Turistando na F1 e 10 coisas que você não sabia sobre Mônaco

O concretão para tomar sol

 

É até estranho lembrar que estamos no final de maio e não vai ter GP de Mônaco. Mas aqui no blog nem o coronavírus impede vocês de viajarem comigo até os palcos das etapas do campeonato. Depois da primeira temporada do Turistando dar uma geral nos palcos de todas as etapas da Fórmula 1, a segunda veio em 2018 com todas as dicas para quem quiser acompanhar as corridas de perto, e a terceira, ano passado, deu um giro culinário pelo mundo. Agora é a vez de ampliar os conhecimentos sobre cada uma das 22 sedes da temporada.

 

Não é por acaso que, nas imagens de Mônaco, é mais fácil ver gente tomando sol nos prédios do que na praia. Mônaco fica na costa, mas não é tão fácil assim achar um lugarzinho na areia. A única opção é Larvotto, e boa sorte para encontrar um lugar para ficar, já que não é exatamente uma Copacabana em termos de tamanho. Tem também a opção de se esticar num concretão que parece arquibancada antiga de estádio. Pelo menos fica de frente para o mar.

 

Não sei se fica claro nas imagens o quanto de ladeira tem em Mônaco. Por isso, o grande segredo para andar por lá é saber onde estão os elevadores públicos. Isso não é tarefa fácil, já que eles podem ficar dentro de prédios residenciais mesmo. Se não achar, haja escada!

O outro porto

 

Os pilotos não costumam morar por onde passa a pista. Mas em Fontvieille, que é outro porto, ao oeste daquele famoso que sempre aparece na TV, com prédios mais novos. Então talvez não seja por acaso que o local Leclerc disse que só viu piloto dando bobeira na rua uma vez. Ele viu Daniel Ricciardo num supermercado, quando ainda estava na GP3. E ficou com vergonha de se apresentar.

 

A população não é das maiores então não é completamente estranha a informação de que a mãe de Leclerc era cabeleireira de Coulthard. Mas dá a noção de que você também pode ser uma pessoa gente como a gente mesmo tendo nascido lá.

 

Perto de um terço dos habitantes são milionários. E os números vêm aumentando bastante de 2013 para cá. As leis, é claro, ajudam: você precisa ter pelo menos 500 mil euros (mais de 3 milhões de reais) na conta de um banco local para se inscrever para tentar morar lá.

 

No mesmo prédio onde fica, por exemplo, a sala de imprensa e a organização da prova, está localizada a Escola Internacional de Mônaco. Há alguns anos, cruzei com Felipinho Massa saindo de lá e indo direto ver o pai no “trabalho”. Rosberg também estudou por lá. O ano letivo custa, em média, 25 mil euros (ou mais de 150 mil reais).

A curva de Ste Devote “esconde” uma capela do século XI, muito bem preservada, e dedicada ao patrono monegasco. Uma das minhas maiores felicidades ao longo dos anos cobrindo a corrida lá foi dar de cara com ela sem querer.

 

Falando em “cantinhos de Mônaco”, certa vez os editores do UOL me pediram para procurar lugares frequentados por Senna. Lembro de sentar com o Reginaldo Leme tentando fazê-lo lembrar de lugares em que Ayrton ia, sem muito sucesso. “Acho que não tem mais nada em pé”. No final das contas, só achei um bar, o Tip Top, que fica um pouco antes da Mirabeau, e o Columbia Palace, onde Senna morava. Com aquela cara de anos 80, mas tá lá em pé firme e forte, a uns 5 minutos da Portier.

 

É bem provável que o cenário de Mônaco já esteja começando a mudar quando a F1 voltar para lá, ano que vem: está em andamento um projeto para criar um eco-distrito de 6 hectares numa ilha artificial, que vai ficar perto da região do túnel. A expectativa é de que a obra seja entregue em 2025 a um investimento de 3 bilhões de euros. É esperado que seja algo de tão alto nível que o metro quadrado não sairia por menos de 100 mil euros (mais de 600 mil reais). O metro quadrado mais caro do Brasil, para efeito de comparação, não passa dos 25 mil. Reais.

 

Não é difícil entender o porquê das cifras tão altas: só milionários são aceitos e a área total (antes da expansão) é o equivalente a 60% da área do Central Park, em Nova Iorque. Então ou você nasce lá e é gente como a gente, ou se vira com a baixa oferta e a procura com bolsos cheios.

4 comentários Adicione o seu

  1. Paulo Moreira disse:

    O Mónaco é um mundo à parte não é?
    É um sitio bonito mas eu acho que não ia gostar de morar lá (tirando a parte que não iria pagar impostos).
    Acho que deve de ser bom para passar uns dias, agora morar num sitio que nem tem parai… Não há nada como ter os pés na areia, esticar a toalha e ficar deitado a ouvir o mar.

    visitem: https://estrelasf1.blogspot.com/

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  2. Não é para mim também não!

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  3. Augusto abate disse:

    Julianne, meus parabéns!!! Já assisti 3 Gps em Mônaco, fico hospedado em Nice e já fui de carro e de trem para assistir a corrida, o melhor pra mim são as vésperas do Domingo, com as festas e as pessoas umas mais lindas que as outras rodando em volta do circuito. As dicas são ótimas e estão anotadas, como sou chato poderia ter mais fotos ou mesmo posições de mapa destes lugares.
    Valeu!

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  4. Wesley Andrade disse:

    Meu Deus! Pelas fotos deste post vejo que Monaco só tem ladeira!

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