt para o The Sun, um dos maiores jornais da Inglaterra. Estava chegando no paddock com ele em um dos dias e me impressionou o número de pessoas que vieram criticá-lo por ter ficado do lado de Hamilton.

 

O piloto, inclusive, foi agradecer ao jornalista pela matéria, algo raro, principalmente envolvendo Hamilton e sua tensa relação com os jornais ingleses. Para vocês terem uma ideia, é 1000 vezes mais fácil eu conseguir uma exclusiva com ele do que o The Sun, por exemplo.

 

O futuro de Robert Kubica parece estar ligado à Haas, como piloto de testes. O time quer investir em simulação e pode ter mais de um piloto nesta função ano que vem.

 

Surpreendeu ouvir de Cyril Abiteboul que a primeira versão do contrato para 2021 foi enviado pela Liberty Media na semana passada. Ao que parece, é a situação também das outras equipes, e acredito que tenha a ver com a publicação das regras nesta quinta-feira. Basicamente, elas serão publicadas porque é o limite em termos de prazo, mas é esperado que mudanças ainda aconteçam nos próximos meses. Muita coisa foi mexida nas últimas semanas e, ainda assim, várias equipes estão descontentes.

 

Perguntei a Cyril também sobre a revisão do investimento na F1 admitido pela montadora. Ele disse que é difícil mesmo convencer a Renault a ficar sem a chance de inovar. Pela resposta já dá para entender que tipo de pressão está sendo feita na Liberty no momento.

 

Muita gente me perguntou sobre a situação do GP do Brasil depois que publiquei a história de que as negociações estavam reabertas. Houve quem entendeu que agora é uma questão de tempo para São Paulo fechar, mas a situação não é essa. O Rio entregou uma proposta bastante robusta em maio e agora a Liberty quer saber se São Paulo tem condições de cobrir isso. No momento, não tem.

A proposta do Rio é pagar pelo menos 35 milhões de dólares por ano, dinheiro que vem de impostos, uma vez que a cidade tem uma lei que vem da época da Olimpíada que permite o uso de dinheiro público para eventos esportivos e de entretenimento de grande porte. Foi uma lei, inclusive, que visava tirar grandes eventos de SP. Carey quer o mesmo valor dos paulistanos, além da garantia de que Tamas não estará mais envolvido na promoção do evento. E na reunião que citei na matéria, acredito que ele tinha tido pela primeira vez a total clareza disso.

Então, pela ótica da Liberty, o Rio continua sendo uma opção melhor. Mas é claro que a pista primeiro precisa ser construída e, enquanto isso, eles vão negociando com São Paulo para ter mais cartas na mesa. Do lado do Rio, o estudo de impacto ambiental foi concluído e eles devem esperar as chuvas do verão para entrar no terreno. Chase não tem pressa, disse que pode esperar pelo menos até junho de 2020, pois pretende ter o calendário fechado mais cedo ano que vem. E até lá vai dar para ter um cenário melhor em relação à obra.

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