Rapidinhas do GP do Brasil

Sobrou a brincadeira de Sebastian Vettel para cima de Max Verstappen, dizendo que agora é o motor da Red Bull que está gerando desconfiança. O motor Honda, na verdade, já demonstrou lidar bem com a altitude, e Verstappen parece estar começando a desenvolver uma relação especial com esse tal circuito de Interlagos. Ele disse que gosta das cambagens da curva, que fazem a pista parecer uma montanha-russa.

Fazendo um parênteses, o holandês fez questão de dizer que essa é a terceira, e não a segunda pole nele. Fica o registro.

Mas será que a Red Bull tem ritmo de corrida para vencer essa corrida? Os treinos livres mostraram um certo equilíbrio, mas uma Mercedes um pouco melhor. Os dois carros prateados largam na segunda fila, e uma das lições de casa de Lewis Hamilton era estudar as largadas dos últimos anos para ver como ele pode se posicionar. Não é muito fácil escolher o lado em Interlagos: fazer o lado de fora do primeiro S e ficar por dentro no segundo ou o contrário? 

 

A largada deve ser um ponto importante da prova porque, estrategicamente, deve ser seguido um roteiro de cuidar do pneu o máximo possível no primeiro stint para conseguir fazer só uma parada. Não é por acaso que Vettel citou que “vai ser preciso escapar à tentação de parar umas quatro voltas cedo demais.” Ele se refere à grande possibilidade de estar em posição de fazer um undercut em Verstappen, antecipando sua parada para tentar voltar à frente. Mas se a Ferrari exagerar na dose vai faltar pneu para o fim e, em Interlagos, dá para ultrapassar.

 

Outra variável estratégica deve ser o composto duro. Ele não foi muito usado nos treinos livres, mas deve estar muito mais quente no domingo em comparação com a sexta e, como o composto duro trabalha numa faixa de temperatura mais alta, ele pode se tornar uma boa opção, pois fica mais rápido. Os times grandes vão torcer para algum time médio colocar os duros logo no começo da corrida para ver se ele será, mesmo, uma boa.

 

Deve haver também muitos pilotos no miolo do grid largando com o médio para tentar usar o macio só com menos peso na parte final da prova. Foi essa a tática da Ferrari para Charles Leclerc porque o monegasco já sabia que perderia 10 posições no grid pela troca do motor que quebrou nos treinos livres em Austin. Mesmo assim, ele não esperava largar em 14º e estava decepcionado com o erro no Q3. Para a sorte nossa, vai querer compensar no domingo.

3 comentários Adicione o seu

  1. ]Muguello[ disse:

    Max está contando com a pole que perdeu por conta da bandeira amarela?

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  2. Daniel disse:

    Ju, uma pergunta off posto,
    O projeto do Catarse vai continuar no ano que vem?
    Ótima última corrida e um feliz fim de ano?

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    1. Daniel disse:

      Ju eu quis dizer off post…corretor lazarento…kkk…

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