10 motivos para não perder a temporada 2020 da F1

Muita coisa mudou em pouco menos de quatro meses, quando a F1 imaginou que podia driblar o coronavírus e começar sua temporada. O campeonato de 2020 será intenso, com pouco tempo para se recuperar e poucas oportunidades também, já que o desenvolvimento dos carros terá limitações. E quem se adaptar melhor leva.

 

Campeonato express

Sim, vamos conhecer o campeão em menos de 6 meses – e isso não quer dizer que alguém dominou absurdamente como quando Schumacher foi penta em julho. Será um ano mais de tirar o máximo do carro que tem nas mãos do que de buscar desenvolvimento, o que vai testar as equipes de uma maneira diferente. Para os pilotos, pela sequência maluca de corridas, saber equilibrar a agressividade com o cuidado para não acabar com o equipamento será fundamental.

 

Líderes aos 22 anos

Para Max, liderar equipe grande não é uma novidade. Para Leclerc, sim. Será que a linha de aprendizagem seguirá tão íngreme mesmo assim? Seja como for, é fato que o início do choque geracional que vimos ano passado nos times grandes vai se intensificar, com Albon também mais adaptado à Red Bull. Os pilotos abaixo dos 25 já são a metade dos pilotos do grandes, algo impensável até pouco tempo atrás.

 

Hamilton o mais vencedor da história?

Vai ficar um pouco mais difícil com a temporada mais curta, mas o inglês pode sim passar as 91 vitórias de Schumacher ainda em 2020. E alcançar seus sete títulos. Será que as conquistas do inglês vão ser, como de costume, relativizadas por motivos, como de costume também, pouco objetivos?

 

Nervos de aço

A temporada deve começar com 3 x 3, ou seja, por três vezes haverá três corridas em finais de semana seguidos, algo que só aconteceu (uma vez) em 2018. Para os pilotos, a carga emocional é grande, mas nada se compara aos engenheiros e, principalmente, mecânicos, cuja carga horária não só no domingo de GP, mas de quarta a domingo, é de pelo menos 10h. Sob muita pressão.

 

Relação Vettel-Ferrari

É forte o burburinho que vem da Itália de que, além de não oferecer algo aceitável para Vettel continuar na Ferrari, a Scuderia ainda tentou diminuir seu salário neste ano. Não que o alemão aparente ser daqueles apegados à grana, mas é lógico que há toda uma simbologia atrelada a isso. Imagine se rolar um “Charles is faster than you” com esse pano de fundo…

 

Novas pistas

No meio da crise, aparecem oportunidades, não é verdade? E no caso da F1 as mais imediatas foram de pistas que tinham interesse em estar no campeonato, mas não estavam em condições de oferecer um bom pacote. Junte-se a isso a sorte de estar na Europa, com menos complicações para os deslocamentos e, no meio de todos os desafios, os pilotos e equipes ainda terão algumas pistas novas para aprenderem. Pelo menos não estamos na época de testes ilimitados. Caso contrário, Mugello seria a corrida mais previsível do ano!

 

Vamos ouvir menos ‘poupe o motor’

As fornecedoras se prepararam para fazer 22 corridas com a alocação de motores, e vão fazer, no máximo 18. E isso gera, obviamente, menos necessidade de poupar equipamento, e pode trazer surpresas, uma vez que as unidades de potência não são tão diferentes assim em termos de rendimento em si, mas sim em quanto tempo conseguem operar em configurações mais ricas. Junte-se a isso o fato da Honda acreditar ter conseguido um salto importante com a atualização que Red Bull e AlphaTauri vão usar logo desde a primeira etapa…

 

Despedidas tensas

Certamente a relação Vettel-Ferrari vai chamar mais atenção, mas não é a única que pode esquentar ao longo de um ano em que se sabe que várias parcerias estão com os dias contados. Especialmente quando duas destas situações envolvem a Renault e Cyril Abiteboul, o que é promessa de pressão para cima da McLaren e de Ricciardo.

 

As vantagens do regulamento estável

Manter as mesmas regras costuma gerar mais competitividade na F1. Pelos sinais da curta pré-temporada, a impressão foi de que a Ferrari perdeu a chance de encostar, talvez às voltas com as mudanças que teve de fazer em relação ao ano passado, e a Red Bull possivelmente está um pouco longe demais para lutar por título. Mas uma coisa é certa: ninguém duvida que o meio do pelotão está mais embaralhado do que nunca.

 

A despedida de Raikkonen?

Por último, mas não menos importante: tem que ter coragem para apostar qualquer coisa sobre a carreira de Kimi Raikkonen. Ele “foi saído” da Ferrari por duas vezes, e em ambas houve quem acreditou que sua carreira tinha chegado ao fim. Mas parece que ele gosta mesmo desse negócio de corrida de carro. E, no ano em que faz 41, pode arrumar mais uma extensãozinha de contrato. Por que não?

2 comentários Adicione o seu

  1. Daniel Wey disse:

    Julianne, você irá para as corridas ao vivo? Haverá um “cercadinho” para as entrevistas? Como funcionará a cobertura para os jornalistas em meio a todas as restrições da pandemia?

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  2. Não vou para estas primeiras. Só 10 vão de jornalismo impresso/internet e eles não terão acesso ao paddock. E o acesso do pessoal de TV vai ser bem mais restrito tb. Mas quem tem credencial permanente terá um bom acesso e várias chances de participar online, então não fazia muito sentido ir.

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