Troféu melhores da temporada

Surpresas germânicas

Stroll na liderança, Williams pontuando, Mercedes fazendo lambança, Toro Rosso no pódio e Verstappen vencendo mesmo depois de ter dado um 360º na pista. A chuva que ia e vinha, e que muitas vezes só atingia algumas curvas, levou os engenheiros da F1 à loucura e os pilotos a cometer um erro atrás do outro. Leclerc e Hulkenberg foram dois dos que entenderam onde estavam os limites de pista na última curva, enquanto Lewis Hamilton não venceu na chuva pela primeira vez em muitos anos. A vitória ficou, é claro, com seu “herdeiro” direto no molhado.

 

Disputas em Silverstone

O traçado da pista de Silverstone, com suas curvas de alta e média velocidade em sequência, muitas vezes atrapalha as brigas por posição devido à turbulência. Mas, se houve uma pista em que as regras de 2019 surtiram mais efeito, acabou sendo justamente lá. As batalhas entre Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, e entre Max Verstappen e Charles Leclerc foram épicas. Já a tentativa de Vettel em cima de Max, nem tanto…

 

O amadurecimento de Verstappen

Havia gente no paddock que acreditava que ele nunca conseguiria deixar de ser um piloto obviamente rápido, mas errático. E neste ano ele passou em branco até em Mônaco – e quase ganhou ainda por cima. Sim, ele ainda tem umas Maxices, como aquela do sábado no México (até porque círculo mais próximo o faz acreditar que é cool falar publicamente que não levantou o pé sob bandeira amarela – e para muitos fãs, de fato é), mas a invasão holandesa está cada vez mais se espalhando para etapas diferentes do calendário, e é uma excelente notícia para o futuro da F1 que 2019 tenha deixado um gostinho de que estamos longe de ver a melhor versão de Max Verstappen.

 

O fenômeno Charles

Quem não tinha percebido que esse tal de Charles Leclerc era especial nas categorias de base ou no seu primeiro ano na Fórmula 1, certamente não teve mais dúvidas depois do GP do Bahrein. A maneira como ele fez a pole e depois peitou Sebastian Vettel na pista e a própria Ferrari no rádio foi o cartão de visitas para quem julgava que a Scuderia tinha cometido um erro ao promover um piloto de apenas 21 anos. Ao longo do ano, ele foi muito forte em classificações, abriu caminho no pelotão, resistiu à pressão de Hamilton (e do mundo) para vencer em Monza, superou um tetracampeão do mundo. Sim, ele cometeu vários erros, uns maiores do que os outros, mas entra para a conta da falta de experiência. E uma pitada de bastidores: sempre quando ele para para tirar fotos com fãs ou é gentil com alguém, ouve de alguém do paddock “never change, Charles”. Por enquanto, deu certo. E essa é a cereja no bolo.

 

O melhor dos bastidores: Monopoly

Ok, classificação e corrida no domingo foi dureza, mas curtir a noite japonesa (o que é sempre uma caixinha de surpresas) sem ter que se preocupar com o horário na sexta e depois passar o sábado praticamente inteiro jogando Monopoly foi um dos melhores momentos da temporada. E não era um Monopoly qualquer, era o da Mercedes, então estávamos construindo boxes e pit walls nos diferentes GPs do ano. De certa forma, até que estávamos trabalhando!

(PS.: Eu tinha colocado a foto que estava salva para o piores antes… claro sinônimo de necessidade absoluta de férias! E optei por não colocar o Lewis porque é de coisas que me surpreenderam e/ou chamaram a atenção ele ser extremamente consistente já virou regra. É o “preço” de estar pilotando como um dos melhores da história)

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