Guias dos circuitos

Guia do GP da França

O palco do GP da França é muito usado para testes, e isso significa que ele escancara qual é o melhor conjunto. Paul Ricard tem curvas de raio longo de média e alta velocidades, em sequência. Ou seja, é preciso um carro equilibrado para não ter que tirara tanto o pé nestas curvas, mantendo a fluidez que vai te dar tempo de volta.

Na verdade, o circuito se assemelha um pouco com Barcelona no sentido de mostrar a verdade sobre o rendimento dos carros. Então será interessante saber o que mudou na relação de forças entre as equipes de lá para cá, já na metade da temporada.

Qual é o melhor acerto para a pista de Paul Ricard

Paul Ricard até tem um setor mais travado, na parte final da volta, mas a maioria das curvas são de média e alta velocidades. Também há uma reta longa, então é outro circuito em que a configuração aerodinâmica é média, mas é possível apostar em andar com menos asa se seu carro produz mais downforce.

Então não há tanta pressão em cima da aderência mecânica e da tração, e sim do comportamento do carro em mudanças rápidas de direção. E outro ponto importante em Paul Ricard é o vento, uma vez que a pista fica a 400m do nível do mar, em uma região mais exposta.

À primeira vista, parece que dá para errar à vontade em Paul Ricard, devido às generosas áreas de escape asfaltadas. Mas o asfalto dessas áreas funciona como uma lixa para os pneus, então a realidade é um pouco diferente.

Falando em pneus, em 2021 as equipes se surpreenderam com um novo asfalto mais abrasivo. Com a corrida em julho, deve fazer muito calor, então uma prioridade do acerto será evitar o superaquecimento dos pneus.

Ultrapassagens no GP da França

Curvas não faltam no circuito de Paul Ricard, mas o problema para as ultrapassagens é a falta de pontos fortes de freada. Por conta disso, trata-se de um circuito em que não é fácil ultrapassar.

A média é de 29 manobras por corrida, quase comparável a alguns provas de rua, embora a corrida tenha sido melhor em 2021, com o asfalto mais abrasivo.

Por conta disso, será um teste interessante para as regras de 2022, já que a tendência é que o desenho do circuito já não seja tão prejudicial quanto no passado. De qualquer maneira, a chicane no meio da Mistral continua sendo o local favorito para as manobras.

Notas de Estratégia do GP da França

A combinação entre uma pista em que não é fácil ultrapassar e uma perda de tempo no pitstop alta, de 24s, já seria a receita perfeita para que as equipes determinassem deltas de ritmo para os pilotos a fim de manter a posição de pista. Em outras palavras: administrar os pneus e fazer apenas uma parada.

Mas há também outros fatores que acabam engessando as estratégias do GP da França. O fato de as áreas de escape serem grandes e asfaltadas faz com que seja difícil contar com um Safety Car para embaralhar as táticas.

Além disso, as tentativas de undercut e de overcut não costumam funcionar: por um lado, se você parar antes trocando o médio pelo duro, ele demora muito para aquecer. Por outro, se fica na pista mais tempo que o rival, a diferença de ritmo não compensa.

Entretanto, nem tudo são más notícias. O asfalto mais abrasivo aumentou o desgaste de pneus em 2021. Resta saber se isso continuará com a nova construção da Pirelli.

Como foi em 2021

A batalha estratégica de Mercedes e Red Bull no GP da França serviu como prova da competitividade da temporada 2021 da F1. As equipes foram um pouco no escuro para a corrida depois que os treinos livres foram disputados com muito calor, mas choveu horas antes da corrida, e a temperatura caiu.

Então, o que seria uma prova de administrar superaquecimento se torna uma corrida bem técnica em termos de gerenciamento de pneus, ficando entre o graining (quando se força muito um pneu com temperaturas mais baixas) e a falta de aquecimento.

Mercedes e Red Bull optaram por acertos diferentes: a primeira focou em cuidar dos pneus, a segunda em velocidade de reta. E a opção do time de Max Verstappen ajudou a equipe a adotar a estratégia ousada de fazer uma parada extra quando liderava para vencer a prova. E derrotar a Mercedes em Paul Ricard pela primeira vez na era híbrida.

2 comentários em “Guia do GP da França”

  1. Uma sugestão na tabela de horários da F1 é começar por sexta e abaixo colocar sábado.
    Uma correção necessária é nos horários dos TL1 e TL2 que sempre estão invertidos.
    É possível a compreensão, mas quero contribuir para melhoria e uma leitura mais clara.

  2. Na Aston Martin Lance Stroll tem feito corridas decentes, mostra que o carro é competitivo na Formula B da categoria, Vettel deve evoluir, afinal a equipe além de sempre trazer alguma coisa nova para os carros, tem suprido seu quadros técnicos com várias contratações. O Stroll quer equipe de ponta e para isso não economiza, tem os conselhos do maior manager dos últimos tempo, a “revelação” Toto Wolff, seu amigo e sócio .

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