Turistando na F1 e 10 coisas que você não sabia sobre a Bélgica e a Itália

Sim, fui eu quem tirou essa foto. Bons tempos em que a gente podia chegar pertinho da pista!

Quando você chega a Bruxelas, seja de trem, seja de avião, sempre tem a impressão de que a cidade está com um alerta máximo de terrorismo. Afinal, não é comum na Europa ver policiamento com metralhadoras em locais de grande movimento – na verdade, em lugar algum. Por lá, não é bem assim.

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Se fala francês e flamengo na Bélgica. Mas que raios de língua é essa, que tem nome de time de futebol? É basicamente o mesmo que holandês, mas com um sotaque mais leve (eu diria, mais afrancesado, como se fosse possível holandês ser afrancesado). É a língua oficial da parte norte da Bélgica, de onde Verstappen vem (sim, ele é nascido na Bélgica, a uma meia hora da fronteira com a Holanda). E a pista? Fica ao sul dessa região, mas logo na divisa. Mais um motivo para explicar por que os torcedores de Verstappen se sentem em casa.

São várias as coisas que os belgas acreditam fazer melhor do que ninguém. Cervejas, chocolates, waffles e, é claro, batata frita, já que foram eles quem as inventaram. Mas nada de colocar catchup na batata quando estiver com lá: a tradição é comer com maionese.

Se não chover muito, não é Spa

Falando em chocolate belga, é ele que move a auto-proclamada menor cidade do mundo, chamada Durbuy – e que não fica longe da pista de Spa, sendo considerada a porta de entrada para a floresta das Ardenhas. E o quão pequena seria essa cidade, que pouco mudou desde o século XVI? Dizem que dá para andar de uma ponta à outra em cinco minutos…

Existe um ponto curioso sobre essa dobradinha Bélgica e Itália, que já virou tradição no calendário da Fórmula 1: há um número curiosamente grande de italianos vivendo na Bélgica. Eles ficam atrás apenas dos holandeses e dos franceses que, além de vizinhos, têm ainda a vantagem de falar alguma das línguas oficiais do país (vide o item anterior). Mas e os italianos? Eles começaram a chegar em grande número na diáspora da pós-unificação italiana (nas últimas décadas do século XIX) e se fixaram em grande número justamente na região onde fica a pista, mais precisamente na cidade de Liège.

O circuito de Monza fica dentro de um parque público, que permanece aberto em dias de corrida. É claro que o acesso é restrito mais perto da pista em si, mas é normal concorrer por espaço com gente pedalando, correndo ou mesmo só passeando com o cachorro enquanto tenta entrar na pista. Tem um campo de golfe também por lá e é comum ter gente tranquilamente jogando enquanto os pilotos enfrentam a pista mais rápida da temporada.

Tem muita gente que se hospeda em Milão para ver a corrida, mas há uma alternativa bem mais agradável: os trens que vêm do Lago Como também param em Monza, que fica entre o belíssimo destino turístico e a capital da Lombardia.

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Os italianos têm uma longa tradição de marcas de carros, mas isso não faz deles bons motoristas. O pessoal do norte vai dizer que a culpa por esta má fama é por conta do pessoal do sul – e realmente tudo vai ficando mais acalorado por lá – mas o padrão do norte também não é dos mais altos. E se der aquela amassada na lataria, mas o carro seguir funcionando, eles costumam deixar por isso mesmo.

A Itália é um país relativamente jovem – a unificação italiana, juntando as diferentes regiões, completou recentemente 150 anos – e o mesmo ocorre com a língua. Pelo menos na história de grande parte da população. A língua italiana adotada na unificação era a falada na região da Toscana e só foi efetivamente nacionalizada no século XX, com o rádio e principalmente a televisão. Por conta disso, muita gente ainda se comunica usando os dialetos das variadas regiões do país.

A pizza surgiu sem queijo, garantem os napolitanos, que dizem ter inventado um dos pratos mais tradicionais do mundo. E a justificativa faz sentido: era a comida dos marinheiros, que não tinham como estocar o queijo. Então a primeira pizza seria a que os italianos chamam até hoje de marinara, uma deliciosa e simples mistura de molho de tomate e alho. Quem quiser colocar queijo, melhor chamar de margherita. São esses, inclusive, os dois únicos sabores que a pizzaria Da Michele, aberta desde 1870 em Napoli, serve por lá. 

1 comentário Adicione o seu

  1. Robson Coimbra disse:

    Ma sono tutte brave persone !

    Curtir

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