Viajando para o GP

GP da Bélgica ao vivo: Turistando na F1

GP da Bélgica ao vivo
Nem sempre chove em Spa. Mas é melhor tirar foto correndo. Foto: Julianne Cerasoli

A prova em Spa-Francorchamps é uma das queridinhas do campeonato, mas como é ver o GP da Bélgica ao vivo? É bem provável que não será uma experiência das mais confortáveis, mas será memorável.

Inclusive, fazer o GP da Bélgica junto do GP da Itália certamente é uma experiência e tanto para o fã de F1. E dá até para incluir uma bela road trip no meio!

Compre ingresso para: general admission ou Gold 7

Aí vai depender da sua disposição de encarar as ladeiras, longas distâncias e o clima imprevisível da floresta das Ardenhas: o general admission do GP da Bélgica dá um acesso muito bom, tem um preço bem razoável (cerca de 180 dólares) mas também exige muita disposição.

Se for de arquibancada, escolha uma coberta e se proteja do sol, que pode ser bem forte, ou da chuva, que também não costuma vir em conta-gotas. A melhor delas para ver ação na pista é na La Source, mas custa 520 dólares.

A Eau Rouge não é exatamente um cartão postal quando se viaja para ver o GP da Bélgica ao vivo
A Eau Rouge não é exatamente um cartão postal. Foto: Julianne Cerasoli

Hospede-se em: camping ou cidade próxima

Outra vez, depende da experiência: se a Áustria já é cheia de holandeses, o GP da Bélgica é completamente lotado e a opção de alugar um motorhome e ficar no camping, indo a pé para a pista, certamente será mais complicada do que no Red Bull Ring, até pelas distâncias, que serão maiores de qualquer jeito. Então uma opção mais confortável é ficar em alguma das cidades próximas.

Vá de: carro

O GP da Bélgica é um em que compensa alugar um carro. Primeiro porque, chegando do Brasil, o aeroporto mais cômodo seria de Bruxelas, que fica a 140km da pista, e depois a ida à pista sem carro exigiria a combinação trem + ônibus + caminhada e só o caminho do ônibus da estação mais próxima, de Viviers, leva 45 minutos. Mas é bom lembrar que é possível chegar lá com transporte público.

Não perca: as cervejas

Imagine fazer um tour de cervejas trapistas? Entendedores entenderão. E se não for na Bélgica, onde mais? Além disso, a Bélgica também é a terra do chocolate. Das batatas fritas. E dos mariscos.

Combine com: qualquer direção está valendo

Pensando em uma viagem de carro, dá para esticar ao sul para Luxemburgo, ao leste para Colônia, na Alemanha, ao norte para a Holanda ou mesmo conhecer as belas cidades belgas de Bruges e Ghent. E o melhor é que, saindo de Liège, dá para fazer tudo isso de trem.

Quanto fica ver o GP da Bélgica ao vivo?

O voo para Bruxelas sai por menos de 700 dólares nesta época do ano, já no final do verão europeu. O restante dos custos fica por conta da opção de ingresso – de menos de 200 a mais de 500 dólares – e acomodação. Isso não é caro por lá, pois muitos moradores alugam casas espaçosas na região por menos de 200 dólares por pessoa.

Vale a pena ver o GP da Bélgica ao vivo?

É uma daquelas provas que todo fã de F1 imaginou ver de perto um dia. Mas, pela localização da pista, não é um evento para qualquer um. É preciso um certo espírito aventureiro. E um par de galochas caso a chuva venha.

3 comentários em “GP da Bélgica ao vivo: Turistando na F1”

  1. Olá Julianne!
    Adoro o turistando e só vou anotando as dicas para quando resolver assistir a algum GP fora do país, embora esteja difícil conseguir a$$istir um por aqui mesmo.
    Rs
    Gostaria de aproveitar para fazer duas perguntas fora do contexto do turistando, caso não se incomode:
    01. Como ficou os bastidores do GP com o Fernando Alonso dizendo aos quatro ventos que teve duas propostas da Red Bull esse ano?
    02. Como anda o Paddock com essa situação da Force India? Li que o Karun Chandok teria soltado de forma extra oficial que em Singapura o Lance já estará por lá e que Kubica assume a Williams. Ocon estaria na McLaren e Vandoorne a pé (e talvez fique com a vaga do contestado Grosjean). Como se desenrola essa situação?
    Grande beijo e bom trabalho
    Um gtande abraço a todos do blog!

  2. – um ingresso que também pode valer o gasto é o da arquibancada em frente à descida em direção à Eau Rouge, mas de concreto e descoberta – então tem que levar chapéu/boné por causa do Sol forte e capa por causa da chuva, como disse a Julianne é muito provável as duas condiçoes durante o weekend ou até num mesmo dia. Por ser descoberta é categoria Silver, preço entre a Gold e a Bronze (esta a denominação da General Admission). Atrás dessa arquibancada fica o amplo pátio com os estandes de produtos de merchandising das equipes e alguns quiosques de lanches e bebidas. Do alto dessa arquibancada certamente se poderá ver os carros fazendo a Eau Rouge sem nenhuma grade ou tela na frente, e, claro, se pode caminhar pelos caminhos no interno do circuito que é para qualquer tipo de ingresso.
    – e duas sugestões de turismo na região: há um museu contando a história do circuito na cidade de Stavelot – uma das que formavam o ‘triângulo’ da pista de estradas original – com uma pequena mas espetacular coleção de carros de corrida: um Porsche 917 da equipe Gulf-Wyer que foi pilotado pelo magnífico piloto Pedro Rodriguez e alguns bólidos de todas as épocas dos Grands Prix (o circuito existe há mais de 90 anos !…). Fica no subsolo de um antigo prédio público que agora é um centro cultural e de lazer da cidade. E se pode visitar na segunda-feira, no dia seguinte à corrida.
    – em Stavelot também utilizei bastante o supermercado lá para comprar comida quando estive hospedado num albergue ou em moradia. Eu e boa parte dos acampantes no evento, lotado ficava…
    – e em Malmedy há um muito bom albergue chamado “auberge de jeunesse hautes-fagnes” – este nome é o da região ali, junto à fronteira com Alemanha e onde há trilhas para caminhada e para bicicross. O detalhe importante é checar a disponibilidade (é hospedagem relativamente barata, com quartos de 2 beliches) e, antes de tudo, se o weekend do GP não coincide com a ‘semana de férias’ do albergue, quando simplesmente fica fechado.

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