Turistando na F1 e 10 coisas que você não sabia sobre a Inglaterra

O GP geralmente é em julho e, agora, no início de agosto. De qualquer maneira, teoricamente, é ápice do verão. E parece ser apenas com isso em mente que os ingleses vão ver a corrida: sempre de shorts e camiseta. Mas não é raro que a temperatura esteja abaixo de 18 graus na corrida, e ainda menos quando chove (já peguei 12-13, e sempre esfria à noite). Mesmo assim, eles não abandonam a camiseta.

 

Uma piada comum, inclusive, foi contada a Lula por Tony Blair certa vez: o político brasileiro perguntou quando seria o verão na Inglaterra e o britânico disse, “ano passado, caiu numa quarta-feira”. Não é estritamente verdade, ainda mais em época de aquecimento global, mas é fato que pode mesmo fazer frio no verão. Em Silverstone, então, nem se fala!

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Esportes são muito populares no Reino Unido. Você vai em um parque e vê gente jogando futebol, rúgbi, críquete, tênis. E se tiver algum rio pelo caminho logo verá os caiaques e, principalmente, pessoas praticando remo. A F1 em si não é tão popular quanto já foi, muito em função de não estar na TV aberta desde 2011, mas quem vai para Silverstone com certeza entende do assunto. Isso pode ser curioso porque eles têm Lewis Hamilton e as pessoas podem imaginar que a F1 é super popular no Reino Unido no momento. Mas ele não para o país como Mansell fazia (na verdade, convenhamos, com todo mundo tão focado em sua própria bolha e envolto em seus algoritmos, temos mais ícones de nicho do que grandes unanimidades nacionais).

 

Quando se fala em Inglaterra, logo se pensa em tradição. Mas a maior cidade das redondezas de Silverstone está longe disso. Milton Keynes é uma cidade planejada nascida nos anos 1960. Tudo o que você não imagina de uma cidade inglesa.

 

Um daqueles ônibus vermelhos de dois andares faz o transporte do estacionamento de Silverstone até o paddock. E é basicamente o único meio de transporte até lá. Certa vez, tirei foto de Alain Prost pegando ônibus na mesma “levada” que eu, acho que em 2013, e não expliquei direito quando postei isso nas mídias sociais. Acharam que era o transporte público e que a foto era um grande exemplo de como a Europa era evoluída!

 

Se um inglês desconhecido desembesta a falar com você, pode ter certeza que não é londrino. Na verdade, há a enorme possibilidade de que ele seja do norte do país, pois eles são conhecidos por serem expansivos. E, se você não entender muito bem o que ele está falando, aí é certeza absoluta que é do norte! Definitivamente, eles não têm aquele “sotaque padrão BBC” que você espera de um britânico.

 

Para quem vier à Inglaterra pós-pandemia pensando em ir curtir um jogo da Premier League: mesmo o ingresso básico é extremamente caro – perto de 400 reais para os times grandes – e conheço muitos ingleses mais novos que nunca viram seus times por conta disso. Uma dica é procurar pelos jogos de copa (Copa da Inglaterra e Copa da Liga), cujo preço é cerca de cinco vezes menor.

O café da manhã dos ingleses não podia ser mais diferente do brasileiro – e é conhecido como um prato infalível para curar ressaca. Ou pelo menos serve para quem conseguir encarar uma mistura de feijão com ovo, linguiça, bacon, cogumelo, tomate (cozido) e uma espécie de mini-hambúrguer feito de sangue e gordura de porco. Como eles dizem por aqui, o que não te mata, te torna mais forte.

 

Toma-se chá (não qualquer tipo, geralmente os mais fortes, tipo chá preto) com leite. Inclusive, é minha lembrança mais marcante do meu primeiro GP da Inglaterra, quando me perguntaram como eu gostaria que meu chá fosse e a única resposta que me veio à cabeça foi “quente, ué?”

 

A mão do trânsito é invertida se pensarmos no padrão brasileiro mas isso nem sempre quer dizer que os pedestres tenham que acompanhá-la. Na verdade, em metrôs, por exemplo, às vezes se anda como nas ruas, às vezes não. E as portas parecem todas feitas para canhotos, com a abertura do lado esquerdo. Ah, e muitas vezes você tem que usar a chave de ponta-cabeça para abrir a porta. É, essa ilha não é para iniciantes.

3 comentários Adicione o seu

  1. Robson Coimbra disse:

    Na Era Medieval os cavaleiros apendiam a conduzir seus cavalos com a mão esquerda, para que a mão direita ficasse livre para manusear a lança, naquelas batalhas entre dois cavaleiros ingleses. Acabou virando o jeito da direção dos carros.

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  2. Paulo Cunha disse:

    Finalmente a gente pode corrigir a Cerasoli! O tomate é assado ou frito (fried or grilled tomatoes, https://en.wikipedia.org/wiki/Full_breakfast). Tomate cozido vira molho…
    Mas como sempre, tem a porção que nos faz pensar: ícones de nicho é uma imagem bem interessante.

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  3. Paulo Moreira disse:

    Esses pequenos-almoços não são para mim, mas aqui em Portugal e principalmente no Algarve, já se vê muito, mas lá metade da população são ingleses…
    Não sei como se portam os ingleses a ver F1, mas no futebol são um bocado malucos. Só querem é cerveja, cantar, cerveja, partir coisas e mais cerveja.

    cumprimentos

    visitem: https://estrelasf1.blogspot.com/

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