Um ano para as mulheres comemorarem

Lá nos idos de 2010, eu comecei um blog totalmente independente. Minha ideia era escrever coisas que eu gostaria de encontrar na internet, mas não conseguia. E não é que tinha mais gente com a mesma “sede” que a minha? Não demorou para o Faster F1 ser notado por profissionais da área e, no final do ano, Luis Fernando Ramos, o Ico, me convidou para escrever um texto no blog dele. E logo depois ele e o Felipe Motta me chamaram para fazer parte do time do TotalRace. Quase dez anos depois, chegou a hora de eu retribuir. Selecionei 12 textos entre as dezenas que me mandaram e espero que curtam o material que vai ser publicado até meados de janeiro por aqui.

Por Rafaela Oliveira

O campeonato de 2019 da Fórmula foi repleto de grandes comemorações. Em um ano com grandes disputas, novos pilotos talentosos aparecendo e primeiros pódios de alguns deles, não se pode ignorar que as mulheres fãs e profissionais do automobilismo têm o que celebrar.

É aquela velha história -um passo de cada vez-, claro que parece que esses passos estão lentos, mas o fim da década pareceu promissor. Este foi o ano com mais mulheres subindo ao pódio: primeiro foi a engenheira Marga Torres representando a Mercedes no Canadá. Demoraram alguns GPs para Hannah Schmitz, estrategista sênior da Red Bull Racing, subir ao pódio no Brasil e então Lewis Hamilton foi acompanhando da profissional de marketing e conselheira administrativa da Mercedes Britta Seeger, na última etapa do calendário, em Abu Dhabi.

(Faço uma nota aqui: importante destacar que a Hannah subiu ao pódio por ter tomado a decisão estratégica final que deu a vitória a Verstappen. Aliás, é curioso como o número de mulheres estrategistas é grande no grid)

Além dessas presenças ilustres, a participação de Aseel Al Hamadna entrega do “troféu” de pole position no Grande Prêmio de Abu Dhabi foi bem emblemática. Sendo uma região conhecida por seu pouco interesse nos diretos das mulheres, a presença da primeira mulher membro do conselho da Federação Saudita de Automobilismo, foi muito exaltada.

O ano também deu o ponta pé inicial para a nova categoria que promete ajudar mulheres a alcançarem seu espaço como piloto de Fórmula 1. Ninguém sabe se a W Series vai trazer um resultado real, mas a tentativa é mais do que válida.

Cada vez mais vistas, seja nas arquibancadas, na sala de imprensa ou no box as mulheres parecem com mais força e quem sabe até mesmo mais “à vontade” para impor sua presença.

A caminhada ainda é longa, mas o ano termina com um saldo positivo e devemos comemorar.

 

 

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