Horários, características da pista e tudo sobre o GP da Holanda

O palco do GP da Holanda é um circuito curioso. Às vezes é Silverstone, com curvas que geram uma força de até cinco vezes a gravidade, como é o caso da 1 e da 11, as duas que vêm logo depois das zonas de DRS. Mas também tem seu lado Mônaco, por ser muito estreito, ou seja, é difícil de encontrar um lugar para ultrapassar. E lembra até o Bahrein, já que foi feita em cima de dunas de areia, está ao lado de uma praia, e em um lugar em que venta bastante. E que tem várias mudanças de elevação e algumas curvas cegas.

Junte tudo isso com a experiência apenas baseada em dados de simulações das equipes – ok, a Red Bull pode ter um pouco mais pelas voltas de demonstração em um carro de 2012 que deu ano passado – e dá para entender o tamanho do desafio. Será um GP sobre o qual se tem menos informações que normalmente, com uma pista que tende a evoluir muito ao longo do fim de semana, e na qual a classificação deve ser muito importante. É justo, portanto, dizer que a eficiência vai vencer o GP.

Ah, e tem também a questão do clima. Venta muito na região e o sol que aparecia na segunda-feira desapareceu tão logo os caminhões da F1 começaram a chegar. As temperaturas estão mais para Bélgica do que para todas as provas de Azerbaijão a Hungria, e há previsão de chuva para o domingo, ainda que seja mais provável que ela chegue depois da corrida.

A pista tem novidades para todos, mesmo os que correram aqui em categorias de base, já que foram feitas alterações para tentar aumentar as chances de ultrapassagem. A maior delas sendo a inclinação da última curva, em 18 graus, o que até fez a Pirelli estudar criar um pneu específico para atender às demandas de Zandvoort em 2020. Porém, com o reforço na construção dos dianteiros no início do ano e dos traseiros em Silverstone, isso não foi necessário. E as pressões mínimas são similares à Bélgica, ou seja, relativamente altas (22 e 21.5 psi) mas não fora do comum para pistas em que os pneus são mais forçados.

Seria, então, o suficiente para vermos duas paradas? O fato de a pista ser tão travada somado ao uso dos pneus mais duros da Pirelli, somados às temperaturas pouco elevadas, leva a crer que não, mas tudo vai depender especialmente das simulações de corrida da sexta à tarde (no segundo treino livre).

Uma reforma diferente

Para entender mais sobre a reforma que permitiu a Zandvoort voltar a receber a F1 depois de tanto tempo, recomendo este ótimo vídeo. A pista é basicamente a mesma desde 1948 em suas sete primeiras curvas, mas sofreu alterações importantes principalmente para se adequar ao uso do DRS e propiciar mais ação na pista. E o mais legal desse vídeo é que ele mostra o processo para obter isso de um jeito diferente do estilo Tilke.

2 comentários Adicione o seu

  1. AUCAM disse:

    Devido à localização do circuito, em cima de dunas e perto da praia, os fortes ventos carregam uma areia fina que se espalha  sobre o asfalto, tornando ZANDVOORT escorregadio mesmo em dias secos, sem chuva. Na década de 60 isso era um fator adicional de dificuldade. As borrachas evoluíram muito desde então, e não sei exatamente como os pneus de hoje vão lidar com esse problema, ou se vão simplesmente ignorá-lo.

    ZANDVOORT marca a estreia – em 1967, com vitória – do motor FORD-Cosworth DFV 3 litros na Fórmula 1, impulsionando a LOTUS 49 magistralmente tocada pelo inesquecível JIM CLARK. A Fórmula 1 SEMPRE foi feita de domínios, e o dos motores FORD-COSWORTH DFV foi um dos mais gloriosos e duradouros. Cobiçado por muitas equipes, esse motor tornou-se um “must”.

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  2. FERNANDO DO AMARAL disse:

    Vi Max Verstappen ganhar a prova “Masters F3” de 2014 lá; dominou completamente mas num grid quase irrisório de 11 carros e um ambiente a seu favor 100%, não teve rival significativo – talvez do 2º colocado , também neerlandês q parecia ser rápido mas ficou sempre à mesma distância de Max q tinha total controle da corrida. Nunca vi o nome de nenhum dos outros 10 pilotos em categoria alguma internacional depois dessa. Foi no mês de agosto ventava bastante e também garoa intermitente por todo o dia; veremos se talvez ocorra alguma imprevisibilidade neste GP também – … a atmosfera do lugar é adorável e tem ( tinha?) vocação natural de anfiteatro, tomara não tenham prejudicado muito isso com as arquibancadas adicionais.

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