Verstappen: ame-o ou deixe-o

Lá nos idos de 2010, eu comecei um blog totalmente independente. Minha ideia era escrever coisas que eu gostaria de encontrar na internet, mas não conseguia. E não é que tinha mais gente com a mesma “sede” que a minha? Não demorou para o Faster F1 ser notado por profissionais da área e, no final do ano, Luis Fernando Ramos, o Ico, me convidou para escrever um texto no blog dele. E logo depois ele e o Felipe Motta me chamaram para fazer parte do time do TotalRace. Quase dez anos depois, chegou a hora de eu retribuir. Selecionei 12 textos entre as dezenas que me mandaram e espero que curtam o material que vai ser publicado até meados de janeiro por aqui.

Por Valentina Peña Orozco (estudante de jornalismo colombiana mandando muito bem no português!)

Para ninguém é um segredo que o Verstappen é um dos preferidos para se virar próximo campeão do grid num futuro mais perto do que longe. O holandês que é reconhecido pelo seu jeito agressivo e arriscado de conduzir, consegue despertar emoções muito diferentes nos fãs do esporte: por um lado, tem uma das maiores torcidas que leva o nome da “Orange Army”, mas por outro, também é bastante criticado e às vezes odiado pela sua personalidade particular. Falar o que pensa sem se importar com as consequências e se arriscar até o limite para defender ou ganhar uma posição parecem ser dois dos seus hobbies preferidos e isso já gerou bastante drama no universo da Fórmula 1. 

É impossível esquecer daquelas declarações acusando a Ferrari de trapacear depois do GP dos Estados Unidos, onde coincidentemente a equipe italiana não tive uma boa corrida após a FIA esclarecer as regras específicas sobre o fluxo de combustível. Para o holandês, a queda de desempenho não foi uma surpresa e os comentários e reações não demoraram a chegar. Jornalistas, fãs e membros da Ferrari se manifestaram bastantes chateados pelas palavras do piloto de 22 anos e até Mattia Binotto procurou Christian Horner para conversar sobre o assunto. 

Mas suas palavras não são as únicas julgadas, pois suas ações na pista também já deram o que falar. O exemplo mais recente foi a controvérsia no GP do México na qual o Max tinha conseguido a pole, mas foi sancionado com três posições no grid de largada por não desacelerar após a bandeira amarela no final da Q3 causada pelo acidente do Bottas. A ação foi qualificada por muitos com irresponsável e imatura e virou um tema de conversa bem interessante entre os fãs no twitter. 

Mas a verdade é que Max não seria ele não fosse pela sua autoconfiança, suas respostas sinceras demais nas conferências de imprensa e seu instinto animal quando ele sai na pista. Michael, meu melhor amigo norte-americano, tem uma frase que explica bem essa situação: “You gotta love it or hate it, there’s no in-between”. Verstappen é desses pilotos por quem você pode se apaixonar perdidamente pelo seu jeito único de ser e agir ou odiar com todas as forças do seu coração: não tem meio-termo nesse relacionamento com o holandês. E isso é o que faz ele ser tão diferente ao resto do grid.

1 comentário Adicione o seu

  1. Leandro A. disse:

    Bela iniciativa.

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