Guias dos circuitos

Guia do GP da Holanda

Em sua volta ao calendário em 2021, o GP da Holanda ficou mais marcado pela festas dos torcedores locais com a vitória de seu piloto Max Verstappen do que com a ação na pista. Nada que não tenha sido previsto.

Embora o circuito tenha passado por modificações importantes, ele continua sendo apertado e fluido demais, com poucas oportunidades para os pilotos decidirem quem fica na frente na freada. Mas pelo menos em 2022 há a expectativa de que, com os carros podendo seguir um ao outro mais de perto, a inclinação da última curva por ser mais útil.

Uma coisa é garantida: nas arquibancadas, vai ter festa.

O palco do GP da Holanda é um circuito curioso. Às vezes é Silverstone, com curvas que geram uma força de até cinco vezes a gravidade, como é o caso da 1 e da 11, as duas que vêm logo depois das zonas de DRS. Mas também tem seu lado Mônaco, por ser muito estreito, ou seja, é difícil de encontrar um lugar para ultrapassar.

A pista foi feita em cima de dunas de areia, está ao lado de uma praia, e em um lugar em que venta bastante. E tem várias mudanças de elevação e algumas curvas cegas.

GP da Holanda

Qual é o melhor acerto para a pista de Zandvoort

Zandvoort premia carros que geram mais pressão aerodinâmica devido às curvas de média e alta velocidades, e tem algumas curvas de raio longo, com potencial para estressar bastante os pneus.

Aliás, é uma pista curta e com muito trabalho para os pneus o tempo todo, então é preciso tirar um pouco de carga deles. Também é uma pista para carros mais ágeis, pelas mudanças de direção rápidas. Para isso, conseguir uma acerto neutro é importante.

Quando estiverem testando qual o melhor acerto para Zandvoort com os novos carros, as equipes terão em mente que, na volta do GP da Holanda em 2021, perdeu-se muito tempo nos treinos livres com interrupções longas. Isso porque não é fácil se deslocar de um lado a outro na apertada pista holandesa. Não vale a pena ficar esperando o melhor momento da pista.

Ultrapassagens no GP da Holanda

O número de ultrapassagens na volta da Holanda ao calendário da F1 foi relativamente baixo: 24. Mas é bem verdade que as projeções eram bem piores. O grande ponto é a freada mais forte, no grampo da primeira curva. Preferencialmente por fora. Inclusive, A inclinação da última curva serve justamente para dar mais espaço para os pilotos pegarem o vácuo, e isso provavelmente funcionará melhor com esta geração de carros.

Fora de posição, Sergio Perez conseguiu fazer algumas manobras na freada da curva 11 e também se beneficiando de uma linha diferente na 10.

Notas de estratégia do GP da Holanda

Como os pneus são solicitados o tempo todo na Holanda, a maioria foi para a pista já sabendo que seria uma corrida de duas paradas em 2021. Mas com os novos pneus de 2022, a história pode ser diferente.

De modo geral, vale aquela máxima de que é menos difícil segurar um carro mais rápido do que em outras pistas como Montreal, por exemplo. Porém, um pneu desgastado não vai permitir que o piloto tenha o mesmo tipo de aderência saindo da última curva, deixando-o exposto na reta principal.

Os muros estão relativamente próximos e várias áreas de escape têm brita, então é de se esperar um Safety Car ou VSC.

Como foi em 2021

A Red Bull e Verstappen pareciam ter uma resposta para todo tipo de ataque que a Mercedes e Hamilton tentaram. O inglês até ficou próximo, mas a impressão era de que o holandês só estava gerindo a distância para evitar levar um undercut, ao mesmo tempo em que não acelerava tudo o que podia para cuidar de seus pneus.

A Mercedes até deixou Bottas na pista na tentativa de atrapalhar Verstappen, mas não foi o suficiente. Um destaque da prova foi Gasly, que conseguiu fazer uma tática com 50 voltas nos pneus médios funcionar para chegar em quarto.

2 comentários em “Guia do GP da Holanda”

  1. Devido à localização do circuito, em cima de dunas e perto da praia, os fortes ventos carregam uma areia fina que se espalha  sobre o asfalto, tornando ZANDVOORT escorregadio mesmo em dias secos, sem chuva. Na década de 60 isso era um fator adicional de dificuldade. As borrachas evoluíram muito desde então, e não sei exatamente como os pneus de hoje vão lidar com esse problema, ou se vão simplesmente ignorá-lo.

    ZANDVOORT marca a estreia – em 1967, com vitória – do motor FORD-Cosworth DFV 3 litros na Fórmula 1, impulsionando a LOTUS 49 magistralmente tocada pelo inesquecível JIM CLARK. A Fórmula 1 SEMPRE foi feita de domínios, e o dos motores FORD-COSWORTH DFV foi um dos mais gloriosos e duradouros. Cobiçado por muitas equipes, esse motor tornou-se um “must”.

  2. Vi Max Verstappen ganhar a prova “Masters F3” de 2014 lá; dominou completamente mas num grid quase irrisório de 11 carros e um ambiente a seu favor 100%, não teve rival significativo – talvez do 2º colocado , também neerlandês q parecia ser rápido mas ficou sempre à mesma distância de Max q tinha total controle da corrida. Nunca vi o nome de nenhum dos outros 10 pilotos em categoria alguma internacional depois dessa. Foi no mês de agosto ventava bastante e também garoa intermitente por todo o dia; veremos se talvez ocorra alguma imprevisibilidade neste GP também – … a atmosfera do lugar é adorável e tem ( tinha?) vocação natural de anfiteatro, tomara não tenham prejudicado muito isso com as arquibancadas adicionais.

Deixe uma resposta