Corridas e análises, Guias dos circuitos

Guia do GP da Emilia Romagna

É até curioso que, só agora, o GP da Emilia Romagna em Imola tenha “assumido” sua identidade local, já que se trata de uma região tão importante para o automobilismo italiano. A terra dos Ferrari, dos Maserati, Dallara, Lamborghini, Ducati… não poderia continuar tendo um GP com o nome de San Marino, que nem é tão perto de lá assim.

Sobre a história de Imola, de acidentes marcantes a duelos como o de Alonso e Schumacher, passando por momentos turbulentos entre companheiros com Pironi e Villeneuve e, anos depois, Senna e Prost, já ouvimos falar muita coisa. A pista, considerada travada demais para a F1 moderna, ficou de fora do calendário entre 2006 e 2020. Voltou como substituta na pandemia e ficou com o financiamento da região da Emilia Romagna (sim, daí o nome). Coincidentemente ou não, isso aconteceu com Stefano Domenicali como CEO da F1. E ele é de Imola.

Qual é o melhor acerto para a pista de Imola

É uma pista considerada técnica pelos pilotos porque ela é ao mesmo tempo estreita e com áreas de escape que não predoam. Há quem compare o Autódromo Enzo e Dino Ferrari de hoje à pista de Montreal.

Isso porque a tentação é tirar asa do carro para aproveitar e ganhar tempo de volta no início, no período de aceleração da última curva até a chicane da Tamburello, é feito de pé embaixo.

Mas também há trechos mais travados, em que um acerto com menos asa vai significar que o carro ficará mais arisco. Na segunda parte da volta, é um traçado bastante variado, com curvas travadas, de média e de alta velocidade.

O ataque à última perna da Acque Minerali gera problemas de limites de pista na tangente. E exige uma suspensão menos rígida

A época em que a F1 tem ido a Imola, em abril, significa que o superaquecimento dos pneus não é um problema, então carros que costumam sofrer com isso podem “ganhar vida”. Até porque a dificuldade será mais colocar energia nos pneus, principalmente os dianteiros.

Uma unidade de potência eficiente no uso da energia elétrica é importante em Imola, pois a UP está recuperando ou despejando energia quase o tempo todo. Na verdade, Imola só fica atrás de Monza no quesito.

Ultrapassagens no GP da Emilia Romagna

Por ser uma pista estreita e cercada por áreas de escape com brita, Imola testa a precisão dos pilotos e é uma pista bastante técnica, mas também por isso é difícil vermos ultrapassagens. Na verdade, ela pode até ser comparada como uma pista de rua nesse sentido.

Aliás, mesmo com brita em vários pontos, Imola tem trechos em que a FIA controlou os limites de pista. E como o melhor trecho para ultrapassagem na pista, no começo da volta, é em uma chicane apertada, as manobras ficam bem no limite da legalidade.

Por outro lado, pela época do ano em que a prova é realizada, se houver um Safety Car ou se chover, tudo fica mais complicado, o que nos leva ao próximo item.

Notas de estratégia no GP da Emilia Romagna

Uma pista em que as ultrapassagens são tão difíceis grita para os estrategistas “posição de pista!”. Não dá para inventar muito em termos de tática de corrida porque não dá para “fabricar” pista livre parando um piloto muito antes, muito depois, ou muitas vezes. Isso porque, mesmo se ele tiver um pneu mais novo, pode perder tempo.

Outro ponto importante é o aquecimento dos pneus, com essa data do GP em abril. Com as temperaturas mais baixas, o overcut passa a ser mais interessante, pois os pilotos podem ter problemas de aquecimento assim que saírem dos boxes. Mas isso, é claro, depende da condição em que o pneu está.

Dentro deste contexto de posição de pista e dificuldade de aquecimento dos pneus, um SC é algo que pode abrir qualquer corrida em Imola. Há quem vai optar por ficar na pista e aguentar com pneu usado e frio (lembrando que, quando menos borracha o pneu tem, mais difícil é ele recuperar a temperatura). E quem vai apostar que um pneu novo gera a diferença suficiente para ultrapassar.

Como foi em 2021

A chuva que começou a cair com os carros indo para o grid deu emoção para a prova. Saindo de terceiro, Verstappen tomou a liderança de Hamilton na primeira curva. Depois, apenas defendeu uma ameaça de undercut quando a pista estava secando e venceu com tranquilidade.

Enquanto isso, Hamilton errou quando negociava com retardatários e só voltou para a prova porque George Russell encheu Valtteri Bottas tentando passá-lo com a pista (e a grama) ainda úmida, o que levou a uma bandeira vermelha.

Hamilton desafiou a máxima de que não dá para ultrapassar em Imola, indo de oitavo a segundo em menos de 30 voltas, dando alguma esperança para os próximos anos de F1 em Imola.

5 comentários em “Guia do GP da Emilia Romagna”

  1. Imola é uma das minhas pistas preferidas, apesar de o nome Imola e San Marino trazerem sempre más recordações.
    Acho que estamos todos ansiosos para ver a segunda corrida da temporada por causa da luta entre a Mercedes e a Red Bull que este ano promete.

    cumprimentos

    visitem: https://estrelasf1.blogspot.com/

  2. Olá, li em jornal inglês q horário do classificatório foi antecipado em 1 hora, por causa do funeral do Príncipe – o início será então às 8 hs? Espero que a nova retransmissora mantenha o compromisso.

Deixe uma resposta