Turistando na F1 e 10 coisas que você não sabia sobre a Áustria

Uma pista no meio da floresta na Áustria. Foto: Julianne Cerasoli

 

Finalmente chegou a hora de viajarmos com a F1, talvez não fazendo uma volta ao mundo como de costume neste ano, mas dando aquele rolê de qualquer jeito. Para ajudar a entrar no clima, um fim de semana de corrida tem que começar com o Turistando.

Lembrando que esta é a quarta temporada do turistando: já dei uma geral nos GPs, dei dicas para quem quiser curtir essas corridas ao vivo e fiz um passeio culinário pelos destinos da temporada:

 

As pacatas cidadezinhas ao redor do circuito da F1 na região da Estíria geralmente são a morada de pessoas mais velhas que decidiram viver no campo, e muitos cultivam parte do que comem e criam alguns animais. Para se ter uma ideia, a cidade de Spielberg tem menos de 6 mil habitantes.

 

Dentro desse clima, algumas casas tentam manter as tradições. Não é incomum ter cabeças de animais empanadas na decoração da sala e chuveiro com aquecimento a lenha. Mais roots, impossível.

 

A região é um destino turístico na Áustria o ano inteiro: no inverno para esquiar, e no verão para fazer caminhadas nas montanhas. Inclusive há casinhas no topo das montanhas para as pessoas passarem a noite durante as caminhadas mais longas.

 

É uma tradição austríaca mas não faz mal nenhum copiar: quando se brinda por lá, tem que olhar olho no olho, caso contrário a pessoa terá sete anos de sexo ruim.

 

Para muita gente é difícil usar o nome Red Bull Ring para o palco do GP da Áustria. E, de fato, é uma pista que já teve alguns nomes na história. Nomes mesmo só existiram outros dois, Österreichring, que era bem mais longo, e A1-Ring, a partir de 1996, quando a pista foi encurtada e ficou muito semelhante ao que é hoje, mesmo depois de ter sido comprada, logo depois, pela Red Bull. Mas a pista também ficou conhecida pelas cidades das redondezas, Zeltweg (por onde a pista antiga passava) e Spielberg (onde o que sobrou da pista de hoje está).

 

Existe uma certa rivalidade entre os austríacos de Viena e do restante do país, já que as personalidades e valores seriam diferentes. Pelo menos é isso que eu sempre ouvi dizer, e o grande exemplo que foi me dado é observar como o vienense Toto Wolff se posiciona, e como Franz Tost, da pequena Trins, perto de Innsbruck, se comportam e se posicionam de maneiras completamente diferentes.

 

Não é por acaso que já senti vergonha de dizer o que fazia da vida conversando com austríacos, principalmente com todas as horas de voos decorrentes do trabalho na F1: é um dos países mais ‘verdes’ da Europa, com 63% do lixo reciclado e a maior parte da eletricidade vinda de fontes limpas, principalmente eólica.

 

Foto: Julianne Cerasoli

Quem viu o GP da Áustria já percebeu que algumas pessoas usam roupas típicas, e é uma tradição que a Red Bull costuma manter do jeito que pode. Engana-se quem pensa que é algo que só é usado nesta região do mundo no Oktoberfest ou algo do tipo. Aquela roupa com ar camponês é chamada de Tracht e algo de boa qualidade custa algumas centenas de euros. E é muito valorizada na região, como forma de manter as tradições.

 

A Áustria já foi oito vezes maior do que é hoje, primeiro com um império próprio e depois na época do império Austro-Húngaro, no século XIX e início do XX. Aliás, um dos lugares mais marcantes por que já passei foi Sarajevo, que era um dos limites deste império. Até hoje, o centro da cidade é dividido por uma linha: de um lado, a arquitetura lembra muito Viena. No outro, Istambul, uma vez que o império “do outro lado da rua” era o Otomano.

 

Foi justamente lá em Sarajevo que o assassinato do arquiduque do Império Austro-Húngaro, Franz Ferdinand, acabou sendo o estopim para o início da Primeira Guerra Mundial. Foi essa guerra que acabou com o império Austro-Húngaro e, é claro, Ferdinand não é o único austríaco que ficou associado a uma grande guerra…

2 comentários Adicione o seu

  1. Ricardo Talarico disse:

    Julianne,
    Mais um post maravilhoso.
    Obrigado.

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  2. Paulo Moreira disse:

    Pois não, o outro austríaco associado a uma grande guerra foi o Hitler. Curiosamente as insígnias da força aérea da Finlândia perderam no passado mês a cruz suástica que ostentavam desde 1918, antes de o símbolo com uma história milenar ser apropriado pelo nazismo, que ainda nem existia. A mudança já era defendida há muito tempo e tem como propósito evitar mal-entendidos.
    Passando a frente. A Áustria deve ser um pais maravilhoso, pela sua cultura e monumentos, mas também pelas montanhas e pelo verde dos seus campos.

    Cumprimentos

    visitem: https://estrelasf1.blogspot.com/

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