Lições de representatividade (e paternidade também!) na F1

Muitos dos textos que vocês mandaram para participar do Blog Takeover eram sobre ele, o heptacampeão Lewis Hamilton, que não só está reenscrevendo a história da F1 dentro das pistas como também tem sido fundamental para conectar a categoria a discussões que antes eram estranhas ao esporte. A representatividade é uma delas, muito bem abordada pelo vídeo do Felipe Oliveira, que tem um canal no YouTube voltado à paternidade.

Não foi por acaso que escolhi esse vídeo para abrir a semana do aniversário de 36 anos de Hamilton.

Fiquei imaginando a cena que o Felipe descreve sobre o GP Brasil de 2008, o que me lembrou da primeira vez que parei para pensar nessa questão de representatividade na F1. Foi quando meu ex-namorado, negro, reclamou que eu estava assistindo “esse esporte de branco”. Sem ter meus olhos treinados para ver esse tipo de coisa, era algo que nunca tinha passado pela minha cabeça. Nunca tinha percebido que basicamente só havia caucasianos e um ou outro asiático (japonês) no esporte.

Até que fiquei sabendo que a McLaren promoveria um jovem negro de 22 anos direto da GP2. E convenci meu então namorado a ver o GP da Austrália de 2007 comigo. Imagino que o orgulho da família do Felipe grudada na telinha naquele GP do Brasil tenha sido o mesmo do cara que exclamava “olha o negão! Ele é muito melhor que os outros!”, empolgadíssimo. Representatividade é um troço sério.

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