Drops do GP da Espanha: Mercedes pressionada, Vettel desconfiado. E um GP na Turquia

Hamilton não parece estar em uma situação tão confortável quanto gostaria em relação a seu futuro. Ele sabe da importância de Wolff não apenas para tirar o máximo dos personagens centrais da Mercedes, como também reconhece o quanto a maneira como ele, Hamilton, tem vivido nos últimos anos tem muito a ver com a visão de seu chefe. E Wolff disse que ainda não decidiu o que quer fazer.

 

A impressão é de que a Mercedes vive pressões de todos os lados. Tem rival querendo que eles também sejam investigada pela cópia da Racing Point (ainda que não dê para acusá-la no caso dos dutos em particular, a teoria é de que seria impossível fazer uma cópia tão perfeita do resto do carro sem uma mãozinha, como um scan do carro por exemplo, ou não apenas usando o túnel de vento da Mercedes – o que eles estão fazendo, legalmente-, mas também o próprio carro de túnel de vento deles), tem a proibição do “modo festa”, que é muito mais potente no caso dos motores alemães, tem a grande possibilidade de que a Pirelli continue com os mesmos pneus por uma terceira temporada, o que significaria o aumento das pressões mínimas, algo que não é nada bom para eles.

 

Tudo isso já aconteceu no passado com outras equipes dominantes, mas não no meio de negociações para a assinatura de um novo contrato com a F1. Wolff disse que eles estão prontos para assinar, o que fizeram, mas é difícil imaginar que isso aconteça sem algo em troca dentro de todo esse ambiente.

 

Vocês tinham que ver a cara de Grosjean quando foi perguntado sobre a volta da Turquia ao calendário, no sábado. Era claramente a primeira vez que ele ouvia falar nessa possibilidade, que começou a ser levada mais a sério há alguns dias, já que os vietnamitas não se decidem e, se a F1 não for até lá, não faz sentido ir até a Malásia. No momento, são 13 corridas e, com a possibilidade de fazer duas no Bahrein e uma em Abu Dhabi no bolso, a F1 já sabe que tem seu dinheiro dos contratos de TV no bolso, com 16 etapas. Mas estas corridas do Oriente Médio estão marcadas (ainda que não tenham sido anunciadas) para dezembro e há um buraco para ser preenchido em novembro, quando já é arriscado correr na maior parte da Europa por conta do frio, ainda que, em Istambul, não é de se esperar temperaturas tão diferentes das da pré-temporada deste ano na Espanha…

 

Nico Rosberg deitou e rolou trabalhando para a F1 e Sky neste final de semana. Impressionante como ele consegue explicar com profundidade e clareza, e como tem um olho afiado também. Deu até para perceber certo incômodo de Brundle (que reina há anos na Inglaterra como comentarista, independentemente de quem tem os direitos) quando os dois dividiram a cabine momentaneamente nos treinos livres. E entrevistando os pilotos para a F1 antes da corrida, ele aproveitou para lembrar todo mundo que é um poliglota. Acho que só faltou russo, dinamarquês e finlandês (o que, para um Rosberg, é quase imperdoável). E “naquele” lance do terceiro treino livre, ele viu na hora que Ocon simplesmente não estava olhando para frente.

Até Vettel foi ouvir o que o compatriota tinha a dizer. Depois de ser entrevistado junto de Leclerc antes da corrida, puxou Nico de canto para uma conversa em particular. Falando em Sebastian, ele tenta soar otimista com suas palavras, mas seu corpo diz algo totalmente diferente. Chamou a atenção o fato dele não ter dito uma só palavra durante a classificação, como se tivesse decidido que corre sozinho nesta temporada. E sabemos que sozinho, na F1, simplesmente não dá.

 

Na coletiva após a corrida, como sempre com Binotto sentado entre os dois pilotos, ele chegou com um papel na mão, ao qual olhava com um misto de atenção e desalento. A coletiva atrasou quase 10min, algo que já disse por aqui ser muito incomum na F1, e nesse meio tempo Leclerc ficou sozinho, grudado no seu telefone (aliás, como só uma ou duas perguntas foram para ele, permaneceu assim pela maior parte do tempo). Binotto e Vettel chegaram juntos, com ele ainda analisando o papel. Era para convencê-lo que não daria para chegar mais adiante mesmo focando o tempo todo em fazer só uma parada. Ele não parecia muito convencido.

2 comentários Adicione o seu

  1. ALLAN PEREIRA GUIMARAES disse:

    Ju, faltou uma revisão no texto, há algumas palavras repetidas desnecessárias. Mas só pra ser muito exigente mesmo, o conteúdo tá ótimo!

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  2. Paulo Moreira disse:

    Agora que já foi assinado por todas as equipas o acordo de concórdia, pode ser que acabem as polémicas em torno da Mercedes, se fica ou vai embora da F1, e isso poderá dar a tal estabilidade ao Hamilton.
    Já o Vettel deve de estar a ter um ano horrível, onde a motivação é quase nula. Foi muito de baixo nível o que fizeram com ele.

    cumprimentos

    visitem: https://estrelasf1.blogspot.com/

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