A histórica vitória de número 41 de Lewis Hamilton só não foi um grand chelem por 76 milésimos, vantagem pela qual Nico Rosberg conseguiu a pole position do GP do Japão. No domingo, contudo, o dia foi do inglês, que liderou todas as voltas e fez a volta mais rápida.
Olhando as estatísticas de Hamilton, o mais impressionante é que esta foi a 20ª vitória em 52 corridas pela Mercedes (38.5%), enquanto, na McLaren, ele venceu 21 em 110 GPs (19,1%).
O GP do Japão também marcou a segunda derrota de Hamilton para o companheiro em classificações no ano. Aliás, o inglês jamais fez uma pole em Suzuka. Com isso, Romain Grosjean é quem vem tendo o melhor desempenho no duelo interno, tendo sido batido por Maldonado em apenas uma oportunidade. Em Suzuka, a Lotus viveu mais um capítulo de suas dificuldades financeiras, tendo de se virar sem hospitality, mas, na pista, a exemplo do que ocorrera em Spa, palco do único pódio do ano, em que o time trabalhou com oficiais de justiça no box, a equipe conseguiu colocar ambos os carros no top 8 desde o GP da Índia de 2013.
A Red Bull, por sua vez, teve um dos piores domingos de sua história, vendo seus dois carros terminarem a corrida, mas não obterem pontos, pela primeira vez desde o GP da China de 2008.
Isso, em um dia importante para esta era dos motores V6 turbo híbridos: pela primeira vez desde que este regulamento foi adotado, todos os carros foram classificados (Felipe Nasr foi o único que não cruzou a linha de chegada, mas completou mais de 90% da prova). Isso era algo que não acontecia desde o GP da Europa de 2011.
Para a Rússia, a Mercedes já pode ir preparando a festa: se marcar três pontos a mais do que a Ferrari, será bicampeã de construtores. Curiosamente, Sochi foi o palco da conquista da equipe ano passado.
