Quem é quem na temporada 2021 da F1: Williams

A Williams começa 2021 numa situação muito melhor do que há 12 meses, quando Claire Williams estava às voltas com um patrocinador principal que sequer queria pagar a conta. O dinheiro de Latifi chegara em boa hora, mas ela já tinha o visto do bonde do investimento de bilionário canadense passando uma vez e não podia se fiar a isso. Muito atrás de todo mundo em 2019, a Williams só poderia sonhar em se aproximar do fundo do pelotão, sem saber muito bem como viraria o jogo com o novo regulamento.

Doze meses é pouco tempo para sair de uma situação tão complicada, mas todos os passos que a Williams deu de lá para cá foram positivos. A aquisição por um fundo de investimento que vem tomando decisões acertadas e estudadas, a chegada de um nome experiente como Jost Capito e a própria melhora na pista são bons sinais. 

Calcula-se que a Dorilton Capital já tenha injetado mais de 350 milhões de reais na Williams, sendo que a maior parte foi para quitar as dívidas, o que era parte do acordo de aquisição. E já chegaram, também, atualizações para a fábrica, que conviveu até mesmo com falhas de fabricação de peças nos últimos anos.

Os efeitos de tudo isso já são claros: ao contrário dos últimos anos, a Williams está começando a temporada com lastro no carro, ou seja, sem problemas para chegar no peso mínimo, o que é uma ótima notícia para o equilíbrio do conjunto. E vai para os testes de pré-temporada com upgrades para serem testados, que podem vir a ser um pacote aerodinâmico novo para a primeira corrida da temporada. Pode não parecer muito na comparação com os rivais mais ricos, mas é um passo e tanto para quem sofreu para finalizar o carro em 2019.

Mesmo assim, ainda falta pelo menos 1s para a Williams chegar no meio do pelotão, o regulamento não muda muito e as rivais mais próximas (Alfa Romeo e Haas) terão, pelo menos em teoria, um ano melhor com a atualização da unidade de potência da Ferrari, então faz sentido para a Williams colocar suas fichas em 2022. 

Até porque há de existir uma vantagem em amargar a lanterna: a Williams é quem tem mais tempo de túnel de vento e CFD à disposição com a nova regra de escalonamento de desenvolvimento aerodinâmico – eles têm 112.5% do tempo total, enquanto a Mercedes, por exemplo, tem 90%. Não é algo que vai fazer uma diferença enorme logo de cara, mas pode ir ajudando a Williams a encostar aos poucos.

”Altos e baixos são típicos na jornada de uma marca esportiva estabelecida ao longo dos anos e o sucesso do passado pode servir como uma fonte de motivação, mas não dá para depender desse sucesso para vencer na era moderna da F1. Por conta disso, criamos uma pintura totalmente nova para 2021, reconhecendo o passado incrível e mantendo o espírito e a motivação que continuam sendo a base do DNA da Williams, ao mesmo tempo em que olhamos para o futuro e assinalamos nossa ambição de voltar para a parte da frente do grid.”

Jost Capito, CEO da Williams

Essa necessidade clara de focar, o quanto antes, na próxima temporada é ruim para George Russell não só porque as chances de pontuar continuarão raras, mas porque será mais um ano em que os pilotos da sua geração terão companheiros que os forçam e os fazem aumentar seu leque de habilidades (de Norris com Ricciardo na McLaren a Verstappen com Perez na Red Bull, em menor medida, passando por Sainz e Leclerc forçando um ao outro na Ferrari), enquanto ele tem Latifi: mais de meio segundo em média mais lento que Russell em classificação, um pouco melhor em corrida, mas ainda assim muito longe do companheiro, e  surpreendendo negativamente (até a ele mesmo) pela demora em evoluir ao longo de 2020.

Ainda mais tendo tido uma chance de entender qual o nível de trabalho em um time grande, quando substituiu Lewis Hamilton no GP de Sakhir, Russell tem tudo para viver um ano mentalmente desafiador. Logo ele, que desde a estreia já demonstra certa impaciência. Afinal, desde o kart, ele sempre esteve disputando lá na frente, e acredita que este é seu lugar. Será mais um na Williams torcendo para 2022 chegar o quanto antes.

1 comentário Adicione o seu

  1. Paulo Moreira disse:

    Acho que todos nós, que gostamos de F1, estamos a torcer para que a Williams volte aos primeiros lugares. Claro que isso não vai acontecer este ano, mas já era bom que a equipa britânica consegue-se lutar com a Haas e a Alfa Romeu.
    Dá pena e é decepcionante ver George Russell na cauda do pelotão e a lutar pelos últimos lugares. Espero que brevemente seja recompensado pelo esforço que tem feito, nestes últimos dois anos, e que consiga ter um carro vencedor para poder demonstrar todo o potencial que tem.

    cumprimentos

    visitem: https://estrelasf1.blogspot.com/

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