Horários, características da pista e tudo sobre o GP da Estíria

A Red Bull chega para correr em casa dias depois de uma apresentação de gala na França. Com um carro mais equilibrado e usando bem sua asa traseira que gera menos arrasto e pressão aerodinâmica no nível certo para seu carro em circuitos de carga aerodinâmica média, onde a Mercedes dominou nos últimos anos, eles conseguiram fazer uma corrida equilibrada em termos de ritmo e superior em termos de estratégia (com uma pitada de sorte e uma corrida muito forte de Verstappen, nas voltas antes e depois do primeiro pit stop e no julgamento do ritmo no final, ficando à margem do graining).

O Red Bull Ring é um circuito menos técnico e variado, com alguns pontos de freada muito fortes e a questão da altitude e das zebras altas, que já causaram muita dor de cabeça para pilotos e equipes.

A Mercedes diz que está implementando já para a primeira corrida da Áustria “uma série de medidas” depois que a França “mostrou as fraquezas” do time. Algo tão rápido só pode ser de configuração do carro (leia-se, uma maneira de usar uma asa menor e sofrer menos no duelo com a Red Bull) ou no acerto do carro (eles sofreram muito para deixar a traseira do jeito que Hamilton queria). É difícil saber o que esperar deles na Áustria – bom, o fato de a Red Bull ter logo corrido para fazer duas provas indica que eles acreditam que podem se dar bem: no passado, foi uma pista difícil para eles por não ter muitas curvas (muito menos muitas curvas rápidas) e pelo asfalto muito liso. Porém, na segunda corrida de 2020, a história foi muito diferente, com Hamilton colocando 33s em Verstappen, terceiro na ocasião.

NOTAS DE ESTRATÉGIA

Como o asfalto é liso e a degradação, baixa, é tradicionalmente uma corrida de uma parada só. Mas há algo que pode mudar isso: ano passado, foram três SC na primeira corrida e um na segunda, que foi cheia de ultrapassagens porque havia pilotos fora de posição após uma classificação com chuva. Na verdade, em 12 provas disputadas nesta configuração atual, o SC ou o VSC foram acionados pelo menos uma vez em nove delas. Isso interfere nas possibilidades estratégicas das equipes, embora, é claro, seja difícil prever quando um SC vai aparecer.

A primeira corrida da Áustria do ano passado foi um exemplo disso: as duas Mercedes pararam juntas na volta 26 quando um SC caiu bem na janela que eles precisavam para trocar os macios pelos duros e irem até o fim. E, quando outro SC neutralizou a prova na volta 51, eles deram azar de já terem passado pela entrada dos pits, e Hamilton, que estava em segundo, acabou ficando exposto ao ataque de Alex Albon, que aproveitou o segundo SC para voltar aos pneus macios. Aliás, as últimas voltas da prova foram muito movimentadas justamente por essas diferenças de estratégia geradas tanto pelo SC, quanto pela facilidade em se passar nesta pista, enquanto a segunda prova de 2020 (que foi o GP da Estíria naquela ocasião) foi mais travada porque os carros estavam mais separados e também por outro motivo relacionado aos pneus sobre o qual conversamos semana que vem!

Além disso, trata-se de uma pista curta, então os carros ficam mais agrupados. E, na classificação, isso significa mais trânsito. Em termos de ultrapassagem, é uma pista com números mais para Baku do que França, ou seja, mais um motivo para deixar a estratégia em aberto.

Para este fim de semana, a Pirelli levará a gama intermediária (C2, C3, C4), então, se as temperaturas caírem, como é esperado, pode ser difícil aquecer os pneus no asfalto liso e sem muitas curvas que colocam tanta energia nos pneus (além das freadas fortes).

FIQUE DE OLHO

Yuki Tsunoda ainda tem todo o apoio da AlphaTauri, mesmo errando bastante na temporada. Mas neste fim de semana ele chega a uma pista em que se deu muito bem, logo de cara, na F2: fez a pole e terminou em segundo na corrida principal. Seria um bom sinal para um piloto que precisa de um fim de semana tranquilo para retomar a confiança.

Mais atrás, é interessante ficar de olho na Williams: eles entendem que conseguiram melhorar o carro com o que levaram à França e o ritmo de Russell na corrida mostrou isso. Agora, querem entender se foi uma questão de boa adaptação a Paul Ricard ou se é algo real.

Sempre que existe a possibilidade de dificuldade em aquecer os pneus, a Ferrari aparece bem. Para a Scuderia se recuperar do fiasco da França, nada como um asfalto menos abrasivo, menos curvas e menos calor, além de ser uma pista em que a tração é importante (como foram Mônaco e Baku).

1 comentário Adicione o seu

  1. Paulo Moreira disse:

    É mais uma corrida que promete luta não só pelo primeiro lugar.
    Curiosamente nas 6 últimas corridas disputadas no Red Bull Ring, deram 2 vitórias a Bottas, Verstappen e Hamilton. Vamos ver se algum deles vai desempatar, ou se temos um vencedor diferente.
    Uma coisa é certa. Este campeonato promete.

    cumprimentos

    visitem: https://estrelasf1.blogspot.com/

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