A cara de Lewis Hamilton

Um GP mais com a cara de Lewis Hamilton, impossível. Tem que ter um pouco de drama, como a classificação ruim (algo sintomático em um ano no qual, ao contrário de toda a sua carreira, Hamilton não brilhou tanto aos sábados); um pouco de família (na verdade, teve até tio caribenho que nunca tinha vindo para nenhuma corrida); celebridades (o ator texano Matthew McConaughey disse, inclusive, que Lewis é convidado em seu rancho na hora que ele quiser) e, para este sexto título, não podia faltar uma bela dose de administração de pneus.

Sim, porque a Mercedes é um excelente carro, sem dúvida, mas Hamilton também fez a diferença aos domingos para conquistar seu sexto título. Adaptou-se mais rápido que os outros a cada condição, com pneus cuja janela de funcionamento não permite titubeios.

Em Austin, ele nem sabia como tinha deixado as duas Ferrari para trás tão facilmente logo nas primeiras curvas. E depois percebeu que, mesmo seguindo Verstappen razoavelmente de perto, seus pneus estavam em condições melhores do que os dele. Pôde fazer uma parada a menos e chegou a sonhar com a vitória, mas acabou vendo um Bottas muito mais forte no final passá-lo como se fosse um retardatário. Nada mal para quem largou em quinto. Muito mais do que ele precisava para selar o título.

Mas Max Verstappen não podia deixar de puxar um pouco do protagonismo para si. O holandês aproveitou as entrevistas pós-corrida para zombar da falta de ritmo das Ferrari, creditando-a à diretiva técnica distribuída pela FIA que, para a Red Bull, desvenda o mistério do motor ferrarista. É fato que a vantagem nas retas foi menor na classificação que vinha sendo nas últimas corridas mas, especialmente se lembrarmos que a vantagem ferrarista era maior na classificação do que na corrida, é muito pouco provável que Leclerc tenha ficado tão atrás (52s) por conta do motor. Os dois pilotos relataram uma dianteira muito instável, o que provavelmente jogou Vettel na zebra que o tirou da corrida.

O carro da Ferrari tem uma janela de funcionamento menor que os demais. E claramente estava fora dela em Austin.

No mais, três corridas a serem destacadas: no segundo final de semana seguido em que cuida dos pneus como poucos, Daniel Ricciardo foi o melhor do resto. Em seu 100o GP, Carlos Sainz foi muito veloz na classificação, levou um toque de Albon e ainda conseguiu se recuperar. E Perez se recuperou muito bem de um erro bobo na sexta-feira para colocar a Racing Point no top 10.

A quarta vitória de Bottas no ano também o confirma como o vice-campeão da temporada. Foi seu melhor ano na F-1 até aqui, mas sem a consistência suficiente para atacar Hamilton. Resta a briga pelo terceiro posto, entre Leclerc, Vettel e Verstappen. Na aposta do holandês, não deve ser um feito tão difícil assim…

Alheio às desconfianças de Max, Hamilton vira e mexe encaixava em suas respostas que não está pronto para parar, que ama o que faz. E não parece ser para chegar em Schumacher ou em quaisquer outros números. É para ter esses dias de Lewis Hamilton.

2 comentários Adicione o seu

  1. Robson Coimbra disse:

    E o Lando Norris em sua temporada de estreia com apenas 19 anos andando na frente ?

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  2. Paulo Henrique disse:

    Bom dia!! Vc poderia explicar oque aconteceu com a ferrari sobre ” perda de performance ritmo velocidade de reta e algo mas”

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