A ideia que me fez entrar na F1

A minha primeira entrevista, em setembro de 2011, um ano e 5 meses após começar o blog

Era para este post ter saído lá em maio, quando este espaço completou 10 anos. Queria apresentar para quem começou a me seguir depois, ou relembrar junto de quem já está nessa caminhada há uma década, textos que davam um trabalhão. Um conteúdo que não foi feito por ninguém nem antes, e nem depois deste blog.

Mas talvez até tenha sido melhor assim. Lá em maio acho que não tínhamos a noção de como a pandemia mexeria com a gente, o quanto seria difícil deixarmos o nosso ‘eu social’ de lado (e o quão frustrante ver quem só pensou e pensa no seu próprio ‘eu social’).

Mas o que uma coisa tem a ver com a outra? O início deste espaço, que seria também o início da minha carreira como jornalista de F1, me remete à pior fase da minha vida. Sabe quando você olha ao redor e simplesmente não vê como sua vida pode melhorar? Você se sente vivendo num lodaçal, andando e não saindo do lugar, e todas as portas parecem fechadas, inalcançáveis?

Foi nesse clima que comecei o blog, em maio de 2010. Não tinha um plano, nem uma meta de acessos, muito menos aquelas frases de coach me guiando. Só queria fazer algo que de eu tivesse orgulho, criar um projeto que me desse prazer. É claro que cada um tem sua história, mas se eu pudesse dar um conselho, seria esse: comece a fazer algo de que você se orgulhe. Seja o que for, comece. 

Muita água passou por debaixo da ponte, mas ainda me orgulho muito desses textos, que eram o carro-chefe do blog que começou como Faster F1 (inaugurado poucas semanas antes daquela corrida “faster than you”!). Levava de 6 a 7h para fazer: eu via a corrida três vezes, com três narrações diferentes, anotando o que era falado de mais relevante, e depois costurava estas três narrativas em um texto que contava a história da corrida.

De onde eu tirei essa ideia? Pelo que eu me lembre, foi por ir atrás dos conteúdos pré-corrida que encontrava na internet e ver narrativas completamente diferentes entre os ingleses e os espanhóis. E a construção de narrativas é algo que me interessa. E só parei de fazer esses posts por um bom motivo: eles foram se tornando mais escassos quando fui trabalhar no UOL e passei a ir à grande maioria das corridas. Fui fazer outras coisas para me orgulhar.

Vou deixar aqui 10 posts sobre as transmissões, sendo 8 dessas narrativas e duas entrevistas que fiz em 2013 com o Luciano Burti e o Jacobo Vega, personagens que são bastante citados nos textos. Quem quiser maratonar, é só ver a lista completa AQUI.

GP de Abu Dhabi de 2010: Decisão do primeiro título de Vettel

“Tínhamos tudo previsto, menos isso”

GP de Singapura de 2011: O que falavam de Hamilton em sua pior fase

“Hamilton é um caso de psiquiatra”

GP da Europa de 2012: A melhor corrida de Alonso na F1

“Fernando tem o Kers da arquibancada”

GP do Brasil de 2012: Decisão dramática em Interlagos e tri de Vettel

“Drama em Interlagos

GP dos EUA de 2013: Vettel no meio de sua sequência impressionante de 2013

Com requintes de crueldade

GP da Austrália de 2014: Prova que marcou o início da era Mercedes

Madre mía, que forte está a Mercedes

GP do Japão de 2014: Acidente de Jules Bianchi numa corrida muito polêmica

“Não tem outro carro ali, tem?”

GP da Espanha de 2016: Primeira vitória de Verstappen, na estreia na Red Bull

“Cena de cinema”

Entrevista com Luciano Burti

E com Jacobo Vega, que era comentarista da TV espanhola

14 comentários Adicione o seu

  1. Ju, eu fico ansiosa esperando novos textos ou tweets seus. Eu amo a forma como vc se comunica. Tem sido um prazer te acompanhar. Obrigada

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  2. Fábio Andrade disse:

    O post das transmissões, a ideia que me levou a escrever um TCC. Você é sinistra dona Julianne!

