Turistando na F1: 10 coisas que você não sabia sobre a Hungria

Budapeste é a capital mais bonita da Europa para esta que vos escreve. Foto: Julianne Cerasoli

Para ajudar a entrar no clima de GP, um fim de semana de corrida tem que começar com o Turistando! Lembrando que esta é a quarta temporada desta série: já dei uma geral nos GPs, dei dicas para quem quiser curtir essas corridas ao vivo e fiz um passeio culinário pelos destinos da temporada:

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O húngaro é uma língua completamente diferente das vizinhas, guardando semelhanças apenas com o finlandês e o estoniano. Mas não são muitas: são menos de 10 palavras similares. Não é o suficiente para explicar, portanto, porque, desde o primeiro GP da Hungria, em 1986, são os finlandeses que invadem a cidade na época da corrida. Mais fácil justificar com a proximidade e a possibilidade de encher a cara sem gastar muito no verão húngaro.

 

Na Hungria a palavra Magyar ou similares está por todos os lados, acredito que você já tenha notado isso na transmissão do GP da Hungria. Ela se refere ao povo que deu origem ao húngaro, mas que na verdade não é de lá: eles fugiram das montanhas Ural, que ficam na região em que hoje está o sudoeste da Rússia e o Cazaquistão. Também é por isso que a língua é tão diferente das vizinhas.

 

Esse povo Magyar inclusive fundou um dos estados mais antigos da Europa, em 896. Dizem que, por conta disso, até hoje nenhum prédio por lá pode ter mais do que 96 pés, que é o equivalente a uns 10 andares. A coisa foi ficando tão séria que o hino tem de ser cantado em 96 segundos. Pelo menos o GP da Hungria escapou de ter 96 voltas!

 

A Hungria é famosa pelas águas termais e o país tem nada menos que 1500 spas. E o mais legal é que o entorno destes lugares pode ter tanto um ar mais romano, quanto mais turco, e com isso conta um pouco da história também da região. As termas mais antigas de Budapeste ainda em uso, inclusive, a Kiraly Bath e a Rudas Bath, foram construídas pelos turcos no século XVI!

 

Falando em águas termais, dá para ir para a praia na Hungria? Os locais diriam que sim. O lago Balaton é o maior da Europa central e atrai milhares de pessoas no quente verão húngaro. Pode faltar ondas ou mesmo areia, mas pelo menos o lago é conhecido por ter minerais na água que ajudariam a curar doenças.

Beleza tem muito a ver com gosto, claro, mas considero Budapeste a capital mais bonita da Europa. E parte desta beleza está no ar meio decadente de alguns dos prédios, claramente há décadas sem serem restaurados. E a cidade parece estar bem à vontade com eles, com estabelecimentos integrando-se a esta arquitetura que lembra dias de mais glória da cidade.


Basicamente tudo tem páprika na comida. Então tudo tem aquela cor meio laranja, meio avermelhada. E não é só isso: a páprica vem de pimentas, que podem ser mais ou menos azedas dependendo de onde são cultivadas. E a páprica tomou conta da culinária húngara justamente porque as pimentas lá são mais adocicadas. Tem quem goste, claro.

 

A Hungria é famosa pelos compositores clássicos – inclusive, a Ópera de Budapeste segue sendo uma referência – mas também é um país de inventores. Sabe o Cubo Mágico? Foi criado por um húngaro, Erno Rubik.

 

Todo cuidado é pouco na hora de brindar na Hungria. Reza a lenda que, quando a revolução húngara de 1848 foi derrotada, 13 generais do país foram executados e, após cada uma das mortes, os austríacos brindavam com seus copos de cerveja. A partir daí se tornou sinal de mau agouro brindar por lá. Mas o costume de um olhar no olho do outro para afastar o azar, que também existe na Áustria, está mantido!

Enquanto nas olimpíadas os brasileiros ficam ligados em esportes como vôlei e ginástica artística, os húngaros são bons em esportes aquáticos. O esporte nacional é o polo, e é o que deixa todo mundo grudado na telinha na época dos Jogos. Essa relação especial do polo com a Hungria levou a um capítulo clássico da história das olimpíadas: a vitória de 4 a 0 dos húngaros contra a União Soviética e Melbourne, 1956. Com a Hungria sob a Cortina de Ferro, as tensões entre os dois países eram fortes, e foram parar na piscina: o jogo ficou conhecido como a partida da piscina de sangue.

1 comentário Adicione o seu

  1. Paulo Moreira disse:

    Mais um belo pedaço de história e aprendizagem.
    Já me disseram que o GP da Hungria é um dos melhores para se ver ao vivo e que Budapeste é uma cidade bastante acessível em termos de preços.

    Julianne, espero que este ano você escreva umas palavras sobre Portimão. Era sinal que o GP de Portugal estava de volta.

    cumprimentos

    visitem: https://estrelasf1.blogspot.com/

    Curtir

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