Guias dos circuitos

Horários, características da pista e tudo sobre o GP de Abu Dhabi

O Circuito de Yas Marina ficou mais parecido com Interlagos agora com as mudanças feitas para aumentar as chances de ultrapassagens. Os torcedores de Verstappen podem pensar “ah não, perdemo”. Mas uma coisa sensacional desse campeonato é como pequenos detalhes fazem muita diferença.

Daquela corrida em que Hamilton passou todo mundo no Brasil, o motor a combustão da Mercedes já não tem tanta potência. E a Red Bull já não tem os problemas de asa, que tanto afetaram a possibilidade de a equipe evoluir com o acerto do carro da sexta para o sábado em São Paulo e no Catar.

Além disso, depois de duas pistas em que os pneus dianteiros acabaram antes dos traseiros (o que é melhor para a Mercedes, já que o carro com rake baixo coloca menos força nos dianteiros e, com isso, consegue preservá-los melhor), em Abu Dhabi voltamos a uma pista rear-limited. Em Yas Marina, a Mercedes deve ter mais dificuldade em não superaquecer os traseiros no último setor na classificação, ao mesmo tempo em que a Red Bull tem de cuidar para não começar a volta com o pneu frio demais.

Sobre as mudanças da pista em si, dou os detalhes neste link. Elas são várias, alterando o perfil das curvas aumentando sua velocidade, livrando-se das mais fechadas e também das cambagens invertidas. Tudo, pensando em dar mais chance de ultrapassagem e deixar a volta mais fluida. 

Notas de estratégia

A corrida do ano passado teve um Safety Car na volta 10, o que foi um prato cheio para a maioria dos pilotos pararem, colocarem o composto mais duro, e irem até o final. Isso dava certo porque o traçado era travado, a perda nos pits é alta, o asfalto é liso e não gera muito desgaste, e essa combinação faz com que a posição de pista seja soberana.

Ainda não sabemos se esse ainda será o caso. Se as mudanças surtirem o efeito desejado, automaticamente as estratégias ficam mais abertas. As equipes vão primeiro ficar de olho na diferença entre as partes de asfalto novas e as antigas, a fim de determinar como isso vai afetar seu desempenho.

Outro ponto importante é a interação dos carros da Mercedes e da Red Bull com a temperatura da pista na primeira parte da corrida, quando o asfalto está mais quente. Se estiver mais calor, é melhor para o stint inicial da Red Bull mas, se Max estiver largando atrás, Lewis pode usar a velocidade de reta superior para se defender. 

Fique de olho

Será uma corrida cheia de despedidas, uma diferente da outra: 

Kimi parece louco para ir para casa o quanto antes. 

Antonio, um cara gente boa que a F1 vai perder, inclusive viajou junto com a equipe de Jeddah para Abu Dhabi, enquanto vários colegas pegavam seus jatinhos para ficar em casa por alguns dias, mostrou na última corrida que está muito motivado a sair por cima.

Russell está saindo com ares de herói na Williams com a oitava colocação do time e será interessante ver como será a última corrida de Bottas na Mercedes (em atuação que pode decidir ambos os campeonatos).

E também vamos nos despedir destes carros, que deixarão saudades no final das contas. Afinal, nunca se viu conceitos tão diferentes entre si terem um rendimento tão igualado ao longo de uma temporada.

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