Viagens e bastidores

Drops do GP da Toscana pós maratona histórica

E que fique registrado o protesto
(Photo Florent Gooden / DPPI/FIA POLL)

 

Sebastian Vettel pode estar vivendo um momento difícil na Ferrari, mas parecia uma criança ao lado do F2004 antes de Mick Schumacher dar uma voltinha no circuito de Mugello. Estava atento a todos os detalhes. Disse que só não comprou um desse porque “era muito caro”. Muita gente, de todas as equipes, aliás, correu para a mureta para ouvir o V10 do carro que tinha o recorde da pista de Mugello até este final de semana. 

 

Outro que não perdeu a chance de tirar uma foto do carro foi Bernd Maylander, o piloto do Safety Car. Aliás, foi curioso que a FIA mandou uma mensagem para todas as equipes dizendo que o Safety Car era vermelho neste final de semana. Como se ninguém tivesse notado.

 

Muita coisa mudou entre o primeiro e o último triple-header (sequência de três corridas) dessa maratona de nove corridas em 11 finais de semana. Enquanto o fato de algumas pessoas do alto escalão (pilotos, chefes de equipe) irem para casa entre uma corrida e outra ganhou muita visibilidade no começo, agora (que os números de novas infecções na Europa estão mais altos, embora a porcentagem de morte esteja em queda) os pilotos até estavam sendo perguntados nas coletivas de imprensa que lugares tinham visitado na Itália. Que diferença dois meses fazem nos tempos de corona!

 

Pelo menos agora muita coisa de mercado tende a andar, depois que acabou a maratona de provas. A Mercedes está tentando de tudo para não perder Andy Cowell, ex-chefe da divisão de motores, para algum rival. Tanto, que seu nome é cogitado para a chefia da Aston Martin, deslocando Szafnauer para a Williams.

 

Na Red Bull, pessoas próximas a Perez garantem que Christian Horner entrou em contato para sondar as intenções do mexicano. Disse que dariam mais duas corridas para Albon mostrar serviço, e que não querem promover Gasly. Por isso o pódio foi importante, ainda mais pela maneira como aconteceu, com um fim de semana sem erros e sem que Alex tenha se desesperado com as largadas ruins, embora o bom ritmo da Red Bull, claro, tenha ajudado.

 

O fato é que, se essa história chegou aos ouvidos do francês, com certeza não caiu bem. Gasly quer provar que Marko e Horner estavam errados quanto a ele e voltar à Red Bull. Com tantos egos envolvidos, isso parece impossível no momento.

2 comentários em “Drops do GP da Toscana pós maratona histórica”

  1. Julianne, boa tarde. Se a Liberty está oferecendo a transmissão tão mais barata assim, a ponto de emissoras pequenas poderem pegá-la, porquê a própria globo não pega? Ainda mais que falam que a audiência continua muito boa, mesmo sem pilotos brasileiros… Não entendi completamente esse racha…

Deixe uma resposta