Horários, características da pista e tudo sobre o GP da Itália

Esse dia foi loko

A abordagem dos estrategistas para a primeira corrida em que a F1 experimentou o formato sprint foi entender a corrida como uma prova só, de 400km, dividida por uma bandeira vermelha após 100km. Curiosamente, eles tiveram uma experiência desse tipo no GP da Itália no ano passado, cuja história mudou justamente após uma interrupção. Na surpreendente vitória de Pierre Gasly, foram 26 voltas de uma disputa franca, com um ponto interessante: eles escolheram, na ocasião, os pneus médios. O que será que acontecerá com os macios nas 18 voltas do sprint?

As equipes dizem que não vão mudar muito sua abordagem em relação a Silverstone, mas estão mais bem preparadas para lidar com o que pode dar errado no novo formato. Uma complicação foi o horário da classificação, em um dia de grande amplitude térmica na Inglaterra. É possível que isso ocorra novamente: enquanto o sprint e a corrida, no meio da tarde, devem ser disputadas sob calor e com os termômetros perto dos 28 graus, na classificação as temperaturas certamente estarão mais baixas. A classificação termina perto das 19h e, em Silverstone, isso revelou os caminhos diferentes em termos de acerto que cada time tinha escolhido. Para completar, com as retas longas em Monza, a tendência é que os pneus percam temperatura, gerando o desafio aos pilotos de entender o quanto forçar nas freadas das chicanes andando, na classificação, sob condições diferentes do restante do final de semana.

Saiba tudo sobre o sprint

Falando em classificação, o vácuo será mais uma vez um assunto em pauta, já que, em Monza, ele é mais poderoso do que em qualquer outra pista, pois a porcentagem de tempo em que os pilotos estão de pé embaixo chega a 70%.

Outro ponto importante é que, a fim de usar um motor com baixa quilometragem e, por conseguinte, mais potente, várias equipes escolhem Monza para trocar suas unidades de potência. No caso de se tratar de um piloto que já usou toda a sua alocação, as punições serão computadas no grid da corrida do domingo.

Notas de estratégia

A prova do ano passado não serve muito para comparação, já que uma bandeira vermelha a 26 voltas do fim mudou a história da corrida. Mas, nos últimos anos, tem sido uma corrida de uma parada só, com a preferência de fazer o Q2 com os macios porque as diferenças de tempo costumam ser pequenas. Não que isso conte neste fim de semana, uma vez que a escolha de composto é livre para a largada por conta do formato sprint.

A resistência em se parar mais de uma vez não se dá pelas características da pista em si, mas pela grande perda de tempo para o pit stop (25s, uma das maiores do campeonato). E o overcut pode funcionar melhor que o undercut se a tendência de a estratégia favorita ser macio-duro se repetir, pela dificuldade em aquecer o pneu duro normalmente. Mas tudo, é claro, depende de quanto o piloto conseguir economizar de seu primeiro jogo.

As ultrapassagens não são um grande problema como em outras pistas – a média dos últimos anos é de 40 manobras por GP, sendo pouco mais da metade usando o DRS.

Fique de olho

As equipes que andaram bem na Bélgica, principalmente com a pista mais seca, têm motivos para estarem animadas para Monza, pois o pacote aerodinâmico é semelhante, de baixa downforce para ajudar no rendimento nas retas. É o caso, por exemplo, da McLaren. Aston Martin deve ter um fim de semana melhor do que em Zandvoort e a AlphaTauri não pode ser descartada, ou pelo menos com Gasly.

Já na disputa pela vitória, a Red Bull vem tendo uma pequena vantagem nas últimas corridas, mas a Mercedes melhorou sua velocidade de reta de Silverstone para cá. E um detalhe importante pôde ser observado em Zandvoort: essa vantagem bem mais no final da reta, levando a crer que venha de algo mais ligado ao funcionamento da unidade de potência do que configuração aerodinâmica.

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