Horários, características da pista e tudo sobre o GP da Áustria

Com a expectativa de receber 60 mil torcedores no maior evento da Fórmula 1 após o início da pandemia, o GP da Áustria marca também o aniversário de um esquema de sucesso da categoria para continuar competindo internacionalmente e mantendo o número de casos bastante baixo. Vocês verão as arquibancadas bem mais cheias que semana passada porque, a partir de 1º de julho, acabaram as restrições ao número de pessoas que podem ir a eventos na Áustria, mas no paddock tudo segue exatamente como antes, e não há previsão de quando isso durará.

Outra grande diferença entre as duas corridas na Áustria serão os compostos: sai o C2, que foi o pneu preferido na prova da semana passada, e entra o C5. E a temperatura deve estar mais baixa (melhor dizendo, menos alta do que o forte calor do GP da Estíria).

Na luta da ponta, a Mercedes e o C5 não vêm se dando muito bem até aqui, mas também é verdade que a maior parte da vantagem construída por Verstappen no GP da Estíria foi com o C2. De qualquer maneira, a Red Bull segue favorita.

O C5 é um composto com que a Ferrari conseguiu duas poles, embora as bandeiras vermelhas tenham ajudado. Como sempre no Red Bull Ring, a classificação deve ser bem apertada, e o grande segredo da prova será encontrar uma maneira de andar com a cara para o vento e sair do “trenzinho de DRS”, que deixa carros rápidos encaixotados, sem conseguir passar por conta da turbulência. Isso acontece com mais frequência no palco do GP da Áustria porque são 3 zonas de DRS em uma pista muito curta.

NOTAS DE ESTRATÉGIA

Para que a estratégia de uma parada funcionasse semana passada com temperaturas de pista que passavam dos 50ºC, e em uma pista na qual o grande problema é o superaquecimento dos pneus traseiros, os times precisaram recorrer ao pneu C2, que não estará disponível no GP da Áustria.

Então isso quer dizer que serão necessárias duas paradas no domingo? Sob temperaturas mais baixas, como é a previsão para este fim de semana, Hamilton venceu o GP da Estíria ano passado com a combinação C4+C3, então dá para fazer uma parada só mesmo com os compostos mais macios. No entanto, como será mais difícil fazer isso que semana passada, abre-se uma chance maior de um piloto mudar de estratégia no meio da prova, nos moldes do que aconteceu na França. Além disso, no Red Bull Ring, as equipes sempre estão à espera de algum SC, pois a incidência é alta. 

Ainda mais do que na semana passada, os últimos pilotos do top 10 do sábado devem sofrer para pontuar. E quem se classificar na sexta fila tem grandes chances de um bom resultado, podendo largar com o pneu médio e adotar um ritmo mais consistente no começo.

FIQUE DE OLHO

Norris está se consagrando como um especialista no Red Bull Ring, tendo feito suas duas melhores classificações da carreira na pista austríaca, além de vir em grande fase, pontuando nas últimas 13 corridas. 

Outro piloto que chega com boas expectativas é George Russell, que já provou semana passada que suas boas classificações podem fazer a diferença no Red Bull Ring, já que as distâncias entre os carros são pequenas e, na corrida, ele consegue se beneficiar do DRS para mascarar a falta de ritmo. Se ele conseguir, novamente, ficar entre os primeiros eliminados no Q2 (podendo escolher seu pneu na corrida), tem chances de, finalmente, pontuar com a Williams.

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