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  3. Allan Wiese disse:

    Te acompanho desde os tempos de Faster e esses posts das narrações eram muito legais de se ler!
    Sua forma “fora da caixa” de trazer conteúdo de F1, desde lá até hoje, faz ser prazeroso abrir seu blog e ver que tem post novo.
    Parabéns e continue assim!

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  4. blonqstore disse:

    “Estatísticas da Ju”, do Blog do Ico, Lembra?
    Faz um tempinho, né?
    Como sempre, sigo o site, redes e dá para ver o quanto o conteúdo ficou mais detalhado e exclusivo.
    De longe, posso afirmar que foram 10 anos de muito trabalho que valeram a pena! Para nós, apaixonados por F1, com certeza!
    Siga em frente, crie sempre e a evolução certamente vem. Qual será o próximo passo?
    Ah! Seu conselho é ótimo!
    Obrigado, Julianne!

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    1. Acredita que eu não lembro do estatísticas da Ju?
      Muito obrigada pelas palavras

      Curtido por 1 pessoa

  5. Ricardo Talarico disse:

    Julianne,
    Pode se orgulhar, MUITO, pelo seu trabalho.
    Não perco uma postagem sua. Parabéns !
    Continue nos presenteando com seus textos.
    Abraços,

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  6. Joycr disse:

    Eu amava os posts das transmissões, eram geniais!!!! Eu ria tanto com o Jacobo…
    Ainda bem que você continua fazendo matérias incríveis!

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  7. Parabéns pelo trabalho, Ju. Vc é autêntica. E autenticidade é qualidade rara, tanto no jornalismo quanto na vida como um todo. Em um mundo onde todo mundo quer ser um “personagem” importante, você simplesmente está se tornando importante sendo você mesma

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  8. pedro araujo disse:

    lembro demais dos posts sobre as narrações!

    e realmente as construções das narrativas são tão importantes quanto o que é noticiado ou narrado, né? pra mim a comunicação é a área de conhecimento humano mais influente de hoje em dia. mas a menos entendida e valorizada. justamente pra que seja um ativo controlado por poucos…

    e as narrativas, interpretações a análises são muito mais variadas do que a gente imagina, pra qualquer situação ou noticia… é importante a gente ter acesso ao máximo de versões possivel… daí montamos nossos filtros…

    de qualquer forma, é muito legal a gente acompanhar sua trajetória desde a época do Faster F1… dos podcasts com o Ico… tinha uma entrevista legal sua na Continental Circus…

    Mal comparando, é igual a turma que acompanhava os Beatles desde o Casbah Club… Antes mesmo do Cavern Club! hahaha

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  9. Desde que eu conheci seu trabalho, acho que no total Race, nunca mais parei de te acompanhar.
    Suas postagens viraram leitura obrigatória.
    Acho incrível como você sempre encontra assuntos interessantes e os escreve com muito conteúdo.
    Parabéns pelo seu excelente trabalho!!!

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  10. luciano disse:

    Descobri os seus textos no Total Race, sempre ficava ansioso pelo “por brasileiros, ingleses e espanhóis” acho que era isso

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  11. Observador disse:

    Acompanho o seu trabalho desde o início e a considero a jornalista de F1 mais completa do Brasil, seus textos são ricos em detalhes, sempre passando informações baseados em pesquisas e não achismos com uma linguagem muio fácil de entender.
    admiro essa habilidade de traduzir assuntos tão complexos de uma forma que até quem nunca viu nada de F1 conseguiria entender.
    Sempre imparcial e profissional falando as coisas como elas são, você e o Adalton são feras.

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  12. Observador disse:

    Acompanho o seu trabalho desde o início e a considero a jornalista de F1 mais completa do Brasil, seus textos são ricos em detalhes, sempre passando informações baseadas em pesquisas e não achismos com uma linguagem muito fácil de entender.
    admiro essa habilidade de traduzir assuntos tão complexos de uma forma que até quem nunca viu nada de F1 conseguiria entender.
    Sempre imparcial e profissional falando as coisas como elas são, você e o Adalton são feras.

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